Conheça o Samba do Congo, na Brasilândia, em São Paulo

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Fotos

O Samba do Congo é a quarta roda de samba visitada pelo BOL no Centenário do Samba. O grupo se reúne toda terça-feira na Casa de Cultura da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, com o objetivo de enaltecer o samba paulista, mostrar novas composições e incentivar as crianças da comunidade - que são o futuro da roda - na criação de canções, no canto e no aprendizado de novos instrumentos. Evelson de Freitas/BOL Mais

Fernando Ripol, funcionário público de 40 anos, foi o idealizador da roda de samba que fica na zona norte de São Paulo. Na imagem, ele aparece ao lado de seu filho Gabriel, de apenas 3 anos, que já inicia os primeiros batuques no pandeiro. Evelson de Freitas/BOL Mais

Outra integrante ilustre e exemplo da nova geração do samba, Giovanna Fernanda (à direita) é a filha mais velha de Fernando Ripol. Paraplégica desde o nascimento, ela foi incentivada pelo pai a cantar e tocar ganzá (instrumento musical que parece um chocalho). Evelson de Freitas/BOL Mais

Tayná Domingos, de 20 anos, é jovem monitora cultural da Casa de Cultura da Brasilândia. Ela é uma das responsáveis por acompanhar a roda de samba e outros projetos que a casa receba ao longo da semana. Em cinco meses de trabalho cultural, a jovem explicou à reportagem que aprendeu e evoluiu muito ao estar em contato com as intervenções artísticas. Evelson de Freitas/BOL Mais

Todo o samba é feito acusticamente, com exceção de um instrumento: o violão. Conectado a uma caixa de som, é ele que dá o tom para cada um dos outros instrumentos musicais. Evelson de Freitas/BOL Mais

Cada músico leva o instrumento musical que tem mais afinidade. O cavaquinho não pode faltar em uma boa roda de samba. Evelson de Freitas/BOL Mais

Roda formada, os músicos se empenham em tocar músicas exclusivamente paulistas. O samba do Congo se inicia com o Hino do Samba do Congo, depois toca algumas canções da Velha Guarda e, por fim, dá espaço aos integrantes e participantes da roda para cantar suas próprias composições. A jovem Giovanna Fernanda Santos, de apenas 10 anos, compôs a música "Abelhinha Azul". Evelson de Freitas/BOL Mais

No dia em que o BOL visitou a roda de samba, 12 integrantes compunham o grupo, enquanto outros membros da comunidade acompanhavam de fora e entravam na roda para mostrar suas composições e fazer da Casa de Cultura da Brasilândia um lugar de compartilhamento cultural e do samba de raiz paulista. Evelson de Freitas/BOL Mais

Fernando Ripol, um dos fundadores da roda de samba, toca cavaquinho e canta o Hino do Samba do Congo em companhia dos outros integrantes do grupo. Evelson de Freitas/BOL Mais

Márcio Bonfim, de 38 anos, é outro fundador do grupo, que nasceu há cinco anos. Ele canta, toca tan tan e é um dos mais animados durante a roda. Evelson de Freitas/BOL Mais

O clima no Samba do Congo é quente, embora São Paulo estivesse com o tempo bastante frio no dia da visita do BOL. Integrantes não desanimam nem por um segundo e emendam composições próprias cantadas por todo mundo ao longo de mais de duas horas, sem parar. Evelson de Freitas/BOL Mais

Giovanna Fernanda, de apenas 10 anos, já fez sua primeira música. A menina, que acompanha o Samba do Congo desde o início, há cinco anos, sempre se contagiou com o ritmo. Embora queira ser cientista quando crescer, Giovanna mostra que tem talento de sobra para investir na música. Evelson de Freitas/BOL Mais

Gabriel, de 3 anos, quase não para quieto durante a roda de samba. Ele não desgruda do pandeiro e toca em todas as músicas, com muita energia, ao lado dos adultos. Evelson de Freitas/BOL Mais

No comando do surdo, mais um instrumento de percussão extremamente importante no samba de raiz, um dos integrantes capricha para acompanhar as letras que estão sendo mostradas pela primeira vez ali, na Casa de Cultura da Brasilândia. Evelson de Freitas/BOL Mais

