Conheça o Samba da Vela em São Paulo

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    • Centenário do Samba [77700];
Fotos

Um dos ritmos mais brasileiros, o samba completa 100 anos em novembro deste ano. Para comemorar a data, o BOL começou a visitar algumas das rodas de samba mais tradicionais de São Paulo. A primeira foi o Samba da Vela, na zona sul paulistana. Monalisa Lins/BOL Mais

O Samba da Vela acontece todas as segundas-feiras na Casa de Cultura de Santo Amaro, localizada Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434 - Santo Amaro, São Paulo. O samba é aberto a todos. Quem puder e quiser ajuda com a contribuição de R$ 5 como ingresso. O tradicional grupo existe há 15 anos na capital paulista Monalisa Lins/BOL Mais

Símbolo da roda enfeita a mesa com toalha de renda nas cores branca, azul e rosa. Toda segunda-feira, a vela é acessa às 20h45 para iluminar uma roda de músicos, compositores e amantes da batucada ao redor da chama que se queima enquanto a música toca Monalisa Lins/BOL Mais

Letra da canção "Voltou Pra Ficar?", composta por integrantes do Samba da Vela (Chapinha, Ricardinho Ramos e Bebeto): "Meu samba taí e é pra ficar/Não tem eieie não tem iaiaia/Meu samba taí a todo vapor/Não tem uuu não tem yoyoyo/ Meu samba taí com veracidade/Por toda a cidade pra gente curtir/Meu samba taí na boca do povo/Cada dia que passa nasce na praça/Mais um samba novo/Hoje tem samba no morro e no asfalto/Do terreiro ao partido alto/Leste oeste norte a sul/Segunda-feira tem a verdadeira favela/Quer um samba diferente/Cola com a gente no Samba da Vela" Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

Webert Ferreira, conhecido como Bebeto, chegou ao Samba da Vela aos 13 anos. "Quando cheguei aqui, percebi que já tinha o samba na veia. Comecei a aprender a tocar, cantar e, quando vi, já diziam que o que eu fazia era cultura. Eu nem sabia o que era isso", afirmou o músico, hoje com 23 anos Monalisa Lins/BOL Mais

Bebeto leva o samba na pele. Um dos integrantes do Samba da Vela, o músico tatuou no antebraço uma homenagem ao ritmo musical Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

A música "Acendeu a Vela" dá início à cantoria, que só acaba quando a fogo se apaga: "Acendeu a vela, o samba já vai começar/Ela é quem chama, que é viva a chama pro povo cantar/A fé que não cansa/ Mantém a esperança do nosso viver/O samba da vela está esperando você" Monalisa Lins/BOL Mais

Músicos aquecem os instrumentos antes de mais uma roda do Samba da Vela, que reúne músicos, compositores e amantes do samba todas as segundas-feiras à noite na zona sul de São Paulo. Monalisa Lins/BOL Mais

Pandeiro agrega a batucada do Samba da Vela em um time de músicos que acompanham os compositores que levam obras autorais para o Samba da Vela Monalisa Lins/BOL Mais

José Marilton da Cruz, também conhecido como Chapinha, comanda as apresentações dos compositores em noite de apresentação de músicas inéditas na Casa de Cultura de Santo Amaro, em São Paulo. O cearense de 58 anos conta que, no início da formação do grupo, os fundadores pensaram em cantar apenas canções de sambistas famosos, mas acharam mais interessante apresentar composições próprias e dar espaço a novos compositores. Monalisa Lins/BOL Mais

Um dos sonhos de Chapinha (dir.) é fazer com que o Samba da Vela se mantenha vivo para sempre, Chapinha fez questão de apresentar seu maior tesouro ao filho Webert Ferreira (esq.) quando ele ainda tinha 13 anos. Monalisa Lins/BOL Mais

José Marilton da Cruz, também conhecido como Chapinha, explica a escolha da vela como símbolo da roda. "Surgiu um dilema: como parar o samba antes da meia noite? Eu sugeri um despertador. O Maurílio deu a ideia de um galo. O Magno, uma ampulheta. E o Paquera, uma vela, que está conosco até hoje nas mesas". Monalisa Lins/BOL Mais

