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Quarta-feira, 20 de março de 2019

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Marido fez tenista de 39 anos largar aposentadoria e maratonas

Paris respira romantismo. Das margens do Sena à Torre Eiffel até as quadras de Roland Garros. Sim, o amor está no ar também no Grand Slam francês. E como amor não tem idade, a japonesa Kimiko Date Krumm deu uma prova de sua paixão pelo marido nesta terça-feira. Aos 39 anos, ela venceu a russa Dinara Safina (3/6, 6/4 e 7/5), atual vice-campeã do torneio e nona do ranking mundial, no verdadeiro "mico" da primeira rodada, e dedicou a vitória ao piloto alemão Michael Krumm, com quem se casou em 2001. Afinal, ele a incentivou a retornar ao circuito após 12 anos aposentada das quadras.

"É por ele. Ele ama esportes, ele ama tênis. Então, sempre me perguntou por que eu não jogava mais. Quando nos conhecemos, eu já havia me aposentado. Só havia me visto pela TV. Ele me puxou de volta", contou Kimiko, após a partida que durou 2h33.

Atualmente 72° do ranking, a japonesa é a tenista mais velha em atividade no circuito. Aos 38 anos, também foi a tenista mais velha a ganhar um título profissional - o Aberto de Seul, em 2009 -, sendo superada em idade apenas pela americana Billie Jean King, que ganhou um título com 39 anos, em 1982.

Laurent Baheux/AP
Japan's Kimiko Date Krumm reacts after defeating Russia Dinara Safina during their first round match of the French Open tennis tournament at the Roland Garros stadium in Paris, Tuesday, May 25, 2010. (AP Photo/Laurent Baheux)
Kimiko Date Krumm comemora após vencer Dinara Safina na 1ª rodada de Roland Garros


Kimiko é tão antiga no circuito, que em 1989 disputou seu primeiro Grand Slam, em Roland Garros, quando Safina ainda tinha três anos de idade. No saibro francês, Kimiko chegou à semifinal em 1995. Rodada que também alcançou no Aberto da Austrália, em 1994, e Wimbledon, em 1996. Mesmo ano em que se retirou do profissionalismo, após atingir as quartas de final na Olimpíada de Atlanta (EUA). Tempos em que esteve entre as dez melhores do mundo.

Entre 1996 e 1998, ela conta que não pegou em uma raquete de tênis ou pisou em uma quadra. Em 2002, rompeu o tendão de Aquiles, então, depois da recuperação, decidiu voltar a correr. E chegou a completar a maratona de Londres em 2004. Tentou ter um filho, não conseguiu. Voltou ao tênis como comentarista de TV, até ser convencida pelo marido que seu lugar era jogando. Após o retorno em março de 2008, conseguiu recompensar o marido em Paris.

"Hoje estou muito, muito, muito feliz por jogar na quadra Suzanne Lendlen. Tenho grandes lembranças daqui. Em 1995, ganhei da (croata) Iva Majoli. Então, fui jogar na (quadra principal) Philippe Chatrier a semifinal contra a (espanhola) Arantxa Sanchez (perdeu). Eu não gosto muito de saibro, mas hoje eu bati Safina, então é grande, uma grande memória mesmo, de novo", recordou a japonesa, que contou que a última vez que venceu uma tenista entre as dez melhores do mundo foi em 1996, quando bateu Monica Seles, em Nova York. "E ela se aposentou depois", completou, rindo, a apaixonada tenista perto dos 40 anos.

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