Os criminosos que marcaram a história a sangue

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    • Assassinato [45519]; Violência [9141]; Sequestro [11533]; Drogas [12492]; Tráfico de drogas [15258];
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22.jan.2016 - Ladrões famosos, barões do tráfico de drogas, chefes de facção e líderes de famílias mafiosas: saiba quem são os criminosos que imprimiram a sangue seus nomes na história da humanidade. Na imagem, da esquerda para a direita: o gângster Al Capone, o traficante Pablo Escobar, o traficante o Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho, e Marcola, chefão do PCC (Primeiro Comando da Capital); veja outros a seguir Montagem BOL / AP Photo / AFP / Jose Miguel Gomez / Reuters / AP Mais

Oriundo de uma família proprietária de escravos, Jesse James lutou ao lado de um grupo guerrilheiro que apoiava o exército confederado separatista e escravagista na Guerra de Secessão, nos Estados Unidos, que durou até 1865. Derrotado, James seguiu com a quadrilha, que se especializou em assaltos a banco. Em 1882, ele já era um bandido famoso, e o Estado do Missouri, onde vivia, estipulou uma recompensa alta para quem o capturasse. Naquele mesmo ano, James foi assassinado por Robert Ford, um amigo que fazia parte de sua gangue e estava de olho na recompensa oferecida Reprodução Mais

Billy the Kid, apelido de William Henry McCarty, foi um famoso fora da lei que atuava no sudoeste dos Estados Unidos. Billy era especialista em roubo de cavalos e gado, e acredita-se que ele tenha matado cerca de dez pessoas, apesar de haver uma lenda que diz que ele "matou uma pessoa para cada ano de vida". The Kid ("o garoto") fez jus ao apelido, e foi morto com apenas 21 anos de idade, em 1881, pelo xerife Pat Garrett Reprodução Mais

Robert LeRoy Parker era um açougueiro norte-americano pacato que certo dia decidiu se envolver em um roubo de cavalos. Preso, o jovem desistiu de vez da vida correta e entrou no mundo do crime, formando sua própria quadrilha de assaltos a banco e trens. Nessa época, o criminoso já atendia pelo nome que viria a se tornar lendário: Butch Cassidy. Procurados pela lei, em 1901, Cassidy e seu famoso parceiro, Sundance Kid, fugiram dos EUA para Argentina, e em seguida para a Bolívia, onde supostamente foram mortos em um tiroteio, em 1908, mas os detalhes da morte nunca foram confirmados Reprodução Mais

Sundance Kid era o codinome de Harry Alonzo Longabaugh, principal aliado de Butch Cassidy no mundo do crime nos Estados Unidos. Especialista em assaltos a banco, a dupla era conhecida por não usar de violência nos roubos, preferindo a intimidação e negociação de forma fria e calculada Reprodução Mais

Talvez a dupla mais famosa da história da bandidagem, Bonnie Parker e Clyde Barrow agitaram os Estados Unidos entre os anos de 1931 e 1934, fazendo dezenas de assaltos a bancos. Além dos assaltos e homicídios, a dupla Bonnie e Clyde causava furor pelas fugas mirabolantes. No entanto, o destino do casal foi selado na tarde de 23 de maio de 1934, quando os dois foram mortos em um tiroteio com a polícia. Bonnie tinha 23 anos, enquanto Clyde tinha 25 Reprodução Mais

John Dillinger foi um famoso assaltante de bancos dos Estados Unidos. Dillinger foi morto em uma emboscada armada pelo FBI, em 1934, após uma amiga o trair e facilitar o trabalho da polícia passando informações. Ele tinha 31 anos. Johnny Depp interpretou Dillinger no filme "Inimigos Públicos" (2009) Reprodução Mais

Italiano radicado no Brasil, Gino Meneghetti era um assaltante que ganhou status de lenda graças aos jornais sensacionalistas da década de 20. Chamado de "o maior gatuno da América Latina", Gino ganhou fama por ser considerado o "bom ladrão" e por suas fugas espetaculares da prisão e dos cercos policiais. Carismático, sempre que era preso, o criminoso dizia que era inocente. Até a sua morte, em maio de 1976, aos 97 anos, também jurava que jamais havia matado um policial ou inocente. Na imagem acima, Gino aparece em foto de 1º de janeiro de 1954 Acervo UH/Folhapress Mais

João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, foi um transformista pernambucano. Capoeirista que não desgrudava de sua navalha, Satã encarnou como ninguém a malandragem carioca nos guetos boêmios do Rio de Janeiro da década de 30. Ainda jovem, Satã ficou famoso pela valentia e por se envolver em muitas brigas (sobretudo contra policiais) e acusações de assassinato (o capoeirista é apontado como o homem que espancou o sambista Geraldo Pereira em uma briga, que veio a morrer no hospital, em 1955). Em 1971, Satã concedeu uma entrevista polêmica ao jornal Pasquim. Indagado se havia mesmo matado um guarda, Satã, já com 71 anos, respondeu que a arma disparou "casualmente" em sua mão. "Foi a bala que matou?", perguntou o jornalista. "Não! A bala fez o buraco... Quem matou foi Deus", respondeu o malandro, que morreu em 1976, vítima de câncer Reprodução Mais

Nascido em 1929, o britânico Ronald Biggs fez história ao participar do assalto a um trem postal na Inglaterra, em 1963, quando a quadrilha obteve uma quantia recorde de 2,6 milhões de libras. Preso em 1964, Biggs conseguiu fugir da cadeia no ano seguinte, em 1965. Após passar pela Austrália, o famoso criminoso se exilou no Brasil, de onde só saiu em 2001, alegando saudades da terra natal. Mesmo sabendo que seria preso assim que pisasse na Inglaterra, Biggs decidiu ir voluntariamente. Seu jato foi fretado pelo jornal The Sun, que contou a história com exclusividade. Encarcerado, Biggs só deixou a cadeia em 2009, graças ao seu estado de saúde debilitado. O ex-criminoso morreu em 2013, aos 84 anos, em um lar de idosos EFE Mais

