Os bambas do samba

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Para comemorar o Centenário do Samba, celebrado em 27 de novembro de 2016, o BOL reuniu neste álbum os maiores nomes do ritmo, trazendo os pioneiros do gênero, os intérpretes mais admirados, os compositores mais respeitados, enfim, os verdadeiros "bambas do samba" Montagem BOL / Arquivo/Folha Imagem / Guto Costa / Walter Firmo/Divulgação / Reprodução / Divulgação/Arquivo Folha / Rodrigo Capote/UOL / Reprodução / Renan Katayama/AgNews Mais

Tia Ciata - Mãe de santo nascida na Bahia em 1854, Hilária Batista de Almeida é considerada uma figura fundamental para o surgimento do samba no Rio de Janeiro, para onde migrou aos 22 anos, levando o samba de roda para a Cidade Maravilhosa. Grande entusiasta da cultura negra, Tia Ciata promovia rodas de samba em sua casa. Foi lá, inclusive, que Donga gravou "Pelo telefone", considerado o primeiro samba gravado na história. Tia Ciata morreu no Rio de Janeiro, aos 80 anos Reprodução Mais

Donga - Ernesto Joaquim Maria dos Santos, mais conhecido como Donga, nasceu em 5 de abril de 1890. Participante ativo de rodas de samba com grandes nomes pioneiros no Rio de Janeiro, como Tia Ciata e Mário Cavaquinho, Donga gravou, em 1917, "Pelo telefone", o primeiro samba gravado na história Reprodução Mais

Pixinguinha - Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira. Várias de suas canções são sambas históricos, como "Carinhoso", "Rosa" e "Lamento" Chico Nelson/Ed. Abril Mais

João da Baiana - Amigo de infância de Donga e Pixinguinha, o instrumentista João Machado Guedes, o João da Baiana, é considerado o introdutor do pandeiro no samba. João tem composições históricas do gênero, como "Pelo amor da mulata", "O futuro é uma caveira" e "Cabide de molambo" Reprodução Mais

Aracy Cortes - Zilda de Carvalho Espíndola nasceu em 1904, no Rio de Janeiro, e foi vizinha de Pixinguinha na infância. Adepta do chorinho e do samba-canção, Zilda, já assumindo o nome artístico Aracy Cortes, deu voz a sambas de vários compositores desconhecidos, mas que futuramente entrariam para a história do gênero, como Sena Pinto ("Que pedaço"), Sinhô ("Jura") e Ary Barroso ("Aquarela do Brasil"). Aracy morreu em 8 de janeiro de 1985 Reprodução/Youtube Mais

Ary Barroso - Nascido em Minas Gerais, em 1903, o compositor Ary Barroso tem grande importância no mundo do samba por dar início ao gênero de "samba-exaltação", com canções patrióticas e que exaltam o país, caso da clássica música "Aquarela do Brasil" Arquivo Folha Imagem Mais

Ismael Silva - Milton de Oliveira Ismael Silva nasceu em Niterói, em 1905, e é tido como um dos pioneiros no samba. Mudando-se para o bairro do Estácio de Sá, no Rio, aos três anos de idade com a família, aos 15 anos Ismael já lançou seu primeiro samba, "Já desisti". Em 1925, gravou "Me faz carinhos", sua primeira composição, que abriu portas e o fez se aproximar de vários "bambas", como Francisco Alves e Noel Rosa (com o Poeta da Vila, elaborou 18 músicas ao todo) Reprodução Mais

Noel Rosa, o Poeta da Vila - Nascido no Rio de Janeiro em 1910, Noel Rosa é tido como um dos maiores sambistas da história. Apesar de não ser um pioneiro no gênero, Noel é tido como o responsável por levar o samba dos morros até os bairros mais abastados. "Último desejo", "Conversa de botequim" e "Com que roupa", são algumas das composições do gênio, que morreu com apenas 26 anos, vítima de tuberculose Arquivo/Folha Imagem Mais

Heitor dos Prazeres - Outro sambista nascido no início do século 20, Heitor dos Prazeres compôs alguns dos primeiros sambas e marchinhas da história da música brasileira. Uma das composições de maior destaque de Heitor é a "Pierrô Apaixonado", composta em parceria com Noel Rosa. Heitor é considerado um dos fundadores da escola de samba que daria origem à Portela, no Rio de Janeiro. Além do amor pela música, Heitor dos Prazeres era pintor, chegando a ter suas obras reconhecidas internacionalmente Reprodução Mais

Aracy de Almeida, a Dama da Central - A cantora Aracy de Almeida, também conhecida como O Samba em Pessoa, se notabilizou por interpretar canções do gênero, inclusive sambas do amigo Noel Rosa. Construindo uma sólida carreira nas rádios, Aracy passou a trabalhar na TV após perder espaço para outros cantores. Na telinha, Aracy marcou época como jurada no programa "Show de Calouros", apresentado por Silvio Santos. Aracy morreu no dia 20 de junho de 1988, aos 73 anos, após um súbito aumento de suas pressão arterial, quando ainda se recuperava de um edema pulmonar que a deixou em coma por dois meses Reprodução Mais

