Especialista dá dicas para harmonizar café e queijo

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Café e queijo é uma fusão que tem tudo para dar certo. O UOL Comidas e Bebidas pediu ao mestre queijeiro Bruno Cabral que "desafiasse" Isabela Raposeiras, proprietária do Coffee Lab, a combinar cinco tipos de queijo com cafés. "O princípio é o mesmo de toda boa harmonização: as duas partes devem melhorar", diz a especialista. O ritual ocorreu da seguinte maneira: Isabela provou todos os queijos com três tipos de café e deu seu veredito (veja nas imagens a seguir). Quer tentar em casa? Siga essas dicas: 1) Para cada combinação, prove os itens separadamente; 2) Veja se eles combinam e; 3) Para ter uma harmonização certeira, ambos os sabores, juntos, devem crescer Reinaldo Canato/UOL Mais

Da esquerda para a direita, os cafés escolhidos foram: 1) Caturra, de Brejetuba (ES; sítio Rancho Dantas), com aromas de frutas amarelas, ervas, especiarias e flores brancas, corpo lácteo macio e alto e doçura alta, servido coado; 2) Catuaí Vermelho, de Ibiraci (MG; fazenda Portal da Serra), com aromas de frutas vermelhas e cítricas, corpo alto e delicado e doçura alta, servido coado e; 3) Bourbon Vermelho, de Lagoa Formosa (MG; fazenda Baú), com aromas de frutas vermelhas e castanhas, corpo e doçura altas, servido como expresso em xícara grande Reinaldo Canato/UOL Mais

O primeiro queijo escolhido foi o mineiro Serra da Canastra, cremoso, feito de leite cru de vaca, de sabor levemente ácido e pouco salgado (R$ 54 o quilo). Para Raposeiras, a harmonização nesse caso foi melhor com o expresso. "A acidez do café mudou, o queijo mudou, ambos ganharam. Dá até vontade de chuchar o queijo no café!" Já o Caturra "morreu" para o queijo, mais ácido, enquanto o Catuaí "segurou um pouco mais a onda, perdeu menos" Reinaldo Canato/UOL Mais

Com o mineiro Serra do Salitre, feito de leite cru de vaca, de sabor que remete a leite fermentado com toques de frutas secas, como nozes ou avelã, levemente salgado e ácido (R$ 54 o quilo), a combinação com o Bourbon Vermelho não foi feliz, embora a especialista tenha gostado do "sabor residual frutado, que lembram pequi, buriti". Já os coados se deram bem. "Gostei, o café [Caturra] ficou mais lácteo, como um iogurte mais cremoso. Esse [Catuaí Vermelho] teve seu sabor mais para o creme de leite, mais nata" Reinaldo Canato/UOL Mais

O queijo do Vale do Jequitinhonha, feito de leite cru de vaca, tem sabor intenso, levemente picante e pouco salgado. É gorduroso na boca, conhecido também como raclette mineira (R$ 60 o quilo). Combinando com o Caturra, o café, na boca, teve sua acidez aumentada. Ambos Catuaí e Bourbon perderam para o queijo. "Esse queijo não valorizou o expresso, matou", disse Raposeiras Reinaldo Canato/UOL Mais

O queijo d'Alagoa, também conhecido como "parmesão da Mantiqueira" (MG), é feito com leite cru de vaca e tem sabor levemente picante e forte, sendo intenso, salgado e persistente na boca se estiver mais curado (R$ 50 o quilo). Nesse caso, Raposeiras preferiu a combinação com Catuaí Vermelho. "Ficou bem legal." A reunião com o Caturra também foi aprovada, pois o queijo "valorizou o corpo e a doçura do café e ficou bom pelo salgadinho do queijo". O expresso servido foi considerado de características semelhantes ao queijo. "Eles se fundem, mas o café não tem o salgado, que o valoriza" Reinaldo Canato/UOL Mais

O último queijo provado foi o Azul do Bosque, feito com leite pasteurizado de cabra em Joanópolis (SP), de sabor intenso e picante, levemente salgado (R$ 38 a peça com 200 gramas). Nesse caso, no entanto, as combinação com os cafés não foram interessantes. Os dois coados não seguraram a força do queijo. "[O Caturra] virou água", comentou a especialista. "O amargor [do Bourbon] ficou gigante. Não gostei, não combinou. Acho que é um queijo que pode ir bem com cachaça ou charuto." // Reportagem: Rafael Mosna Reinaldo Canato/UOL Mais

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