Considerado o gângster mais famoso de todos os tempos, Alphonse Gabriel Capone, mais conhecido como Al Capone, controlou um império de atividades ilegais em Chicago, Estados Unidos, na década de 1920. Os negócios do mafioso italiano, que tinha origem napolitana mas nasceu em Nova York, giravam em torno, principalmente, do álcool - em plena época da proibição da Lei Seca -, jogos e prostituição. Na imagem, o chefão aparece em foto de 1931, ano em que foi preso por sonegação do imposto de renda. Padecendo de um estágio avançado de sífilis, Capone foi liberto em 1939, e veio a morrer em consequência da doença aos 48 anos, em 1947 AP Photo Mais

Nos anos 1950, Hiroito de Moraes Joanides foi considerado o Rei da Boca do Lixo, região do centro de São Paulo famosa pela prostituição, atividade ilegal que o paranaense, nascido em Morretes, explorou com métodos nada convencionais, como espancamentos, assassinato de rivais e corrompendo a polícia. Preso por assassinato em 1962 e libertado em 1970, Hiroito escreveu uma biografia, chamada "Boca do Lixo", que inspirou o filme "Boca" (2010), do diretor Flávio Frederico, que traz Daniel de Oliveira (dir.) na pele do bandido que tinha nome de japonês (seu pai era fã do imperador Hiroito) mas era descendente de gregos. O Rei da Boca morreu em 1992, de causas naturais, e até a morte negou ter assassinado o próprio pai, crime do qual fora acusado Montagem BOL / Acervo UH/Folhapress / Jefferson Coppola/Folha Imagem Mais

O mafioso italiano Charles "Lucky" Luciano (foto de 1948) se tornou o "Rei de Nova York" em 1930, ao fundar o sindicato do crime e estruturar as famílias mafiosas na Big Apple. Em 1931, em meio à chamada Guerra de Castellammarese, entre os chefões Giuseppe Masseria e Salvatore Maranzano pelo controle das atividades ilegais em Nova York, Lucky assassinou ambos, inclusive Maranzano, que era seu chefe, e se tornou o "Capo di tutti capi" (chefe dos chefes, em italiano). Após isso, o chefão instituiu a estrutura das Cinco Famílias: todas as organizações e famílias mafiosas eram subalternas às cinco grandes famílias da máfia italiana: Bonanno, Gambino, Genovese, Lucchese e Profaci (posteriormente Colombo). Do clã Genovese, Lucky comandou seus negócios mesmo à distância, na Itália, quando foi deportado. O chefão morreu em 1962, aos 64 anos, após um infarto AP Photo/Remo Nassi Mais

Giuseppe "Joe The Boss" Masseria era considerado o maior mafioso de Nova York, até ser assassinado por Charles "Lucky" Luciano, interessado em assumir os negócios do chamado "sindicato do crime". Lucky e os jovens mafiosos da década de 30, como Vito Genovese e Joe Bonanno, considerados mais violentos e audaciosos, acreditavam que os métodos arcaicos dos mafiosos da "velha guarda" atrapalhavam os lucros Reprodução Mais

Vito Genovese foi sub-chefe da família mafiosa Genovese, enquanto Lucky Luciano comandava os negócios da organização. Após a prisão de Lucky, na década de 30, Vito assumiu a família, mas já em 1937 teve que deixar o cargo para outro mafioso, Frank Costello, após ser indiciado por homicídio e ter de fugir para Nápoles, sua cidade natal, na Itália. De volta aos Estados Unidos, em 1959 Vito Genovese foi condenado a 15 anos de prisão por tráfico de drogas. O mafioso morreu vítima de um ataque cardíaco em 1969, aos 71 anos, na prisão federal de Springfield, no Missouri Reprodução Mais

Frank Costello, nascido Francesco Castiglia, foi um dos mais poderosos mafiosos italianos. Ao se tornar chefe da família Genovese, uma das maiores de Nova York, o mafioso conquistou negócios rentáveis com jogos de azar, prostituição e outras contravenções. Frank foi considerado o mafioso que mais conseguiu prestígio político nos Estados Unidos, muito porque investia dinheiro do crime em negócios legais e era radicalmente contra atividades que considerava "imorais", como o tráfico de drogas. Sobrevivente de vários atentados, como um tramado por seu antigo aliado Vito Genovese, em 1959, Costello passou a ser chamado de "O primeiro-ministro do Submundo". O italiano morreu em 1973, aos 82 anos, vítima de um ataque cardíaco, em um hospital Manhattan Reprodução Mais

Carmine Galante foi um importante "capo" (capitão) da família Bonanno, até ser preso por tráfico de drogas em 1962. Ao sair da prisão, em 1974, Carmine chamou a atenção por metralhar o túmulo de Frank Costello, seu antigo rival, morto um ano antes. Conhecido por viver com um charuto na boca, Galante foi assassinado com tiros de pistola em seu restaurante, em 12 de julho de 1979. Chamou a atenção dos peritos que, mesmo morto, Carmine conservava um charuto em sua boca AP Photo Mais

Joseph Bonanno, conhecido como Joe Bananas, tinha apenas 26 anos quando virou o chefão da família Bonanno, em Nova York. A trajetória da família Bonanno foi detalhada no livro "Honra teu Pai", do jornalista Gay Talese, com foco especial na biografia do filho de Joe, Bill Bonanno, sucessor do pai no mundo do crime. Joe morreu aos 97 anos, em 2002, de insuficiência cardíaca AP Photo Mais

De origem judia, Benjamin "Bugsy" Siegel (ao centro) fundou com o italiano Lucky Luciano a Murder Inc., uma organização especializada em mortes por encomenda. Gângster respeitado, Bugsy pediu dinheiro ao sindicato do crime para abrir um cassino em Las Vegas, o Flamingo, que acabou sendo um fracasso. Em dívida com Lucky, o gângster se recusou a pagar o mafioso italiano, e acabou assassinado em 1947, aos 41 anos, com sete tiros no peito Reprodução Mais

De origem russa, Meyer Lansky, nascido Meier Suchowlanski, foi mais um dos aliados do "chefe dos chefes" Lucky Luciano no início do império das famílias mafiosas em Nova York. Envolvido em assassinatos e dono de cassinos, Lansky morreu em 1983, aos 80 anos, vítima de câncer de pulmão. Acredita-se que o criminoso deixou mais de US$ 300 milhões em contas ocultas Reprodução Mais