Almirante, a Mais Alta Patente do Rádio - Cantor, compositor e radialista, Henrique Foréis Domingues, mais conhecido como Almirante, começou sua carreira musical ainda na década de 20, formando um grupo amador, chamado Flor do Tempo, com os músicos Alvino, Braguinha, Henrique Brito e Noel Rosa. Em 1933, o grupo se desfez, mas Almirante seguiu carreira solo, e eternizou canções como "O orvalho vem caindo" e "Touradas em Madrid". Trabalhando no rádio e na imprensa escrita, Almirante também se tornou um importante pioneiro na historiografia do samba ao conceber a sua própria biografia e a de Noel Rosa. Morreu em 22 de dezembro de 1980, aos 72 anos Reprodução/www.culturafm.com.br Mais

Carmen Miranda, a Pequena Notável - Não há palavras para descrever a importância e grandeza da artista luso-brasileira Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmen Miranda. Em sua breve vida (Carmen morreu jovem, com apenas 46 anos, vítima de um ataque cardíaco em um período de abuso de álcool, cigarro e antidepressivos), Carmen Miranda foi sucesso em shows, TV, rádio, cinema, eternizou canções como "O que é que a baiana tem?" e "Tico-tico no fubá", exportou o samba e a música brasileira para outros países e, além disso, ganhou o apelido de Ditadora Risonha do Samba. Mais bamba que isso, impossível... Jean Manzon / Acervo CEPAR Consultoria Mais

Ataulfo Alves - Cantor de sucessos marcantes, como "Ai que saudades da Amélia" e "Laranja madura", Ataulfo Alves também é o autor de mais de 300 canções, uma das maiores musicografias brasileiras. A carreira do músico decolou exatamente no ano de 1933, quando Almirante, e logo em seguida, Carmen Miranda, regravaram respectivamente, "Sexta-feira" e "Tempo perdido", ambos sambas de Ataulfo. O cantor morreu aos 59 anos, no dia 20 de abril de 1969, após sofrer com complicações de uma úlcera Reprodução Mais

Francisco Alves, o Rei da Voz - Artista de teatro e frequentemente mais identificado ao gênero MPB, o carioca Francisco de Morais Alves, um dos mais populares cantores do Brasil, começou sua carreira interpretando marchinhas destinadas ao Carnaval nos anos 20, como "Alivia estes olhos" e "O pé de anjo" Reprodução Mais

Jacó do Bandolim - Nascido no Rio de Janeiro, em 1918, Jacob Pick Bittencourt foi um dos maiores bandolinistas do gênero chorinho e samba-canção. Acompanhou grandes artistas do samba, como Noel Rosa, Ataulfo Alves, e Lamartine Babo, em suas apresentações. Jacó morreu aos 51 anos, vítima de ataque cardíaco. O episódio trágico motivou o filho, o jornalista e compositor Sérgio Bittencourt, a compor a canção "Naquela mesa", eternizada nas vozes de artistas do porte de Elizeth Cardoso e Nelson Gonçalves Reprodução/Youtube Mais

Elizeth Cardoso, a Divina - Considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira, Elizeth Cardoso não era propriamente uma "bamba", e sim uma artista ligada aos gêneros chorinho, samba-canção e bossa nova, assim como Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Dolores Duran e Maysa Matarazzo. Mas, representando toda essa classe de grandes artistas que gravaram ao menos uma canção de samba que não poderiam ficar de fora de uma hipotética lista de "Os Maiores Sambas de Todos os Tempos", Elizeth entra na lista dos "bambas" Reprodução/Youtube Mais

Sílvio Caldas, o Cantor das Despedidas - Assim como acontece com Elizeth Cardoso, o cantor e compositor Sílvio Caldas, considerado uma das maiores vozes da música brasileira por seu timbre inconfundível, é mais lembrado por cantar serestas e músicas dos gêneros samba-canção, como "Faceira", de Ary Barroso, e "Chão de estrelas", em parceria com Orestes Barbosa. Mas pela frequente parceria com sambistas inquestionáveis, como Noel Rosa, João de Barro e Cascata, Sílvio, o Caboclinho Querido, não pode ficar de fora dos grandes nomes do samba. O cantor morreu aos 89 anos, em 3 de fevereiro de 1998 Reprodução / YouTube Mais

Dorival Caymmi - O baiano Dorival Caymmi marcou história ao imprimir em suas músicas as particularidades e o amor que sentia por sua terra natal. "Maracangalha" e "O que é que a baiana tem" são algumas das joias que Caymmi, respeitado no samba e na bossa nova, deixou para o Brasil e o mundo. "Escrevi 400 canções e Dorival Caymmi, 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas, e eu, não", disse Caetano Veloso sobre o cantor e compositor baiano durante uma entrevista para uma revista portuguesa nos anos 90. Caymmi morreu em 2008, aos 94 anos, vítima de complicações renais Divulgação Mais

