Conheça estratégias que ajudam a mulher a conseguir um parto natural

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O parto natural, como o próprio nome sugere, é aquele que acontece de maneira fisiológica, sem intervenções e medicações. Com uma preparação física e mental, ele pode acontecer com mais tranquilidade. "Diante dos altíssimos índices de cesárea no nosso país, a principal forma de se preparar é se informar, mas uma preparação global também ajuda muito. Percebi isso tanto pela minha experiência pessoal ?tive dois filhos de parto normal? quanto na minha prática como doula e educadora perinatal", afirma Drika Cerqueira, coordenadora dos cursos da Casa Moara, em São Paulo, um espaço dedicado às grávidas e suas famílias. Ficou interessada? Veja oito estratégias fundamentais para quem quer ter um parto natural | Por Fernanda Carpegiani - Do UOL, em São Paulo Marcos Inoue/Arte UOL Mais

INFORMAÇÃO | Procure saber o que é e como acontece o parto natural, conversando com especialistas e pesquisando na internet e em livros sobre o assunto. "É preciso conhecer o processo, quais as indicações reais de cesárea, como funciona o parto do começo ao fim, quais as intervenções, procedimentos e suas indicações, como receber o bebê de forma humanizada", diz a educadora perinatal Drika Cerqueira, coordenadora dos cursos da Casa Moara, em São Paulo, onde há cursos de preparação para o parto. Existem diversos grupos de apoio ao parto natural e à maternidade ativa (expressão que caracteriza uma postura mais questionadora), que promovem encontros com mulheres que passaram por essa experiência Marcos Inoue/Arte UOL Mais

EQUIPE AFINADA | De nada adianta você querer muito um parto natural se o seu médico não está de acordo com essa prática. Por isso, a escolha do profissional é o primeiro passo. Em janeiro, o Ministério da Saúde determinou que a mulher tem direito de saber os porcentuais de parto normal e cesáreo do médico e do serviço hospitalar que pretende utilizar. Além disso, os profissionais de apoio do especialista escolhido têm de estar cientes da opção da futura mãe. "A equipe tem de ser bem preparada e conhecer previamente a paciente, para poder oferecer alternativas de alívio de dor e evitar ao máximo fazer intervenções", diz o ginecologista e obstetra Marcos Tadeu Garcia. Embora haja casos em que o parto natural não é indicado, é preciso se informar com antecedência e conversar com diferentes especialistas para poder encontrar a melhor opção de parto para você. É sempre interessante ter contato com uma doula, acompanhante de parto treinada que oferece suporte na gravidez e no parto Marcos Inoue/Arte UOL Mais

MEXA-SE! | "Caminhadas e alongamentos são os melhores exercícios para a gestante, e não é preciso investimento financeiro. A caminhada mexe com o movimento dos quadris, auxiliando o bebê a encontrar o caminho para o canal de parto e melhorando a parte cardiovascular da mulher", afirma a educadora perinatal Drika Cerqueira. Se você já praticava atividade física antes, melhor ainda, porque, em alguns casos, não é preciso parar de se exercitar em nenhum momento da gravidez. Consulte seu médico para saber qual é a rotina de exercícios ideal para você Marcos Inoue/Arte UOL Mais

DE OLHO NA BALANÇA | A prática de atividade física é fundamental para manter a saúde e o peso em dia, o que também facilita o parto natural. "Estar acima do peso eleva os riscos de diabetes gestacional e de hipertensão. Afeta também o peso do bebê. Uma criança muito grande pode dificultar o trabalho de parto e causar ferimentos na região do períneo (grupo muscular que fica na base da pelve)", afirma o ginecologista e obstetra Marcos Tadeu Garcia. Se for possível, comece a controlar o peso antes mesmo de engravidar Marcos Inoue/Arte UOL Mais

CONHEÇA O SEU CORPO | A consciência corporal é muito importante para quem quer ter um parto natural, porque a gestante estará no controle o tempo todo. "É preciso ter uma comunicação mais fina e direta com o corpo para conseguir perceber o que ele está pedindo, qual é a melhor posição, a forma de respirar que alivia e relaxa mais", diz a doula e educadora perinatal Mariana de Mesquita, do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa). Aulas de pilates, ioga e dança ajudam, mas uma maneira simples de exercitar essa consciência é separando alguns minutos do dia para ficar sentada, tranquila, apenas respirando e entrando em contato com o seu corpo e o seu bebê Marcos Inoue/Arte UOL Mais

EXERCÍCIOS PARA O PERÍNEO | O períneo é a musculatura que sustenta o útero e por isso é importante tanto durante a gravidez, quando o peso do bebê precisa ser suportado, quanto na hora do parto, com os movimentos de contração, dilatação e expulsão. O ideal é fazer acompanhamento com um especialista para alongar, tonificar e exercitar o períneo. "A massagem orientada por um fisioterapeuta ajuda bastante, porque o profissional faz uma avaliação individual da musculatura e das necessidades de cada mulher, além de acompanhar a recuperação depois do parto", diz a doula e educadora perinatal Mariana de Mesquita. Outra maneira de exercitar o períneo é com um aparelho chamado Epi-No, um balão de silicone de uso individual que simula os movimentos do trabalho de parto. "Esses exercícios aumentam a consciência corporal, facilitam a saída do bebê e diminuem a chance de laceração na mulher", fala o ginecologista e obstetra Marcos Tadeu Garcia Marcos Inoue/Arte UOL Mais

REDE DE APOIO | Ninguém faz nada sozinho e você vai precisar de todo o apoio possível, especialmente nos momentos de dúvida. "Considero importante falar sobre os medos, sobre o que a mulher tem de conhecimento sobre o parto, coisas que ouviu falar, como foi seu próprio nascimento, como sua mãe relata o parto. Quando a mulher coloca seus medos para fora, percebe que tem recursos para lidar com eles. Por isso, sugiro muita conversa com o médico, a doula, o marido e também com grupos de apoio presenciais e virtuais", fala a educadora perinatal Drika Cerqueira Marcos Inoue/Arte UOL Mais

AMBIENTE ADEQUADO | Certifique-se de que o local escolhido para o nascimento do seu bebê é favorável ao parto natural. "Alguns hospitais têm protocolos rígidos quanto aos procedimentos necessários na hora do parto, por isso é preciso conhecer o lugar antes e ter certeza de que ele é aberto ao nascimento sem intervenções", diz a doula e educadora perinatal Mariana de Mesquita. O ambiente precisa ser espaçoso, para permitir a circulação da mulher. "Essa movimentação faz com que o bebê vá descendo e torna o trabalho de parto mais rápido e menos doloroso. Também é interessante ter a mão recursos não farmacológicos para aliviar a dor, como chuveiro, banheira e bola de fisioterapia", afirma o ginecologista e obstetra Marcos Tadeu Garcia Marcos Inoue/Arte UOL Mais

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