Nascido Umberto Anastasio, em Tropea, na Calábria, o mafioso Albert Anastasia foi um dos atiradores mais temidos da Murder Inc., a organização criminosa especializada em assassinatos em troca de recompensas, nos Estados Unidos. Após Lucky Luciano estabelecer o poder da Cosa Nostra siciliana em Nova York, com as chamadas "cinco famílias", Albert se tornou o líder da família Gambino, e passou a ser ainda mais temido por sua crueldade. O mafioso foi assassinado em uma barbearia, em 1957, e seus executores nunca foram descobertos. Reprodução Mais

Após a morte de Albert Anastasia, em 1957, Carlo Gambino (foto) assumiu o comando da família Gambino, até a sua morte, em 1976, de causas naturais Reprodução Mais

O siciliano Tommy Lucchese foi, em Nova York, o chefe da família que levava seu nome de 1951 a 1967, ano de sua morte, vítima de um tumor no cérebro, quando ele tinha 67 anos Reprodução Mais

Joseph Profaci foi o fundador da família Profaci, que era considerada uma das cinco famílias de Nova York. Em 1962, após a morte de Joe, vítima de câncer, Joseph Colombo assumiu a liderança da família e mudou o nome dela para Colombo Reprodução Mais

Joseph Colombo assumiu o comando da família Profaci em 1962, após a morte de Joe Profaci, com o apoio da Comissão, a cúpula formada por todos os líderes das famílias mafiosas de Nova York (Bonanno, Gambino, Genovese, Lucchese e Profaci). Em 1963, Joseph conseguiu autorização para mudar o nome da família, que ele passou a comandar, para Colombo Reprodução Mais

Tommaso Buscetta, italiano nascido em Nova York, foi um dos maiores líderes da Cosa Nostra, a máfia siciliana. O criminoso ficou conhecido por ser o primeiro "arrependido" de peso, um mafioso que aceitou contribuir com as investigações anti-máfia, delatando os códigos e atividades de sua organização, na década de 80. No tráfico internacional, Buscetta fincou suas garras no litoral norte de São Paulo, que usou para traficar drogas por atacado vindas da França, com destino aos Estados Unidos. Preso no Rio de Janeiro, o mafioso fugiu mediante pagamento de propina. Recapturado pela Políca Federal, foi extraditado para a Itália e aceitou delatar companheiros em troca de benefícios. Livre, Buscetta morreu de câncer na garganta, em 2000, aos 71 anos Mike Palazzotto / AFP Photo Mais

Paul Castellano foi o chefe da família Gambino, a maior família da Cosa Nostra nos anos 70 e 80, até a sua morte, em 1985, quando o chefão tinha 70 anos. Castellano foi assassinado por John Gotti, um ambicioso subalterno da organização que usurpou o trono do antigo chefe Reprodução Mais

John Gotti foi o chefe da família Gambino de 1985 até sua a morte, em 2002, vítima de um câncer na garganta enquanto cumpria pena perpétua em uma prisão federal em Springfield, Missouri (EUA). Ele tinha 61 anos Reuters Mais

Nicholas "Nick" Corozzo era o líder da família Gambino nas décadas de 80 e 90, em Nova York, até ser preso em 1996, indiciado em mais de 20 processos criminais Colin Braley / Reuters Mais

Salvatore "Totó" Riina foi mais um dos líderes da Cosa Nostra. Atuando na Itália, se autodeclarou "chefe dos chefes" daquela organização durante a década de 80. Conhecido como "A Besta", Riina era famoso pelo temperamento violento. Acredita-se que o mafioso tenha matado mais de 40 vítimas pessoalmente, além de ordenar a morte de centenas de outras pessoas, entre elas o juiz italiano Giovanni Falcone, magistrado especialista em processos anti-máfia, morto em 1992 ao ter o carro dinamitado em uma estrada de Palermo. Riina foi preso em 1993, e segue encarcerado em um prisão em Milão, Itália Associated Press Mais

Bernardo Provenzano foi considerado o "chefe dos chefes" oficial da Cosa Nostra, a maior organização mafiosa da Itália, de origem siciliana. Binnu, como era conhecido, estava foragido desde 1963, na Itália, e foi preso em 2006, em Parlemo (foto) Luca Bruno / AP Photo Mais

Francesco Schiavone, vulgo Sandokan, é um dos líderes da Camorra, máfia napolitana que teve origem dentro dos presídios italianos e atualmente é considerada a organização mafiosa que conta com o maior números de membros. Sandokan foi preso em 1998, na Itália, pelo crime de associação mafiosa Ciro Fusco / Ansa Mais

Angelo Nuvoletta, preso em Nápoles, em 2001, após seis anos foragido, era considerado um dos últimos "padrinhos" da Camorra. Ele morreu em 2013, com 71 anos, em um hospital. Nuvoletta era um dos 30 chefões mais procurados da máfia italiana AFP Photo Mais

Além da Cosa Nostra siciliana (que se instaurou nos Estados Unidos com as cinco famílias de Nova York) e da Camorra napolitana, a Itália conta com mais organizações mafiosas, como a N'drangheta, máfia oriunda da Calábria, no sul do país. Na foto, Salvatore Coluccio (centro), um dos líderes da facção, é preso em 2009, no sul da Calábria, após ficar foragido durante quatro anos Mario Tosti / AFP Photo Mais

Nascido em 1958, Sergei Mikhailov é apontado como um dos mais notórios mafiosos russos da história. Sergei é o suposto fundador de uma organização criminosa chamada Solsnetskaya, que conta com 5 mil membros e está envolvida em atividades criminosas como extorsão, contrabando de armas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, utilizando negócios legais para este fim. Mikhailov foi preso na Suíça em 1996, mas os provas coletadas no país não foram suficientes para condenar o criminoso. Diante da recusa da Rússia em enviar documentos que comprovassem a culpa de Mikhailov, o acusado foi solto em 1998 Reuters Mais

A Yakuza, a máfia japonesa, é uma das organizações mais famosas e temidas no mundo criminoso. Atualmente, as quatro maiores famílias da máfia japonesa são: 1) Yamaguchi-gumi, a maior, com 750 clãs e 40 mil membros; 2) Sumiyoshi-rengo, com dez mil membros, inimigos mortais dos Yamaguchi; 3) Inagawa-kai, com 7 mil membros e a primeira a operar fora do Japão; 4) Towa Uai Jigyo Kumiai, criada na Coreia. Kenichi Shinoda (foto) é oyabun (o líder supremo) da família Yamaguchi-gumi Reprodução Mais

