A evolução do 'trono': conheça a história do vaso sanitário

Informações sobre o álbums
  • editoria:
  • galeria:
  • link: http://noticias.bol.uol.com.br/fotos/entretenimento/2015/09/22/a-evolucao-do-trono-conheca-a-historia-do-vaso-sanitario-e-as-novidades.htm
  • totalImagens: 11
  • fotoInicial: 1
  • imagePath:
  • baixaResolucao: 0
  • ordem: ASC
  • legendaPos:
  • timestamp: 20150922070000
    • Casa e Decoração [75232]; UOL Mulher [73845]; Construção e Reforma [60127];
Fotos

O que seria da humanidade sem as privadas? O equipamento mais importante do banheiro é o responsável por conduzir os dejetos para a rede de esgoto, mantendo as boas condições de higiene e salubridade. Hoje, temos à disposição modelos eficientes, com diferentes tecnologias e design, mas nem sempre foi assim. Veja a seguir como o vaso sanitário, uma das maiores invenções da história, mudou ao longo do tempo. [Fontes: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); "A evolução histórica das instalações sanitárias", artigo do engenheiro Francisco Romeu Landi, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); Deca; Laufen; Sulabh Toilet Museum; Toto. Por Juliana Nakamura, colaboração para o UOL, em São Paulo] Getty Images Mais

Antiguidade - Nas cidades greco-romanas, como em Éfeso (na atual Turquia), os banheiros eram locais públicos e de confraternização. Latrinas coletivas eram instaladas em grandes bancadas de pedra e sob elas passavam canais de água corrente que conduziam os dejetos até rios distantes Getty Images Mais

Trono de rei - Algo semelhante ao vaso sanitário que temos hoje começou a surgir no final do século 16. Mais tarde, nas casas de famílias mais abastadas, seria possível encontrar cadeiras de madeira (foto), no interior das quais se colocava um recipiente para a coleta dos dejetos. Porém, durante a Idade Média (séc. 5 a 15), os dejetos recolhidos em penicos eram simplesmente lançados pela janela, à noite, pela maior parte da população. O odor e a insalubridade das ruas levaram a construção de latrinas, poços muitas vezes do lado de fora da casa, sobre os quais se colocavam assentos de madeira Getty Images Mais

Fossas negras x fossas sépticas - Ainda hoje é possível encontrar fossas negras (simples buracos, como os feitos na Idade Média!) em propriedades rurais e, até, em algumas casas na cidade. Nessa versão, os dejetos são conduzidos sem nenhum tratamento para o solo e, em consequência, podem contaminar o lençol freático e o terreno propriamente dito, o que ajuda na disseminação de doenças, como diarreia, hepatite e cólera. A fossa séptica, porém, é um sistema de tratamento primário do esgoto doméstico: em um tanque enterrado, que recebe os dejetos e águas servidas, a parte sólida é retida e inicia-se o processo de decomposição. O resíduo sólido deve ser retirado periodicamente por um caminhão limpa-fossas e levado para um aterro sanitário. No Brasil, a construção de fossas sépticas é regulamentada pela norma 7.229 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) Getty Images Mais

Descarga - Em 1596, o inglês John Harrington, desenvolveu uma privada equipada com uma válvula que, quando acionada, liberava água para o vaso. Em 1778, o invento de Harrington foi melhorado por Joseph Bramah (foto), que criou a bacia sanitária com descarga hídrica, possibilitando que os dejetos fossem eliminados por sucção Divulgação Mais

Adornos - Em 1739, foi criado o primeiro banheiro público com separação entre homens e mulheres em Paris. Em 1885, o inglês Thomas Twyford desenvolveu privadas de porcelana que rapidamente substituíram as peças de madeira. Os primeiros vasos sanitários com sifão passaram a ser utilizados a partir do final do século 19 e se popularizaram no início do século 20, reduzindo o problema de odores fétidos nas casas Divulgação Mais

Vaso para todos - No século 20, os vasos sanitários ganharam design mais acessível e acionamento mais prático. Surgiram os modelos com caixa - aquelas acionadas por cordinhas, que ficavam distantes da peça cerâmica - e os com caixa acoplada (foto), mais modernos e com design mais agradável, acionados por botão ou alavanca. No século passado, as peças ganharam acabamentos brancos, marrons, verdes, rosas... mas, em contrapartida, contavam com poucos enfeites e recortes Divulgação - Laufen Mais

Economia de água - Nas últimas décadas, a indústria de louças e metais sanitários debruçou-se sobre a busca por tecnologias mais eficientes para economizar água. Isso porque, a descarga é a responsável por quase 80% da água consumida em uma residência. Para se ter uma ideia, os modelos antigos despendiam de 12 a 15 litros por acionamento. Para minimizar esse gasto, há alguns anos a norma NBR 15.097/04, da ABNT, fixou o consumo máximo em seis litros por descarga. Hoje há aparelhos automáticos e com duplo acionamento (para líquidos - três litros - e sólidos - seis litros) que ajudam a minimizar o gasto Getty Images Mais

A vácuo - Embora não sejam largamente empregados em residências, os vasos a vácuo vêm ganhando espaço em locais públicos interessados em poupar água. O sistema - desenvolvido na década de 50 - consome, em média, 1,5 litro e tem os dejetos carregados pelo ar, através da diferença de pressão. O vácuo é gerado por uma bomba central alimentada pela energia elétrica e o sistema é selado. Conhecida por ser usada em aviões, a tecnologia pode ser vista em aeroportos, shoppings, etc. Getty Images Mais

Tecnologia japonesa - Especialmente no Japão, os vasos sanitários high-tech têm destaque. Esses equipamentos incorporam diversos recursos, como limpar e secar, além do fechamento automático da tampa do assento, da descarga ativada por sensores, do purificador de ar, do assento aquecido, etc.. As versões superequipadas não são baratas. Uma das empresas que as comercializa no Brasil é a japonesa Toto com revendedores no Sul, Sudeste e em Salvador Getty Images Mais

Próximos avanços - Hoje, 72% das casas japonesas contam com as washlets, vasos sanitários equipados com assentos aquecidos e jato de água morna. Além do conforto, a vantagem desses equipamentos é reduzir o uso de papel higiênico. O sistema é mais barato do que as bacias inteligentes e estão disponíveis no Brasil Divulgação - Toto Mais

Comente no Facebook