Professor do ES cativa estudantes com aulas irreverentes e colaborativas

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24.abr.2017 - O professor Wemerson Nogueira, de 26 anos, tornou-se exemplo de educador após mudar a forma como lecionava. Em vez de apenas ensinar, fez com que os alunos colaborassem para a criação de aulas e projetos. Com um ensino diferente, ele recebeu prêmios e conquistou o mundo Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

Os projetos de Wemerson nas escolas onde deu aula, no Espírito Santo, sempre tiveram o objetivo de motivar os alunos, além de mudar as comunidades em que viviam. Em Boa Esperança (ES) não foi diferente. Com o projeto "Filtrando as Lágrimas do Rio Doce", ele e os alunos buscaram formas de melhorar a vida dos ribeirinhos. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

Foi nos corredores da Escola Antônio dos Santos Neves, em seus primeiros dias de trabalho no município de Boa Esperança (ES), que começou a nascer a ideia. "Eu estava passando pelo corredor quando ouvi alguns alunos conversando sobre a tragédia do Rio Doce. Quando ouvi, pensei em trabalhar algo com essa temática ambiental", diz o professor. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

Por meio de parcerias com a Universidade Federal do Espírito Santo e com empresas da região, o projeto foi colocado em prática. A primeira ação foi ir até a comunidade de Regência, município de Linhares, na foz do Rio Doce, coletar amostras da água e da lama, além de fazer entrevistas com moradores. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

"Eles se sensibilizaram e entenderam que a gente não estava ali apenas para uma aula. A gente voltou para a escola com muitas ideias, aprendeu a tabela periódica através das análises e, depois, criou um mecanismo para ajudar os ribeirinhos", conta Wemerson. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

A partir das análises, cada elemento estudado ia sendo enquadrado em um portfólio periódico, uma ferramenta criada para os estudantes entenderem os elementos químicos. Após essa etapa, eles visitaram uma estação de tratamento de água e daí surgiu a ideia de criar filtros de baixo custo. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

A potabilidade da água após a utilização do filtro ficou em 75%, o que a tornava viável para utilização doméstica e irrigação. Inicialmente foram instalados 50 filtros. Atualmente, mais de duas mil unidades estão instaladas em comunidades do ES e MG, beneficiando 7 mil pessoas. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

Wemerson conta que encontrou na professora Maria da Penha Cimadon a inspiração para ser professor. Ela viu que precisava mudar o menino hiperativo, que começou a atrapalhar o andamento das aulas. Wemerson tornou-se, então, aluno monitor e estudava bastante para ajudar a responder as dúvidas dos colegas. Arquivo pessoal/Wemerson Nogueira Mais

A trajetória como educador teve início em 2012, quando começou a dar aulas na rede municipal de ensino de Nova Venécia (ES). Os desafios apareceram já nos primeiros dias: lecionando em uma escola da periferia do município, viu-se diante de um aluno que não demonstrava qualquer respeito pela figura do professor. Willian Rubim/BOL Mais

O professor conta que sempre buscou formas de ensinar que extrapolassem as paredes da sala de aula e fugissem do "feijão com arroz". Willian Rubim/BOL Mais

Wemerson já havia se inscrito no Prêmio Educador Nota 10 em 2015, com o projeto "Aula na Rede", mas não ficou entre os 50 selecionados. Em 2016, com "Lágrimas do Rio Doce", Wemerson sentiu que havia possibilidades mais fortes de participar do prêmio. Willian Rubim/BOL Mais

A cada ano, cerca de três mil projetos são inscritos, dos quais 50 finalistas são selecionados. Desses, dez professores são premiados como Educador Nota 10. Além desse troféu, na mesma cerimônia, Wemerson recebeu ainda o prêmio de Educador do Ano em práticas inovadoras. Willian Rubim/BOL Mais

Professor Wemerson e colegas de profissão no prêmio Educador Nota 10. Reprodução/Prêmio Educador Nota 10 Mais

Após o reconhecimento nacional, Wemerson Nogueira ganhou o mundo: o projeto "Lágrimas do Rio Doce" o levou a figurar entre os dez finalistas do Global Teacher Prize, da Fundação Varkey. A cerimônia de premiação, realizada em Dubai em março de 2017, reuniu professores dos quatro cantos do mundo. Willian Rubim/BOL Mais

O vencedor foi anunciado a partir de uma transmissão vinda do espaço, da Agência Especial Europeia. "Missões espaciais são uma jornada para o amanhã. E esta é uma viagem na qual os professores embarcam diariamente. Então, eu gostaria de ser a primeira pessoa da história a agradecer todos os professores", declarou o astronauta Thomas Pesquet. Wemerson não levou o prêmio de US$ 1 milhão, mas destaca que o aprendizado foi muito maior que qualquer valor em dinheiro. Willian Rubim/BOL Mais

A vencedora foi a canadense Maggie MacDonnell, que recebeu o prêmio de US$ 1 milhão com um projeto de prevenção ao suicídio realizado em uma escola da pequena vila Salluit, no Polo Norte. Além de Brasil e Canadá, professores do Paquistão, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Jamaica, Austrália, Quênia e China estavam entre os dez finalistas em 2017. Reprodução/Global Teacher Prize Mais

O professor capixaba destaca que a troca de experiências com professores do mundo inteiro o fez perceber que, apesar dos diversos problemas, a educação brasileira possui muitos recursos quando comparada à de outros países. Willian Rubim/BOL Mais

Wemerson Nogueira, além de ser o mais jovem nesta edição, era o único representante da América Latina. "Não voltei com o prêmio de um milhão de dólares, mas voltei com o maior prêmio que um profissional da educação pode desejar, que é o conhecimento, o aprendizado e novas ideias." Willian Rubim/BOL Mais

Após toda a repercussão com o prêmio Educador Nota 10 e a indicação para o Global Teacher Prize, Wemerson mudou para a Grande Vitória e passou a dar aulas em uma faculdade, onde, entre outros cursos, leciona para alunos de pedagogia, tendo a oportunidade de formar novos professores. Willian Rubim/BOL Mais

"Quando eu recebi essa chance de ser professor de futuros professores, foi a melhor oportunidade que eu podia receber". Ele destaca que, apesar de ter se desligado oficialmente da educação básica, pretende continuar atuando com projetos, desenvolvidos com os alunos do curso de pedagogia. Willian Rubim/BOL Mais

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