Moreira da Silva, o Kid Morengueira - Considerado o pai do samba-de-breque, estilo de samba em que o cantor para no meio da canção para falar ou declamar algo, Moreira da Silva iniciou sua carreira musical em 1931, aos 29 anos. O sambista morreu aos 98 anos, no dia 6 de junho de 2000, de falência múltipla dos órgãos após sofrer uma queda dentro de casa. Hits: "Rei da umbanda", "Chang-lang", "Acertei no milhar" Reprodução/Youtube Mais

Bezerra da Silva, o Embaixador dos Morros e Favelas - Nascido no Recife (PE) em 1927, José Bezerra da Silva dedicava-se a gêneros nordestinos, como o chamado coco, no início de sua carreira como cantor. Morando no Rio de Janeiro e se enveredando pelo samba, se tornou um dos maiores expoentes do gênero e se consolidou como intérprete ao cantar sobre a malandragem e as mazelas das favelas em suas músicas. Lançou quase 30 álbuns na carreira, ganhando 11 discos de ouro, 3 de platina e um de platina duplo. Morreu no dia 17 de janeiro de 2005, aos 77 anos, vítima de parada cardíaca após ser internado por conta de um enfisema. Hits: "Malandragem dá um tempo", "Se Leonardo dá vinte" e "Defunto cagueta" Reprodução/sad and useless Mais

Dicró - Carlos Roberto de Oliveira, o Dicró, notabilizou-se por fazer um samba mais bem-humorado, satírico, assim como Moreira da SIlva e Bezerra da Silva. Os três, aliás, gravaram um show juntos em 1995, chamado "Malandros in Concert". Com a saúde abalada em função do diabetes, Dicró morreu aos 66 anos, em 2012, vítima de um infarto após complicações causadas por uma hemodiálise Patricia Stavis/Folha Imagem Mais

Cartola, o Poeta das Rosas - Nascido no Rio de Janeiro em 1908, Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, é considerado um dos maiores nomes da história do samba. Autor de sucessos como "As rosas não falam" e "O mundo é um moinho", Cartola e outros "bambas" como Carlos Cachaça fundaram no Rio o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo viria a fundar a escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Carmen Miranda, Aracy de Almeida e Sílvio Caldas popularizaram os sambas de Cartola ainda na década de 30, mas o músico ganhou mesmo o status de lenda apenas após a sua morte, em novembro de 1980, vitimado por um câncer na tireoide Walter Firmo/Divulgação Mais

Carlos Cachaça - O cantor e compositor Carlos Moreira de Castro nasceu no Rio de Janeiro, em 1902, e é um dos fundadores da escola de samba Mangueira e responsável por incluir elementos históricos nos sambas-enredo. Seu primeiro samba, "Ingratidão", foi composto em 1932, em parceria com Cartola. Em 1976, lançou seu único disco solo, com músicas como "Quem me vê sorrindo" e "Juramento falso". Carlos Cachaça, apelidado assim por causa de sua bebida favorita, morreu aos 97 anos, em 16 de agosto de 1999 Reprodução/Youtube Mais

Jamelão - José Bispo Clementino dos Santos, o Jamelão, é um histórico intérprete dos sambas-enredo da Mangueira. Jamelão morreu em 2008, aos 95 anos Rogerio Cassimiro/Folha Imagem Mais

Ivone Lara, a Primeira Dama do Samba - A cantora carioca Yvone Lara da Costa, já eternizada na história do samba como Dona Ivone Lara, também é conhecida como Rainha do Samba. Nascida em 1921, Dona Ivone aprendeu a tocar cavaquinho ainda na infância, por influência do primo, o lendário Mestre Fuleiro. Enfermeira de profissão, a Primeira Dama do Samba foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola de samba, na Império Serrano, e lançou seu primeiro disco, "Sambão 70", em 1970. Hits: "Alguém me avisou", "Sorriso negro", "Nasci pra cantar e sonhar" Guto Costa Mais

Silas de Oliveira - Ao lado de Dona Ivone Lara e Mano Décio, o compositor e sambista Silas de Oliveira é um dos grandes nomes da história da escola de samba Império Serrano. À Verde-e-Branco de Madureira, Silas dedicou 28 anos de sua vida, tendo composto 14 sambas-enredo que foram apresentados no desfile oficial da escola. Um dos principais, "Aquarela brasileira", de 1964, entrou para a história na voz do sambista Martinho da Vila. Silas morreu aos 55 anos, no dia de 20 de maio de 1972, após sofrer um infarto enquanto tocava em uma roda de samba no Rio Reprodução Mais