Em 1969, Stanley Tookie Williams III (foto) e Raymond Washington fundaram a Crips, uma gangue de rua nascida no subúrbio de Los Angeles, Estados Unidos. A gangue era formada por jovens negros que disputavam territórios e rivalizavam com outras gangues, como os Bloods, inimigos mortais dos Crips, além de gangues de hispânicos e supremacistas brancos. Em 1979, Stanley matou três pessoas em um mercado durante um assalto, e acabou condenado à pena de morte pelo crime. Em 2005, após anos de pedidos de clemência e adiamentos da pena, Stanley finalmente recebeu a injeção letal. Ao longo dos anos, ele se disse totalmente arrependido dos crimes, e escreveu livros sobre violência, gangues e redenção Reprodução Mais

Djanira Ramos Suzano, conhecida como Lili Carabina, foi uma famosa assaltante de bancos que atuou nas décadas de 70 e 80 no Rio de Janeiro. Sua quadrilha usava perucas, maquiagem e roupas provocantes durante as ações criminosas. Lili morreu no ano 2000, aos 56 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto. No cinema, Lili foi vivida pela atriz Betty Faria no filme "Lili, a Estrela do Crime" Patrícia Santos / Folhapress Mais

O colombiano Pablo Escobar Gaviria é considerado um dos maiores traficantes de drogas de toda a história. Na década de 80, nos "anos de ouro" de sua atuação criminosa, Escobar era chefe do cartel de Medellín, responsável por produzir aproximadamente 60% de toda a cocaína consumida no mundo. O criminoso foi morto em 1993, após uma intensa operação de captura promovida pelo Exército colombiano e as agências anti-drogas dos Estados Unidos, que financiavam a operação. Em agosto de 2015, a trajetória do criminoso virou uma série no Netflix. Chamada "Narcos", a obra traz o brasileiro Wagner Moura no papel do poderoso traficante colombiano AFP Mais

O colombiano Juan Carlos Abadia, chefe do cartel Del Norte, organização que substituiu Pablo Escobar, foi preso pela Polícia Federal em São Paulo, em 2007, a partir de pistas reveladas pelo DEA (agência anti-drogas americana). Extraditado para os Estados Unidos, Abadia cumpre pena de prisão perpétua em uma penitenciária de Nova York Reprodução Mais

William da Silva Lima, conhecido como Professor, foi um dos fundadores da Falange Vermelha, que deu origem ao Comando Vermelho, no final dos anos 1970, no presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande (RJ). De acordo com o jornalista Carlos Amorim, autor do livro "Comando Vermelho - A História do Crime Organizado", a maior facção criminosa do Rio de Janeiro "foi fruto da convivência entre presos comuns e presos políticos durante a ditadura militar (1964 - 1985). Assaltantes e homicidas aprenderam a ler com professores encarcerados por delitos de opinião. Participaram dos 'coletivos', uma espécie de 'comando das cadeias', chefiados por revolucionários". Na imagem acima, William aparece preso em foto de 1973. Atualmente, o "Professor" conta com mais de 70 anos e é considerado o único sobrevivente entre os fundadores do CV Reprodução / Arquivo O Globo Mais

José Jorge Saldanha, também conhecido como Zé do Bigode, também foi um dos fundadores do Comando Vermelho, vindo a ser morto em um mega-tiroteio com a polícia, em 4 de abril 1981, dois anos após fundar a facção. Na época, o CV era especializado em assaltos a bancos, e a quadrilha havia alugado um apartamento no Conjunto dos Bancários, na Ilha do Governador (RJ), para colher informações e planejar novos assaltos. Descoberto, Zé do Bigode foi encurralado em uma operação que contou com 400 policiais. Após 11 horas de tiroteio, o bandido foi abatido. O episódio deu origem ao livro "400 contra 1", escrito por outro líder do CV, William da Silva Lima, obra que acabou virando filme em 2010 Reprodução Mais

Rogério Lemgruber, também conhecido como Bagulhão ou Marechal, foi um dos fundadores da facção criminosa Falange Vermelha, que deu origem ao Comando Vermelho, no final dos anos 1970. Traficante de drogas, Bagulhão passou boa parte da sua vida preso no presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande (RJ), onde cumpriu pena até a sua morte, em 1992, vítima de complicações causadas pelo diabetes. Atualmente, as iniciais de seu nome, RL, foram atreladas ao nome da facção criminosa, a maior do Rio de Janeiro Reprodução Mais

José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, também foi um dos fundadores da Falange Vermelha, e foi um dos traficantes mais famosos do Rio de Janeiro. Ele ganhou notoriedade ao fugir de helicóptero do presídio da Ilha Grande (RJ), em 1985. Preso novamente, em 1988, o traficante foi condenado a mais de 50 anos de prisão. Em 2004, Escadinha cumpria o regime semiaberto quando, ao sair do presídio Plácido Sá Carvalho, em Bangu, na manhã de 23 de setembro, foi assassinado com dois tiros no rosto. Cerca de 250 pessoas foram ao enterro de Escadinha, a maioria moradores do morro do Juramento, antigo reduto do traficante Paulo Nicolella / Agência JB Mais

José Carlos Gregório, o Gordo, foi mais um importante membro do Comando Vermelho. Em 1985, ajudou o companheiro Escadinha a fugir da prisão em uma fuga cinematográfica, de helicóptero. Preso no final dos anos 80, Gordo foi condenado a 78 anos de prisão por assalto a banco e sequestro. Preso de bom comportamento, Gordo foi beneficiado com o regime semiaberto em 1995. Em 2001, foi encontrado morto em seu carro, com 10 tiros de pistola. A família dizia que o ex-criminoso, convertido ao evangelho na prisão, não estava envolvido com tráfico nem outros crimes. O assassinato nunca foi esclarecido Patricia Santos / Folhapress Mais

