Sabe como o Itaquerão ultrapassou a Arena Palestra e ficou pronto antes?

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O Palmeiras fez jogo de despedida do Parque Antarctica em 9 de julho de 2010, um amistoso com o Boca. A partir dali seria demolido para a construção da nova Arena Palestra. Já a arena corintiana, em Itaquera, começou a ser construída um ano depois. Mesmo tendo começado depois, o Itaquerão realiza no dia 18 de maio de 2014 seu primeiro jogo oficial, enquanto a casa alviverde ainda segue em obras. A estimativa é que a casa do Palmeiras fique pronta no fim de junho. Mas por que o estádio corintiano, largando depois e com capacidade maior ultrapassou o palco do arquirrival e ficou pronta antes? O UOL Esporte mostra aqui algumas diferenças entre os procedimentos, datas e problemas que cada uma teve em seu caminho e que justificam os atuais prazos. Montagem com fotos WTorre/Divulgação e Paulo Whitaker/Reuters Mais

No Itaquerão, eram três turnos de trabalho. Isso ocorreu por quase dois anos. A mudança para duas jornadas aconteceu após os acidentes que vitimaram dois funcionários. O Ministério do Trabalho e Emprego pressionou, exigindo a redução para duas jornadas, que passou a ser cumprida no fim de 2013. Na Arena Palestra, o trabalho sempre ocorreu em dois turnos. A vizinhança pressionou e conseguiu evitar serviços noturnos no estádio. Jorge Araujo/Folha Imagem Mais

O grupo de oposição no Conselho Deliberativo do Corinthians não teve força para impedir ou dificultar a construção do estádio. No Palmeiras, a oposição bateu o pé contra a obra. O grupo oposicionista conseguiu paralisar as obras e dificultou a entrega das assinaturas para construção da arena, atrasando o serviço Divulgação ODEBRECHT Mais

O Palmeiras não tem canteiro de obras. Isso significa que a WTorre não conseguia fazer obras em todos os setores ao mesmo tempo. Muitas vezes, os lugares serviam para que peças, caminhões e entulho ficassem estocados. O local é cercado por shopping center, residências e avenidas de grande movimento. Já a arena do Corinthians dispunha de um terreno muito maior, com canteiro de obras. Ou seja, os pedreiros podiam trabalhar em todos os lugares do terreno. Divulgação/WTorre Mais

O Palmeiras teve inúmeras dificuldades para conseguir determinadas licenças, como o atestado de que o Palmeiras não estava retirando árvores. Houve dificuldades para obter aval da prefeitura, o habite-se, e aval da CET. O Corinthians também enfrentou série de entraves ambientais e econômicos. Mas o governo ajudou a viabilizar autorizações de diversas naturezas, evitando longas pausas nos serviços Nelson Almeida/AFP Mais

O Palmeiras não teve muita ajuda governamental, porque a Arena não estava no cronograma para a Copa. O Itaquerão, por sua vez, será palco da estreia do Mundial e sede de mais cinco jogos. O Corinthians contou com a influência direta do governo para a aceleração de várias burocracias. Em abril, o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antonio Medeiros, admitiu que a rápida liberação das obras após acidente que matou um funcionário em Itaquera só ocorreu por conta da pressão por datas visando à Copa. Reinaldo Canato/UOL Mais

O Palmeiras tem só o dinheiro da WTorre e precisava usar isso aos poucos. Nem toda a verba estava disponível logo no começo, fazendo com que a construção ocorresse em velocidade normal. O Itaquerão contou com o subsídio do BNDES, que injetou mais de R$ 400 milhões, além de certificados públicos (R$ 420 milhões), valores que ajudaram a custear a arena, orçada em mais de R$ 1 bilhão. Robson Ventura/Folhapress Mais

Palmeiras e WTorre não tiveram autorização judicial para derrubar um setor de arquibancada do Parque Antarctica, que representava 20% da arquibancada do estádio. Isso porque o alvará obtido com a Prefeitura era para reforma e não construção. Foram mais de 3 meses de impasse. A Arena Palestra teve de ser criada sob um setor velho. A necessidade de estrutura velha gerou trabalho de recuperação da área e reforço de segurança para que uma estrutura nova ficasse sobre os blocos antigos. O terreno em Itaquera estava desocupado, o que facilitaria a construção. No entanto, o maior problema foi presença de dois dutos da Petrobrás sob o terreno. Em outubro de 2012, foi anunciado contrato para retiradas das placas. Os serviços de extração dos dutos foram encerrados somente seis meses depois. Leonardo Soares/UOL Mais

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