No ganzá, assim como Giovanna, outro integrante acompanha o samba e canta ao lado dos companheiros da roda. A maioria dos participantes que entra no Samba do Congo comparece toda terça-feira, religiosamente. Não há um número certo de integrantes, mas o objetivo do grupo é aumentar o time. Evelson de Freitas/BOL Mais

No reco-reco, mais um integrante acompanha os sambas durante as mais de duas horas em que o grupo toca, toda terça-feira, na Casa de Cultura da Brasilândia, na zona norte de São Paulo. O samba tem início às 19h45 e termina por volta das 22h30. Evelson de Freitas/BOL Mais

Alexandre Pereira, mecânico de 43 anos, estende o estandarte do Samba do Congo. O estandarte é representado por um leão, símbolo da roda, a bandeira do Estado de São Paulo, e a bandeira da própria roda, além do lema do grupo: "Samba, cultura e raiz". Evelson de Freitas/BOL Mais

Estandarte do Samba do Congo está sempre presente nas reuniões, que acontecem às terças-feiras, na Casa de Cultura de São Paulo. Evelson de Freitas/BOL Mais

Diamante, aposentado de 70 anos, e a técnica de enfermagem Luz Nascimento, de 69, são figurinhas carimbadas no Samba do Congo. Os dois sempre se apresentam na roda, cantam e mostram suas próprias composições para os integrantes do grupo. Evelson de Freitas/BOL Mais

O pandeiro é outro item obrigatório em qualquer roda de samba. No Samba do Congo, o instrumento fica por conta do mecânico Alexandre Pereira, um dos fundadores da roda. Evelson de Freitas/BOL Mais

Diamante (ao centro, de chapéu), de 70 anos, só começou a compor sambas após conhecer o Samba do Congo, há três anos. Embora seja casado há 40 com Luz Nascimento, uma compositora de mão cheia, o aposentado foi incentivado pelos integrantes da roda, que sempre chamam a comunidade para criar com eles. Evelson de Freitas/BOL Mais

Cada participante que quiser cantar sua própria composição no Samba do Congo leva a letra em cópias para cerca de 20 pessoas. Assim, todos conseguem acompanhar e cantar juntos, como um verdadeiro "hit", a nova música que está sendo apresentada. Evelson de Freitas/BOL Mais

Há participantes mais animados, que se levantam e saem cantando em um coro só. Evelson de Freitas/BOL Mais

Enquanto a comunidade participa, Fernando Ripol, um dos fundadores do Samba do Congo, se diverte e acompanha a cantoria dos novos sambas ali apresentados. Ao BOL, ele defende a participação e a criação de novas músicas. "Coloquem no papel, façam parcerias", afirma. Evelson de Freitas/BOL Mais

Um dos objetivos do Samba do Congo é exaltar o samba paulista. Por isso, a toalha de mesa usada na mesa do centro da roda é, na verdade, a bandeira do Estado. Todos se sentam em volta dela para cantar, tocar e apreciar as composições. Evelson de Freitas/BOL Mais

Ao fim do espetáculo, os integrantes levantam-se e batem palmas em saudação ao samba de raiz, ao samba paulista e à participação da comunidade. Evelson de Freitas/BOL Mais

Diamante, de 70 anos, e Luz Nascimento, de 69, são casados há 40 anos. Foi o samba que uniu os dois e que faz o casal sair de casa no frio ou no calor para acompanhar o Samba do Congo. Ao BOL, Luz afirma que ali ela tem a oportunidade de mostrar suas composições. "Se eu não trouxer para cá, vai ficar na gaveta", diz. Evelson de Freitas/BOL Mais

Quem pensa que, depois da cantoria, cada um vai para casa está enganado. O caldinho é mais uma atração do Samba do Congo. Cada semana, um dos integrantes da roda prepara e leva o caldeirão para alimentar - e esquentar - os participantes após a música. Evelson de Freitas/BOL Mais

No dia da visita do BOL, o caldinho era de feijão e foi feito por Diamante e Luz Nascimento, dois dos integrantes do Samba do Congo. Lá, todos se revezam para levar a sopa, que é sempre preparada com muito carinho. Evelson de Freitas/BOL Mais

Ao fim da confraternização, integrantes e participantes do Samba do Congo posam juntos ao lado do estandarte da roda. Uma verdadeira família foi criada nos cinco anos de união e convida a todos para ficar ainda maior. Evelson de Freitas/BOL Mais

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