Mano Décio da Viola - Nascido em Santo Amaro da Purificação, o baiano Décio Antônio Carlos, mais conhecido como Mano Décio, foi um dos fundadores da escola de samba Império Serrano, no Rio de Janeiro, em 1947. Ao lado de Silas de Oliveira, compôs quatro sambas-enredo campeões no Carnaval no Rio de Janeiro. No fim dos anos 50, Mano Décio deixou a Império e foi para a Portela. Ao longo da carreira, Mano compôs cerca de 500 sambas, e gravou três discos. Mano Décio morreu aos 75 anos, em 18 de outubro de 1984, e virou nome de rua no bairro Madureira, no subúrbio carioca. Hits: "Vem, meu amor", "Caçador de esmeraldas" (samba-enredo) e "Obsessão" Reprodução / YouTube Mais

Clementina de Jesus, a Rainha do Partido-Alto - Nascida no município de Valença, no sul do Estado do Rio de Janeiro, em fevereiro de 1901, Clementina de Jesus mudou-se com a família para a capital carioca aos 8 anos, onde frequentou desde cedo as rodas de samba. Clementina conciliou o amor pelo samba com o trabalho de doméstica por mais de 20 anos, até ser chamada para participar do show itinerante Rosa de Ouro, concebido por Hermínio Bello de Carvalho, que visitou importantes capitais do Brasil. Além do samba, Clementina cantava outros gêneros de origem africana, como corimás e jongos, e gravou cinco discos solo. Morreu aos 86 anos, em 19 de julho de 1987, vítima de um derrame. Hits: "Marinheiro só", "Fui pedir às almas santas" e "Sonho meu" Reprodução Mais

Candeia - O sambista Antônio Candeia Filho nasceu no Rio de Janeiro em agosto de 1935. Filho de um sambista e boêmio, Candeia viu desde pequeno sua casa no bairro Oswaldo Cruz ser frequentada por grandes sambistas, como Paulo da Portela, João da Gente, Dino o Violão, entre outros. Dessas reuniões, nasceu o bloco que viria a se tornar a escola de samba Portela, tendo Candeia como um de seus fundadores. Investigador da polícia, Candeia ficou paraplégico em dezembro de 1965, após ser alvejado na medula por um motorista em uma blitz de trânsito. Dedicado apenas ao samba, Candeia lançou seu primeiro disco como intérprete em 1970, e se destacou por adotar um forte discurso racial em suas canções. Candeia morreu em 16 de novembro de 1978, aos 43 anos, vítima de uma infecção renal fruto de sua paralisia Reprodução/Youtube Mais

Zé Keti - Nascido em outubro de 1921, no Rio de Janeiro, José Flores de Jesus, o Zé Keti, se tornou integrante da ala de compositores da Portela em 1940. A princípio, suas canções faziam sucesso nas vozes de outras pessoas, como "Tio Sam no Samba" (gravado pelo grupo Vocalistas Tropicais), em 1946, e "Opinião", na voz de Nara Leão. Dez anos depois, "A voz do morro", outra canção sua, estourou nas paradas de sucesso na voz de Jorge Goulart, ao ser tocada no filme "Rio 40 graus". Em 1962, idealizou o grupo A Voz do Morro, com os "bambas" Jair do Cavaquinho, Anescarzinho do Salgueiro, Elton de Medeiros, Oscar Bigode e Nelson Sargento Reprodução/Youtube Mais

Jair do Cavaquinho - Jair Araújo da Costa cantava, compunha e era mestre na arte de tocar cavaquinho, o que valeu seu apelido. Componente histórico da ala de compositores da Portela, Jair também integrou os grupos A Voz do Morro, Os Cinco Crioulos e Os Cinco Só. Uma de suas canções mais conhecidas é a "Voltei" Reprodução / www.portelaweb.com.br Mais

Geraldo Filme - Compositor, cantor e militante pelos direitos dos negros, Geraldo Filme de Souza foi registrado em São João da Boavista, no interior de São Paulo, em 1928, um ano após seu nascimento na capital. Na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, Geraldo frequentou rodas de samba e capoeira, manifestações da cultura negra até então reprimidas em São Paulo, inclusive pela força policial nos anos 40 e 50. O forte ativismo político (sua mãe criou o primeiro sindicato de domésticas da cidade) influenciou a música e atuação de Geraldo, sempre respeitado e querido por toda a comunidade do samba. Hits: "A morte de Chico Preto", "Vai no Bexiga pra ver" e "Silêncio no Bexiga" (música que homenageia Pato N'água, diretor de bateria da Vai-Vai, assassinado pela polícia no interior de São Paulo) Reprodução Mais

Monarco - Hildmar Diniz nasceu no Rio de Janeiro, em 1932, e é um dos nomes históricos da Portela. Com mais de 15 álbuns de estúdio gravados, Monarco ainda tem importantes participações em trabalhos de colegas de peso, como Dona Ivone Lara e Zeca Pagodinho Daniel Marenco/Folhapress Mais