Caio Prado, contador de 42 anos, é um dos músicos e compositores que compõem a roda. Ele acompanha, na percussão, os sambas entoados para unir com a voz dos compositores. Caio fez parte do início da formação do grupo há 15 anos. Monalisa Lins/BOL Mais

Embalados pela batucada do Smaba da Bela, Caio Prado e Chapinha se cumprimentam em momento de amizade e união musical. Monalisa Lins/BOL Mais

Ana Elisa solta o gogó em uma das apresentações de samba autoral do Samba da Vela. Monalisa Mais

José Marilton da Cruz, também conhecido como Chapinha, apresenta uma de suas poesias ao público: "Eu preciso encontrar um país onde tenha respeito, austero pudor e qualquer pessoa em pleno direito diga 'adeus, preconceito', de raça e de cor. Eu preciso encontrar um país onde ser solidário seja um ato gentil. Eu prometo que vou encontrar e esse país vai chamar-se Brasil!". Monalisa Lins/BOL Mais

Público aprecia as apresentações do Samba da Vela, roda que existe há 15 anos na capital paulista. A cada segunda-feira, cerca de 100 pessoas marcam presença para conferir as performances de sambas inéditos. Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

Alexandro Souza da Fonseca, portuário de 41 anos, saiu de Santos (SP) com a mulher, Valéria Amorim de Souza Santos, enfermeira de 51 anos, para prestigiar o samba. Os dois, que se conheceram por conta do gosto musical, contam que vale a muito a pena viajar do litoral até a capital paulista para apreciar o Samba da Vela. Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

Público ouve atentamente o samba de um compositor que embalou o público do Samba da Vela. Monalisa Lins/BOL Mais

Músicos jovens, sambistas experientes, público amante da batucada se reúnem para cultuar o samba com o Samba da Tenda . Monalisa Lins/BOL Mais

Cantoria, palma da mão, sorrisos e alegria são presença garantida nas apresentações do Samba da Vela, todas as segundas-feiras, em São Paulo. Monalisa Lins/BOL Mais

Cada compositor que apresenta sua obra entrega uma cópia da letra aos presentes, que acompanham cantando, batendo palmas ou apenas prestigiando, em silêncio, cada samba . Monalisa Lins/BOL Mais

Detalhe de uma das letras apresentadas no Samba da Vela, apoiada no couro do surdo da roda, que se apresenta todas as segundas-feiras na Casa de Cultura de Santo Amaro, em São Paulo Monalisa Lins/BOL Mais

A roda é aberta para o público em geral. Quem quiser pode ajudar com a contribuição simbólica de R$ 5 como ingresso. Monalisa Lins/BOL Mais

José Marilton da Cruz, também conhecido como Chapinha, comanda as apresentações dos compositores em noite de apresentação de músicas inéditas na Casa de Cultura de Santo Amaro, em São Paulo. O cearense de 58 anos conta que, no início da formação do grupo, os fundadores pensaram em cantar apenas canções de sambistas famosos, mas acharam mais interessante apresentar composições próprias e dar espaço a novos compositores. Monalisa Lins/BOL Mais

A vela apagou, o samba acabou e salão agora se prepara para receber a tradicional (e esperadíssima) comida preparada Aparecida Silvério de Jesus, conhecida pelos músicos e pelo público como Cida Monalisa Lins/BOL Mais

Aparecida Silvério de Jesus, de 52 anos, recebe a ajuda da filha Marcela, de 23, para fazer a comida que é servida ao fim da roda de samba em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

Conhecida como Cida, a cozinheira chega em casa às 2h e acorda às 5h para trabalhar. "Depois do samba saio correndo com a minha filha para pegar a última lotação, moro em Embu das Artes. Se vale a pena? Claro que vale", diz ela, com um largo sorriso no rosto Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

Ao final das apresentações, é a hora de Aparecida, de 52 anos, brilhar no salão da Casa de Cultura de Santo Amaro. Ela e sua filha, Marcela, preparam, voluntariamente, as refeições servidas quando finda o samba Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

O caldinho de feijão, depois de pronto, é disputado pelos apreciadores da música que compareceram ao Samba da Vela, em São Paulo Bárbara Forte e Fernanda Fadel/BOL Mais

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