Orlando da Conceição, vulgo Orlando Jogador, era um dos chefões do Comando Vermelho e considerado o traficante mais poderoso do Rio de Janeiro no início dos anos 90, comandando as ações no Complexo do Alemão. O criminoso foi assassinado em 13 de junho de 1994, em uma traição que marcou a história do narcotráfico no Rio de Janeiro. Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, então com 26 anos, chefe do Terceiro Comando e em segundo lugar na hierarquia do tráfico no Rio, disse ter sido sequestrado pela polícia, que exigia R$ 60 mil para libertar o "refém". Como tinha uma relação amistosa com Uê, e tinha o hábito de emprestar dinheiro a juros, Orlando achou a história verossímil e foi levar o dinheiro pessoalmente ao bando de Uê, ao lado de seus principais homens. Ao chegar no local marcado, o grupo, em menor número, foi fuzilado Reprodução Mais

Líder do Terceiro Comando na década de 90, Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, era considerado o segundo traficante mais poderoso do Rio de Janeiro, atrás apenas de Orlando Jogador, do Comando Vermelho. Após tramar a morte do rival e de importantes gerentes do CV, em 1994, Uê se tornou o chefão do Complexo do Alemão, controlando os pontos de vendas de droga na região. Em 1996 (foto), Uê fundou outra facção criminosa, a Amigos dos Amigos (ADA), que viria a se tornar a maior rival do CV e, por tabela, selar o destino macabro do traficante, queimado vivo durante uma rebelião comandada por Fernandinho Beira-Mar no presídio Bangu 1 Carlos Moraes / Agência O Dia Mais

Em 11 de setembro de 2002, Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, foi morto durante uma rebelião liderada por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos chefes do Comando Vermelho, dentro do presídio Bangu 1. Acredita-se que Beira-Mar teria descoberto o plano de Uê para matá-lo, através do traficante Celsinho da Vila Vintém, até então parceiro de Ué na facção ADA. Dessa forma, bastou a Beira-Mar se antecipar ao inimigo e executar o plano dele, fazendo o "feitiço virar contra o feiticeiro". Uê e três comparsas foram mortos a tiros dentro do presídio. Os inimigos ainda enrolaram o corpo de Uê em colchões e atearam fogo (foto). Após a morte de Uê, a ADA, agora chefiada por Celsinho, se fundiu ao CV de Beira-Mar. Homens de confiança do traficante Uê, como Robertinho do Adeus, Orelha e Robô também foram assassinados na rebelião Rafael Ruas/Divulgação Mais

Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, morreu aos 33 anos e foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio. Estima-se que a sepultura do criminoso, margeada por colunas romanas e que possui um retrato de bronze do bandido, custou cerca de R$ 300 mil. Em 2006, quatro anos após a morte de Uê, um grupo de homens armados com fuzis invadiu o cemitério e atirou contra o túmulo do traficante, além de jogarem duas granadas Ana Carolina Fernandes / Folha Imagem Mais

Considerado um dos maiores traficantes do Brasil após os anos 2000, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho, atuava nas negociações internacionais do tráfico de drogas, até ser preso na Colômbia, atuando junto ao Bloco 16 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, em abril de 2001 (foto) Jose Miguel Gomez / Reuters Mais

Leonardo Dias Mendonça, o Leo, em meados dos anos 2000 foi considerado pela Polícia Federal o maior traficante do país. Atuando no Estado do Pará e ligado a Fernandinho Beira-Mar, acredita-se que o traficante superava o colega preso em Bangu 1, já que Beira-Mar atuava no abastecimento de favelas cariocas, enquanto Leo operava em nível internacional. Em 1999, relatórios de departamentos de inteligência dos Estados Unidos apontavam que Leo tinha esquemas para exportar toneladas de cocaína para o Suriname, que iam de lá para os Estados Unidos e Europa. Na imagem, Leo depõe à polícia em foto de 1999 Foto de "O Liberal" Mais

Celsinho da Vila Vintém se tornou o chefão da ADA (Amigos dos Amigos), facção que ele ajudou a fundar, após a morte do traficante Uê, na rebelião comandada por Fernandinho Beira-Mar, em Bangu 1. Celsinho estava preso no mesmo local, e a princípio imaginava-se que ele também havia sido morto pela facção rival Marco Antônio Rezende / Folhapress Mais

Carlos Orlando Messina Vidal, o Chileno, e Jorge Alexandre Cândido Maria, o Sombra, foram presos em 2003 acusados de dar continuidade aos negócios de Fernandinho Beira-Mar no tráfico internacional de drogas. Suspeita-se que Chileno (foto) vinha treinando com táticas de guerrilha semelhantes as das Farc Marco Antonio Rezende / Folha Imagem Mais

Jorge Alexandre Cândido Maria, o Sombra (foto), e Carlos Orlando Messina Vidal, o Chileno, foram presos em 2003 acusados de dar continuidade aos negócios de Fernandinho Beira-Mar no tráfico internacional de drogas Marco Antonio Rezende / Folha Imagem Mais

Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP do Complexo do Alemão, tido como um dos principais chefes do Comando Vermelho (CV), está preso em Bangu 1 desde 1996, por envolvimento com tráfico de drogas. Em 2007, o criminoso foi condenado a mais 36 anos por ter esquartejado dois traficantes rivais. Além disso, Marcinho VP também foi indiciado pelas mortes de quatro detentos da facção rival ADA (Amigos dos Amigos) durante rebelião comandada pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, em Bangu 1, em 2002 Divulgação Mais

Márcio Amaro de Oliveira, que assim como o traficante Marcio Nepomuceno, pertence ao Comando Vermelho e tem o apelido de Marcinho VP, teve sua vida contada no livro "Abusado - O Dono do Morro Dona Marta", do jornalista Caco Barcellos, lançado em maio de 2003, quando o traficante - identificado na obra como Juliano VP - já havia se entregado à polícia e estava preso em Bangu 3. Dois meses após o lançamento do livro, Marcinho VP foi encontrado morto em uma lata de lixo no presídio. Ele havia sido asfixiado. Acredita-se que parceiros do crime "se vingaram" do traficante pelas revelações que ele havia feito a Barcellos. A hipótese ganhou força após a polícia dizer que havia interceptado um bilhete, não mostrado à imprensa, em que o traficante e xará Marcinho VP, do Complexo do Alemão, reclamava que o traficante do Santa Marta "estava falando demais". No entanto, o motivo do crime nunca foi confirmado Carlos Eduardo / Folhapress Mais

Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, foi preso em 2002 como o principal acusado de torturar e matar o jornalista Tim Lopes, da TV Globo, em 2 de junho de 2002. Chefe do tráfico no Complexo do Alemão, Maluco foi o autor da ordem de execução do repórter, que estava na favela fazendo uma reportagem sobre prostituição infantil em bailes funk quando desapareceu. De acordo com depoimentos de traficantes ligados a Maluco, presos poucos dias após o crime, Elias teria executado o jornalista com uma espada de samurai, tendo em seguida o corpo sido esquartejado com facas e incinerado com pneus e gasolina. Outros traficantes que participaram do crime: Boizinho morreu em um tiroteio com a polícia, enquanto André da Cruz Barbosa, o André Capeta, teria se suicidado Andrea Farias/Agência O Dia Mais

Maurício de Lima Matias, o Boizinho, apontado como o braço-direito do traficante Elias Maluco, acusado de participar da morte do jornalista Tim Lopes, aparece em foto de arquivo, em 1999, três anos antes da morte do jornalista. Boizinho morreu num tiroteio com a polícia em Vigário Geral enquanto era caçado pelo crime contra o repórter da TV Globo Custódio Coimbra/Agência O Globo Mais

Edmílson Ferreira dos Santos, o Sassá, era considerado o principal líder da facção criminosa ADA em liberdade, até ser preso no Complexo da Maré, em 2005. O criminoso comandava o tráfico de drogas em pelo menos 17 favelas no Rio de Janeiro Carlo Wrede / Agência O Dia Mais

Na virada dos anos 2000, Paulo Cesar Silva dos Santos, o Linho (acima, em foto de 2001), foi um dos principais líderes da facção ADA (Amigos dos Amigos). Após uma guerra pelo poder que culminou com um racha na facção e a perda de regiões para o Terceiro Comando Puro e o Comando Vermelho, o traficante perdeu força e influência, sumindo dos morros do Rio de Janeiro. De acordo com o site procurados.org., Linho foi morto em São Paulo, em uma emboscada Reprodução Mais

Irapuan David Lopes, o Gangan, ligado à facção ADA, comandou o tráfico de drogas em cerca de 8 favelas cariocas e de Niterói (RJ), de 1990 a 2004, até a sua morte, em outubro daquele ano. O traficante foi morto por policiais civis em uma troca de tiros no Morro de São Carlos, zona central do Rio. Na imagem, o corpo do traficante aparece em foto tirada por câmera de celular Custódio Coimbra / Agência O Globo Mais

Eduíno Eustáquio de Araújo, conhecido como Dudu da Rocinha, comandava o tráfico de drogas na maior favela do Rio de Janeiro, até ter seu território dominado pelo traficante Lulu, um rival da mesma facção, o Comando Vermelho. Autorizado pela chefia, Dudu invadiu a favela para reaver suas "bocas", em uma guerra que deixou 14 mortos, entre eles, o rival Lulu, morto pela polícia, que interveio no confronto dos traficantes. Dudu, que era conhecido pela violência e crueldade nas favelas, foi preso um ano após o ataque, em 2005. Ele foi morto na prisão, em 2013 Simone Marinho / Agência O Globo Mais

Ligado ao Comando Vermelho, Lulu da Rocinha foi o chefão do tráfico na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, de 1999 a 2004. De perfil assistencialista, Lulu encarnava o papel do "bom bandido", que ajudava os moradores e era querido na comunidade. Morto pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) em 2004, Lulu foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro Reprodução Mais

Lulu da Rocinha foi o chefão do tráfico na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, de 1999 a 2004, até ser morto pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais). Querido pela comunidade, cerca de 400 pessoas compareceram ao funeral do traficante, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro Reuters Mais

Considerado um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro, Flávio Pedro da Silva, o Kiko, foi preso em 2011 em Itaquera, zonal leste de São Paulo. Um dos líderes do Comando Vermelho, Kiko comandava o tráfico nos morros da Fallet e do Fogueteiro, na zona norte do Rio, negociava armas e drogas na Bolívia e Paraguai, tinha uma porcentagem das vendas de drogas em Santa Catarina, e era procurado também pelo assassinato de dois policiais militares no Rio de Janeiro. Na imagem, o criminoso aparece em foto de 2006 Herminio Nunes / Agencia RBS/Folha Imagem Mais

César Augusto Roris da Silva, vulgo Cesinha, foi um dos fundadores do PCC (Primeiro Comando da Capital), em 1993. Ele comandou a facção ao lado de Geleião e Marcola, até o ano de 2002 (foto), quando foi expulso do PCC após tramar a morte da mulher de Marcola, Ana Maria Olivatto, que teria passado o celular de Cesinha para que a polícia grampeasse. Isolado na penitenciária de Avaré (SP), o criminoso, que cumpria 136 anos de prisão por assaltos, homicídios e formação de quadrilha, e agora fazia parte de outra facção fundada por ele, o Terceiro Comando da Capital, foi morto pelos próprios companheiros do TCC. De acordo com o livro "PCC - A Facção", de Fatima Souza, Cesinha foi encurralado por 20 bandidos na prisão e espancado, sendo morto com um golpe no pescoço com uma "lança" improvisada com um vassoura. Indagado, um "tececeiro" disse que matou o chefe porque "ele era arrogante" Maurício Piffer / Folhapress Mais

José Marcio Felicio, o Geleião, único fundador do PCC ainda vivo, foi expulso da facção no racha de 2002, junto com Cesinha, após a morte da mulher de Marcola, que virou o líder máximo da organização criminosa. Assim como Cesinha, Geleião também foi jurado de morte, e ajudou a fundar o Terceiro Comando da Capital, para rivalizar com o grupo de Marcola, agora seu inimigo mortal. Ao contrário de Cesinha, que foi assassinado, supostamente por seus aliados, Geleião sobreviveu à ameaça de Marcola Fernando Donasci / Folhapress Mais

Misael Aparecido da Silva, o Miza, foi mais um dos fundadores e principais líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) que foi morto no racha da facção, em 2002. Ele estava preso na penitenciária de Presidente Venceslau (SP), quando foi enforcado pelos companheiros de facção. Miza tinha 41 anos TV Fronteira / Oeste Notícias Mais