Nelson Cavaquinho - Especialista em instrumentos de corda, Nelson Antônio da Silva ganhou o apelido por ser cavaquinista, mas adotou mesmo foi o violão na fase mais madura de sua carreira. Morto em 1986, aos 74 anos, vítima de um enfisema pulmonar, estima-se que Nelson Cavaquinho tenha deixado mais de 400 composições, entre elas clássicos como "A flor e o espinho" e "Folhas secas" Divulgação Mais

Nelson Sargento - Nelson Mattos nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1924, e é autor do samba "Agoniza mas não morre". Atualmente com 91 anos, Nelson Sargento, como é conhecido, é um dos sambistas mais respeitados do país, sendo uma espécie de militante do samba desde os anos 50, quando o gênero era marginalizado. BBC/Reprodução Mais

Riachão - O sambista Clementino Rodrigues, mais conhecido como Riachão, nasceu em Salvador, em 1921, e é considerado um dos maiores expoentes do samba na Bahia Junior Lago/UOL Mais

Adoniran Barbosa - Talvez o nome mais respeitado do samba paulista, João Rubinato, mais conhecido como Adoniran Barbosa, nasceu em Valinhos, e foi entregador de marmita no interior de São Paulo. Estabelecido na capital, Adoniran demorou a engatar sua carreira artística. Sem instrução e rechaçado pelas rádios, o sambista gravou "Trem das Onze" somente em 1951, quando tinha 41 anos. A música só foi virar sucesso depois da regravação feita pelo "Demônios da Garoa", grupo de samba paulistano criado nos anos 40 e que acabou se tornando o maior intérprete de Adoniran. Descendente de italianos, o sambista era conhecido por imprimir em suas músicas o cotidiano paulistano, sobretudo o dos bairros de imigrantes, usando expressões do dia a dia. Hits: "O samba do Arnesto", "Saudosa maloca", "Iracema" e "Trem das onze" Divulgação/Arquivo Folha Mais

Germano Mathias, o Catedrático do Samba - Nascido no bairro paulistano do Pari, Germano Mathias é mais uma das autoridades do samba paulista. Seu maior sucesso é "Minha nega na janela" Divulgação Mais

Osvaldinho da Cuíca, o Cidadão Samba de São Paulo - Nascido em 1940 no bairro Bom Retiro, região central de São Paulo, Osvaldo Barro é reconhecidamente um dos maiores nomes do samba paulistano. Seu apelidos não deixam dúvida disso: Cidadão Samba de São Paulo, e Embaixador Nato do Samba Paulista. Osvaldinho fez parte do grupo Demônios da Garoa, tocou ao lado de grandes nomes do samba, como Adoniran Barbosa, e foi um dos fundadores da ala de compositores da Vai-Vai, sua escola de samba preferida. Reprodução Mais

Paulo Vanzolini - Zoólogo de formação premiado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, o paulistano Paulo Vanzolini não era gênio apenas no campo da ciência: apaixonado por samba, também foi o compositor de várias pérolas do gênero, como "Ronda" e "Volta por cima". Vanzolini morreu aos 89 anos, em 2013, vítima de pneumonia Divulgação Mais

Paulinho da Viola - Carioca da gema nascido no bairro de Botafogo, em 1942, Paulinho da Viola conviveu desde pequeno com grandes nomes do chorinho e do samba, como Pixinguinha e Jacob do Bandolim. Em 1962, compôs "Pode ser ilusão", o seu primeiro de muitos sambas famosos. Hits: "Foi um rio que passou em minha vida", "Coração leviano" e "Timoneiro" Manuela Scarpa/Photo Rio News Mais

Élton Medeiros - Cantor, compositor e produtor, Élton Medeiros faz parte de uma casta de sambistas que priorizam melodias mais calmas. É autor de sucessos como "Peito vazio", "Pressentimento" e "O sol nascerá" (com Cartola) Reprodução/TV Cultura Mais

Nei Lopes - Nascido no Rio de Janeiro em 1942, Nei Lopes se notabilizou por sambas melódicos como "Senhora liberdade" e "Samba do Irajá" Divulgação Mais

Osvaldo Nunes - Sem chegar a conhecer os pais, Osvaldo Nunes, nascido no dia 1 de dezembro de 1930, foi criado em instituições de caridade no Rio de Janeiro, onde foi engraxate e camelô. Passando a frequentar escolas de samba e blocos de Carnaval, firmou carreira como cantor. Excelente compositor, foi tricampeão do Concurso Oficial de música de Carnaval da Guanabara. É autor de grandes clássicos do samba, como "Real melodia", "Oba" e "Chorei, chorei". Morreu assassinado de forma misteriosa em seu apartamento, aos 60 anos, em um crime bárbaro até hoje sem explicação. Jornais da época noticiaram que o assassinato de Osvaldo Nunes, que era homossexual assumido, poderia ter sido perpetrado por um garoto de programa Reprodução Mais

Baden Powell - Considerado um dos maiores violonistas de todos os tempos, Baden Powell de Aquino nasceu em 6 de agosto de 1937. Eclético, o músico compunha músicas para os gêneros bossa nova, MPB e samba. Em 1969, Baden Powell venceu a primeira Bienal do Samba, com a música "Lapinha", composta com Paulo César Pinheiro Divulgação/Maurício Nahas Mais