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, se tornou chefão do PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2002, após expulsar e jurar de morte os líderes e fundadores da facção, Geleião e Cesinha. Condenado a mais de 40 anos por roubos, Marcola também foi condenado pela morte do juiz-corregedor Antonio José Machado Dias, ocorrido em 2003, em Presidente Prudente (SP). Atualmente, ele está preso no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau. Um psicólogo da Secretaria de Administração Penitenciária que esteve com Marcola em muitas conversas, disse em um relatório profissional que o atual líder do PCC é "autodeterminado e lúcido, um homem de firmeza, ousadia e coragem, que teria tido uma ascensão profissional muito grande se tivesse tido oportunidade" AP Mais

Condenado a 29 anos de prisão, Julio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola, é considerado o braço direito de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com o livro "PCC - A Facção", da jornalista Fatima Souza, Julinho tornou-se "peça importante na facção por ser inteligente e organizado". Na imagem Julinho aparece a caminho do Fórum da Comarca de Presidente Prudente (SP), para depor sobre o assassinato do corregedor Antonio José Machado Dias, em 2005 Jorge Santos / AE Mais

Marcio Ferreira, o Buda, é considerado um dos especialistas em planos de fuga do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em janeiro de 2014, Buda foi considerado pela polícia o suspeito de coordenar um plano que resgataria Marcola, chefe da facção paulista, da penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Foragido, na ocasião a polícia chegou a oferecer R$ 5 mil para quem ajudasse com informações que pudessem capturar o suspeito Divulgação Mais

Na década de 90, uma família aterrorizou o Estado de São Paulo. A Família Oliveira começou a carreira criminosa com os irmãos Manoel, José e Moacir, em 1980, praticando assaltos no Paraná. No final dos anos 80, os Oliveira se mudaram para Campinas (SP) e se especializaram em outra atividade criminosa muito temida: o sequestro. Um dos sequestros mais famosos cometidos pelo clã criminoso foi o do irmão do cantor Zezé di Camargo, o Wellington, sequestrado em Goiânia (GO), e que teve até um pedaço da orelha cortada por causa da demora no pagamento do resgate. Filhos, netos, genros e demais parentes dos chefões da família, como Ademir Francisco de Oliveira (foto), atualmente preso, eram dedicados à atividade criminosa Marcos Peron / Folhapress Mais

Preso desde 2002, Wanderson Newton Paula Lima, o Andinho, era considerado o maior sequestrador de São Paulo. Preso em 2002, com apenas 23 anos, o bandido de renome e com capital para financiar atividades criminosas foi intimado pela cúpula do PCC a entrar para a facção, sendo batizado por um dos próprios chefões. Andinho não era um membro legítimo da Família Oliveira, originária de Campinas (SP) e especializada em sequestros, mas era como se fosse: o criminoso foi adotado pelos Oliveira e, de acordo com o livro "PCC - A Facção", "foi com eles que, desde moleque, fez escola" Moacyr Lopes Junior / Folha Imagem Mais

Atualmente preso, o principal comparsa do sequestrador Andinho era Manoel Alves da Silva, o Sasquati. Homicida, assaltante e traficante, Sasquati se especializou também em sequestro após a convivência com Andinho, bandido que conheceu na Penitenciária de Hortolândia, e de onde fugiram em 2000. Conhecido também como Rei das Fugas, Sasquati fugiu seis vezes da prisão e se especializou em livrar companheiros das cadeias. Em uma ocasião, o criminoso invadiu com seu bando o terceiro distrito de Sumaré (SP), atirando com fuzis, deixando dois policiais mortos, um ferido, e livrando dezenas de criminosos, muitos deles do PCC André Sarmento / Folhapress Mais

De acordo com o livro "PCC - A Facção", Sonia Aparecida Rossi, a Maria do Pó, "é considerada a mulher mais importante do crime paulista". Maria do Pó foi presa no ano 2000 (foto), após trocar tiros com a polícia. Em 9 de março de 2006, aos 47 anos, Maria fugiu, sem que ninguém percebesse, da Penitenciária de Santana, no Carandiru, zona norte de São Paulo. "Ninguém explicou como Maria conseguiu se misturar a um grupo de detentas de bom comportamento que pintava a área externa de um dos pavilhões em reforma na cadeia. E lá se foi Maria...", conta a jornalista Fatima Souza em sua obra Flávio Florido / Folhapress Mais

Robson André da Silva, o Robinho Pinga, era líder do Terceiro Comando e considerado um dos maiores fornecedores de drogas e armas do Estado do Rio de Janeiro. Preso em 2005, o traficante morreu de câncer no cérebro em 2007. Notório por apresentar-se como um cristão fervoroso, Robinho era conhecido também por atos de crueldade extrema contra suas vítimas Paulo Alvadia / Agência O Dia Mais

Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, se tornou o chefão do Terceiro Comando e, posteriormente, da dissidência Terceiro Comando Puro, após a prisão e morte de Robinho Pinga. Matemático foi morto em 2012, após uma intensa caçada da polícia, que envolveu até helicópteros na operação, na favela Coreia, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, a ação policial foi duramente criticada por colocar em risco a vida de inocentes na comunidade Reprodução Mais

Marlúcia Rodrigues Moreira, a popular "Tiazinha da Rocinha", foi presa pela Polícia Civil do Rio em favela da zona sul da cidade, em 2012, aos 37 anos, por associação com o tráfico de drogas. "Tiazinha" era irmã do traficante Bem-Te-Vi, morto em 2005, e foi casada com Orlando José Rodrigues, o Soul, que foi chefe do tráfico na Rocinha Divulgação/Polícia Civil Mais

Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ganhou os noticiários do Brasil em 2011, quando foi preso em uma blitz da polícia. Acusado de ser o chefe do tráfico na favela da Rocinha e pertencer à facção Amigos dos Amigos (ADA), Nem tentou escapar pelo cerco policial no porta-malas de um carro, um Toyota Corolla Stringer/Reuters Mais

Ligado à facção ADA, Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy, foi um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. O Disque-Denúncia da cidade chegou a oferecer R$ 50 mil - a maior recompensa da instituição - para quem passasse informações que ajudassem a capturar o traficante. O criminoso morreu baleado em 8 de agosto de 2015, após uma operação policial no Morro da Pedreira. Divulgação/Disque-Denúncia Mais

A dentista Marina Stresser de Oliveira, de 26 anos, ficou conhecida nacionalmente após ser presa em flagrante com armas, 72 munições e cerca de 16 kg de drogas, em Curitiba (PR). A dentista usava seu consultório para a distribuição de armamento, que incluía metralhadoras, escopetas de vários calibres e muitas armas de uso exclusivo das Forças Armadas Reprodução/Facebook Mais

Considerada uma das mais violentas do mundo, a máfia mexicana é famosa por estampar o noticiário com crimes brutais. Os membros das muitas gangues e quadrilhas daquela região são famosos por esquartejar os corpos de seus rivais. O cartel de Los Zetas, grupo voltado ao tráfico de drogas e armas, é um dos maiores do México. Na imagem acima, Enrique Aurelio Elizondo, "O Árabe", é preso em Monterrey, em 2012. Membro do Los Zetas, Elizondo confessou o assassinato de 75 pessoas EFE Mais

Joaquín Guzmán Loera, mais conhecido como "El Chapo", é o líder do Cartel de Sinaloa. Tendo fugido duas vezes da prisão, no México, o megatraficante se tornou o criminoso mais procurado do FBI (a polícia federal americana). Em julho de 2015, o criminoso fugiu de uma prisão de segurança máxima por um túnel com 1,5 km de comprimento. Em 8 de janeiro de 2016, o traficante foi recapturado pelas autoridades mexicanas. David de la Paz/Xinhua Mais

7.mar.2016 - O traficante Douglas Donato Pereira, conhecido como Diná Terror, foi morto em confronto com a polícia no Morro Faz Quem Quer, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Diná era um dos bandidos mais violentos da cidade e gostava de ser chamado de "terror da polícia" e "senhor das guerras". O traficante também costumava ostentar armas em seu perfil no Facebook. Diná era acusado da morte da jovem Rayssa Christine Machado de Carvalho Sarpi, de 18 anos, que foi filmada enquanto era torturada por traficantes do Faz Quem Quer, em agosto de 2014 Reprodução / Facebook Mais

6.abr.2016 - Pela segunda vez em menos de um ano, a emissora pública italiana RAI foi duramente criticada por entrevistar em um de seus programas um parente de mafioso. Dessa vez, o programa "Porta a Porta" entrevistou Salvo Riina, filho de Salvatore "Totò" Riina (foto), líder da Cosa Nostra, a máfia siciliana, entre 1982 e 1993 e condenado à prisão perpétua. Um dos ataques mais duros partiu de Maria Falcone, irmã de Giovani Falcone, jurista italiano assassinado por Riina em 1992. "Há 24 anos eu luto para levar aos jovens de toda a Itália os valores da legalidade e da justiça, pelos quais meu irmão enfrentou o extremo sacrifício. É indigna essa presença em uma emissora que deveria fazer serviço público", declarou. Veja mais sobre a história de Riina clicando na foto 30 deste álbum. Associated Press Mais

3.mai.2016 - O roteirista e produtor norte-americano Chris Brancato, coautor ao lado de José Padilha da série "Narcos", está desenvolvendo uma atração baseada na história do traficante mexicano Joaquín Guzmán Loera, mais conhecido como El Chapo (foto). Segundo o site The Wrap, a série foi comprada pelo canal History e contará a jornada do megatraficante que, por baixo de uma fachada "legal", teve relações com celebridades internacionais e já figurou na lista dos homens mais ricos do mundo. Tendo fugido duas vezes da prisão, El Chapo se tornou o criminoso mais procurado do FBI (a polícia federal americana) em 2015. AP Mais

21.jun.2016 - Resgatado do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, na madrugada do último domingo (19), o traficante Nicolas Labre Pereira Jesus, 28, conhecido como Fat Family (esq.), integra uma família de criminosos. O pai, a mãe, um tio e o irmão são ligados ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Estado, e já foram presos por envolvimento com o tráfico de drogas, roubo e assassinato. Eles atuam no morro Santo Amaro, no Catete, zona sul da capital fluminense. Fat Family é acusado de chefiar o tráfico na favela enquanto seu irmão Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, 46, está preso em uma penitenciária de segurança máxima, onde deve cumprir 19 anos de prisão, e seu tio Edson Pereira Firmino de Jesus, conhecido como Zaca (dir.), está no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio, e deve ser transferido nos próximos dias. Montagem BOL / Divulgação/PM Mais

21.jun.2016 - No mundo do crime, o parente mais famoso de Fat Family é o seu irmão, Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, conhecido como My Thor. Cumprindo 19 anos de pena, My Thor, do Comando Vermelho, era chefe do tráfico no morro Santo Amaro e conhecido por usar um machado para decapitar suas vítimas. Em 11 de setembro de 2002, My Thor participou da rebelião em Bangu 1 quando membros do CV assassinaram traficantes de facções rivais. Naquele dia, comércios no Rio de Janeiro foram fechados por medo de conflitos entre policiais e traficantes, como no morro do Juramento (foto). Entenda mais sobre esse episódio na foto 48 deste álbum Marco Antônio Rezende/Folhapress Mais

26.set.2016 - Traficantes do morro Santo Amaro, no Catete, zona sul do Rio, ordenaram que comerciantes fechassem as portas em ruas do bairro e da Glória, em respeito à morte do chefe do tráfico na comunidade, Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family. O traficante, que estava escondido na comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, foi morto hoje durante uma ação policial. Na foto, estabelecimentos da rua do Catete, no trecho entre as ruas Santo Amaro e Pedro Américo, aparecem fechados. Júlio César Guimarães/UOL Mais

18.out.2016 - A prisão do traficante colombiano Juan Carlos Abadía vai virar filme. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, o filme se chamará "As Mil Faces do Crime" e será dirigido por Fernando Coimbra, que fez o longa "O Lobo Atrás da Porta" e assinou dois episódios da série "Narcos", da Netflix. O criminoso cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos desde que foi preso em São Paulo, em 2007. Abadía passou por várias cirurgias plásticas no rosto para se disfarçar EFE Mais

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