Jovelina Pérola Negra - Nascida no Rio de Janeiro em 1944, a sambista Jovelina Farias Delford, que viria a ser conhecida como a Pérola Negra, foi pastora do Império Serrano e ajudou a popularizar o pagode com seu estilo popular e voz rouca e forte. Herdeira do estilo de Clementina de Jesus, Jovelina também foi empregada doméstica antes de se consolidar no meio artístico. Jovelina gravou cinco discos, chegando a ganhar um Disco de Platina, mas o sucesso veio tardiamente e ela não usufruiu de tudo que a fama e o dinheiro poderiam lhe proporcionar. Morreu jovem, aos 54 anos, no dia 2 de novembro de 1998, vítima de um infarto. Hits: "Luz do repente", "Sonho juvenil" e "Sorriso aberto" Reprodução Mais

Clara Nunes, a Guerreira - Nascida em Paraopeba, município de Minas Gerais, Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes, fez história cantando sambas no Rio de Janeiro. Adotando a Portela como escola de samba do coração, Clara é uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da escola. Em 2 de abril de 1983, Clara morreu prematuramente, aos 39 anos. Após passar por uma cirurgia de varizes, a cantora teve uma reação alérgica inesperada a um anestésico e acabou tendo que ser internada, vindo a morrer 28 dias depois. Hits: "Canto das Três Raças", "Morena de Angola" e "Portela na Avenida" Reprodução Mais

Leci Brandão - Considerada uma das mais importantes intérpretes femininas no mundo do samba, Leci Brandão lançou seu primeiro disco, "A música de Donga", em 1974, aos 30 anos. No Carnaval, Leci também tem posição de destaque: foi a primeira mulher a participar da ala de compositores da Mangueira, já foi homenageada por enredos de escolas de samba (como em 2012, pela Acadêmicos do Tatuapé) e desde 2003 é comentarista dos desfiles do Grupo Especial de São Paulo, pela TV Globo. Em 2010, Leci foi eleita deputada estadual pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil), com mais de 85 mil votos, e é membro do Conselho Nacional da Promoção da Igualdade Racial e Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Hits: "Eu só quero te namorar", "Isso é Fundo de Quintal" e "Zé do Caroço" (música mais regravada de Leci). Rodrigo Capote/UOL Mais

Beth Carvalho, a Madrinha do Samba - Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho, nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Considerada uma das maiores intérpretes do samba, Beth começou a carreira na bossa nova, no fim dos anos 60. Por ter "apadrinhado" e revelado muitos sambistas, sobretudo as "crias" do bloco Cacique de Ramos, como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, e Zeca Pagodinho, Beth é conhecida como a "Madrinha do Samba". Em 50 anos de carreira, Beth lançou 34 discos, 5 DVDs, ganhou 17 Discos de Ouro, nove de Platina, e centenas de troféus e premiações. Hits: "Andança", "Vou festejar" e "Coisinha do pai" Diego Mendes/BOL Mais

Alcione, a Marrom - Nascida em São Luís, no Maranhão, em 1947, Alcione Dias Nazareth ingressou no mundo da música por influência do pai, que era policial, mas era mestre de banda de sua corporação na cidade. Quando criança, Alcione tocava instrumentos de sopro, como trompete e clarinete, e se apresentava em festas e para familiares, mas foi com o canto que fincou seus pés na carreira artística. Após apresentações constantes na TV no Maranhão, Marrom mudou-se para o Rio de Janeiro em 1976, e aí o céu era o limite para a maranhense. Atualmente, Alcione é uma das personalidades mais premiadas da música brasileira, com dezenas de discos de ouro e platina. Hits: "Não deixa o samba morrer", "Sufoco" e "Meu ébano" Fernanda Maia /UOL Mais

Elza Soares - Elzinha, como é conhecida, se diferencia dos outros grandes ícones do samba, por não ficar apegada apenas ao samba de raiz, mas também transitando por outros estilos do gênero, como o jazz, rock, sambalanço e bossa nova. No entanto, grandes canções do genuíno samba de raiz, como "Malandro" e "Bebo sim", foram eternizadas na voz de Elza Soares Carla Carniel/AE Mais

Elis Regina, a Pimentinha - A gaúcha Elis Regina é mais uma das grandes intérpretes mais ligadas ao que se convencionou chamar de MPB, não sendo uma legítima representante do samba "de bamba". Apesar disso, Elis interpretou vários sambas em sua carreira, como "Tiro ao Álvaro", uma canção do saudoso sambista Adoniran Barbosa Folhapress Mais

Martinho da Vila - Martinho José Ferreira cresceu na cidade do Rio de Janeiro, na Serra dos Pretos-Forros, mas nasceu no interior do Estado, em Duas Barras, onde adquiriu a fazenda em que cresceu e que agora serve como refúgio da cidade grande quando não está trabalhando. Dedicado à escola de samba Unidos de Vila Isabel (daí seu apelido) desde a década de 60, Martinho da Vila iniciou sua gloriosa carreira como sambista em 1969, ao lançar seu primeiro LP, que levava seu nome. Desde então, são quase 50 álbuns lançados e uma infinidade de hits, como "Casa de bamba" e "Pra que dinheiro?". Marcos Pinto/BOL Mais

Luiz Carlos da Vila - O sambista Luiz Carlos Baptista, mais conhecido como Luiz Carlos da Vila, revelado no Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro, é um dos compositores históricos da escola de samba Vila Isabel. Luiz é um dos compositores de "Kizomba, a festa da raça", samba-enredo vencedor no Carnaval de 1988. Luiz morreu aos 59 anos, no dia 20 de outubro de 2008, vítima de um câncer Reprodução Mais

João Nogueira - Com origem distinta de outros sambistas de peso, João Nogueira não foi criado no morro ou no seio das escolas de samba, adotando um estilo que se aproximava mais ao dos seresteiros. Seu primeiro disco foi um compacto com duas canções, "Alô Madureira" e "Mulher Valente". Quando morreu, aos 58 anos, em 5 de junho de 2000, vítima de um infarto, João Nogueira já havia deixado uma obra sólida, com mais de 20 discos e grandes hits, como "Espelho" e "Poder da criação". João era pai de Diogo Nogueira, que hoje em dia segue seus passos na carreira musical Reprodução/Youtube Mais

Agepê - Nascido no Rio de Janeiro, em 1942, Antônio Gilson Porfírio, mais conhecido como Agepê (o nome decorre das iniciais de seu nome, "A", "G" e "P"), começou a carreira artística em 1975, ao lançar a canção "Moro onde não mora ninguém". Encarnando um samba mais romântico e comercial, Agepê fez escola no gênero. Em 1984, lançou a clássica "Deixa eu te amar", música do disco "Mistura Brasileira", e que faz parte da trilha sonora da novela "Vereda Tropical", o que fez o disco estourar de vendas, se tornando o primeiro do gênero samba a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Agepê morreu de cirrose em 1995, aos 53 anos Reprodução Mais

Mussum - Antes de se tornar uma estrela da telinha pelo seu personagem irreverente em "Os Trapalhões" ao lado de Didi, Dedé e Zacarias, o humorista Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, fez sucesso como sambista, sobretudo ao integrar o grupo Os Originais do Samba, fundado por ele em 1960. Mussum morreu no dia 29 de julho de 1994, aos 53 anos, vítima de complicações após um transplante de coração Reprodução Mais

Roberto Ribeiro - O cantor Demerval Miranda Maciel, nome de batismo de Roberto Ribeiro, foi mais um dos sambistas criados no seio da escola de samba Império Serrano. Roberto Ribeiro construiu uma sólida carreira como compositor e intérprete, com clássicos como "Acreditar" e "Todo menino é um rei", até a sua morte, em 1996, atropelado quando tinha apenas 55 anos. Após o acidente trágico, restou aos fãs relembrarem outra obra clássica do cantor, "Estrela de Madureira", que encerra dizendo "Continua a estrela, brilhando no céu" :'( Reprodução Mais

Almir Guineto - Nascido no Rio de Janeiro em julho de 1946, Almir de Souza Serra, o Almir Guineto, é um dos maiores representantes do samba de raiz. Um dos fundadores do Fundo de Quintal, em 1975, ficou no grupo por pouco tempo, e decidiu seguir carreira solo. É autor de sambas clássicos, como "Caxambu", "Conselho" e "Mel na boca" Reprodução/www.almirguineto.com.br Mais

Jorge Aragão - O sambista Jorge Aragão é mais um dos fundadores do Fundo de Quintal. Jorge despontou como compositor em 1976, quando Elza Soares gravou sua música "Malandro", e, assim como Almir Guineto, ficou pouco tempo ao lado de Bira, Ubirany, Sereno e Sombrinha, e decidiu seguir carreira solo, lançando seu primeiro disco em 1981. Após 40 anos de carreira, tem um verdadeiro legado no mundo do samba, com músicas como "Identidade", "Coisa de pele" e "Moleque atrevido" Monalisa Lins/UOL Mais

Sombrinha - Montgomerry Ferreira Nunis, mais conhecido como Sombrinha, nasceu em São Vicente (SP), em 1959. Cantor, compositor e especialista em instrumentos de corda como cavaquinho, banjo e violão, Sombrinha foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal. Ao lado de outros grandes nomes do samba, como Arlindo Cruz e Almir Guineto, o sambista compôs clássicos do gênero, como "Ainda é tempo de ser feliz", "Só pra contrariar" e "Não quero saber mais dela" Reprodução/www.sombrinha.net Mais

Arlindo Cruz - Nascido em setembro de 1958, no Rio de Janeiro, Arlindo Cruz fez escola com sambistas de primeira grandeza da Cidade Maravilhosa. Na juventude, tocou ao lado de Candeia, Beth Carvalho, Almir Guineto, e outros sambistas jovens de talento, como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Com a saída de Aragão do Fundo de Quintal, Arlindo foi chamado para compor o grupo, onde permaneceu por 12 anos compondo e cantando clássicos como "Seja sambista também" e "Só pra contrariar". Arlindo também é compositor de sambas-enredo, principalmente para a Império Serrano, sua escola de samba do coração Washington Possato Mais

Grupo Fundo de Quintal - O grupo de samba Fundo de Quintal foi criado em 1975, e surgiu a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, criado no Rio de Janeiro em 1961. Inicialmente, o grupo era composto por sambistas do Cacique, como Almir Guineto, Jorge Aragão e Sombrinha. Ubirany, Ademir Batera, Bira Presidente, Ronaldinho, Mário Sérgio e Sereno ( da esq. para a dir.) compunham a formação atual, que sofreu uma baixa no dia 29 de maio de 2016: o músico Mário Sérgio morreu vítima de um linfoma, aos 58 anos. Ubirany, Bira e Sereno são os únicos remanescentes da formação original. Hits: "A batucada dos nossos tantãs", "Eu não fui convidado", "Vai lá vai lá" e "Oitava cor". Reprodução/www.grupofundodequintal.com.br Mais

Zeca Pagodinho - Jessé Gomes da Silva, mais conhecido como Zeca Pagodinho, nasceu no Rio de Janeiro, em 1959, e é um dos maiores nomes do samba da atualidade. Zeca começou a carreira em 1983, ao lançar o samba "Camarão que dorme a onda leva", em parceria com Arlindo Cruz. Verdadeiro fenômeno pop, Zeca é uma unanimidade de norte a sul do Brasil, autor de dezenas de mega-hits que estão na ponta da língua do público Renan Katayama/AgNews Mais

Marquinho Sathan - Marco Antônio Costa Santos, também conhecido como Marquinhos Satã ou Marquinho Santanna, nasceu no Morro do Salgueiro e iniciou sua carreira no samba em 1987, com o disco "Me engana que eu gosto", que virou até jargão popular. Hits: "Por incrível que pareça" e "Falsa consideração" Reprodução Mais

Mart'nália - A carioca Martnália Mendonça Ferreira segue os passos do pai, o sambista Martinho da Vila, e é cantora, compositora e percussionista, além de ser atriz. Ela começou sua carreira em 1987, com um LP que levava o seu nome. Em 2002, a artista lançou "Pé do meu samba", álbum que teve Caetano Veloso como diretor artístico Fernando Maia/UOL Mais

Reinaldo, o Príncipe do Pagode - Nascido no Rio de Janeiro, em 1954, Reinaldo Gonçalves Zacarias mudou-se para São Paulo nos anos 80, onde implementou com sucesso uma roda de samba semelhante à carioca do Cacique de Ramos. Foi em Sampa, também, que a carreira de Reinaldo deslanchou: na capital paulista, o sambista de estilo mais meloso gravou seu primeiro disco, e acabou se tornando o precursor do pagode na cidade. Hits: "Retrato cantado de um amor" e "Problema emocional" Reprodução/YouTube Mais

Nilze Carvalho - Bandolinista de primeira grandeza, a cantora e também compositora Albenise de Carvalho Ricardo transita entre os gêneros samba e chorinho. Nilze já tocou e cantou ao lado de grandes nomes do samba, como Dona Ivone Lara, Nelson Sargento e Jair Rodrigues. Nilze lançou seu primeiro LP, "Choro de menina", em 1981 Reprodução/YouTube Mais

Dona Inah - Ignez Francisco da Silva tem uma trajetória bem diferente e curiosa. Nascida em Araras, interior de São Paulo, em maio de 1935, Dona Inah, como é conhecida, circulou por cidades do ABC paulista, conciliando o amor pela música com o trabalho de doméstica e, posteriormente, com um cargo público em São Caetano. Talvez por isso o reconhecimento veio tardiamente. Já aposentada, Dona Inah começou a decolar na carreira artística somente em 2004, quando gravou seu primeiro disco. Após uma apresentação na França por conta do "Ano do Brasil na França", o jornal Libération cravou o apelido: "Rainha do Samba de São Paulo". De volta ao Brasil, Dona Inah venceu o Prêmio Tim da Música Brasileira como artista revelação, aos 70 anos de idade. Hits: "Velho ateu", "Olha quem chega" e "Desperdício" Reprodução Mais

Teresa Cristina - Começando a carreira artística no Rio de Janeiro na década de 90 cantando sambas de Monarco, Jair do Cavaquinho e outros ícones da Portela, a cantora Teresa Cristina é um dos grandes nomes da nova geração responsáveis por manter viva a tradição dos sambas de raiz e partido alto Divulgação Mais

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