Toyota Corolla 1968: conheça primeira geração do veterano sedã

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Fotos

Muito prazer: esta é a primeira geração do Toyota Corolla, criada em 1966 e que acabou de completar 50 anos de vida. Marca japonesa aproveitou celebração para expor esta unidade no Festival do Japão 2017, em São Paulo Murilo Góes/UOL Mais

Grande questão é que o Corolla não era vendido oficialmente no Brasil antes de 1993, o que significa que este camarada aqui é uma verdadeira relíquia em território nacional: há registros de pouquíssimos exemplares no país (dá para contar nos dedos), e Toyota sequer sabia da existência deles até há não muito tempo Murilo Góes/UOL Mais

Este Corolla 68 foi trazido através de importação independente por um empresário de Curitiba (PR), que acabou revendendo-o a um funcionário. Este, por sua vez, repassou-o ao filho, que agora o vendeu a uma agência que representa a Toyota do Brasil Murilo Góes/UOL Mais

Em sua primeira geração, Corolla já usava carroceria tipo sedã, embora com leve caimento do terceiro volume ao estilo notchback e apenas duas portas. Também havia configurações cupê e perua Murilo Góes/UOL Mais

Corolla é resultado do desejo da Toyota de criar um "carro para as massas". Tatsuo Hasegawa, ex-projetista de caças militares e chefe do projeto à época, tinha como objetivo criar um carro capaz de "durar muitos anos" (reputação que o sedã mantém até hoje) e que batesse a "meta dos 80" (tirar sempre notas acima de 80 nos quesitos internos de avaliação da fabricante, numa escala de 0 a 100) Murilo Góes/UOL Mais

Atualmente usando a 11ª plataforma, Corolla era um veículo muito mais acanhado na primeira geração (denominada E10). Tinha apenas 3,84 metros de comprimento e 2,29 m de entre-eixos. Como comparação, Corolla atual (conhecido como E170) possui 4,62 m de comprimento e 2,70 m de entre-eixos Murilo Góes/UOL Mais

Apesar de ser um projeto de custo relativamente baixo, Corolla 1 mantinha mimos como frisos laterais e contornos dos faróis em alumínio Murilo Góes/UOL Mais

Faróis esféricos com globo óptico único e integrados pela larga grade de caimento diagonal, faróis de milha e elementos cromados em para-choque e rodas formam o elegante visual dianteiro do Corolla 1 Murilo Góes/UOL Mais

Observe bem esta traseira. Não lhe parece estranha, não é mesmo? Ela (assim como praticamente todos os traços desse Corolla) foi copiada pela primeira geração do nosso Ford Corcel, também no fim dos anos 60 Murilo Góes/UOL Mais

Traços do Corolla 1968 são bastante sóbrios na parte de trás, o que anteciparia a proposta conservadora do três-volumes. Destaque para a barra cromada com o nome da fabricante na quina da tampa do porta-malas Murilo Góes/UOL Mais

Lanternas também são sem frescura: formato retangular vertical e separação bem delineada entre luzes de freio, ré e seta Murilo Góes/UOL Mais

Modelo recebe uma insígnia própria, com a inicial de seu nome. Repare como os parafusos de fixação da grade dianteira estão expostos sem nenhum pudor. Definitivamente eram outros tempos... Murilo Góes/UOL Mais

Nome do modelo aparece nos paralamas em letra corrida, cromada, como se tivesse sido escrita a mão Murilo Góes/UOL Mais

Unidades japonesas do Corolla E10 posicionam espelhos retrovisores nos paralamas, solução usada tipicamente em carros japoneses dos anos 60. Entretanto, exemplares americanos como este do álbum os realocam para as portas Murilo Góes/UOL Mais

Corolla 68 é montado sobre rodas de ferro aro 12, sendo que esta unidade só ostenta calotas no par dianteiro. Caixa de rodas é desprovida de qualquer tipo de forração Murilo Góes/UOL Mais

Corolla 68 transfere para a cabine o mesmo clima de sobriedade visto na parte de fora Murilo Góes/UOL Mais

Volante segue tendência da época e tem diâmetro exagaradamente grande, além de apenas dois raios. Ali o logotipo colocado é o da própria Toyota, sob a inicial "T" Murilo Góes/UOL Mais

Quadro de instrumentos traz mostradores analógicos já em formato de copos, com velocímetro à direita e conjunto com marcador de combustível, temperatura do óleo e até algumas luzes-espia. Observe ainda como o contato da chave para a partida do motor se localiza à esquerda da coluna de direção Murilo Góes/UOL Mais

Corolla 68 já era equipado com rádio e ar quente. Vãos entre as peças de acabamento do painel chamam a atenção Murilo Góes/UOL Mais

Transmissão do Corolla de primeira geração podia ser manual de quatro velocidades, como o da unidade fotografada, ou automático de duas, isso mesmo, duas marchas Murilo Góes/UOL Mais

Tampa do porta-luvas acrescenta outra insígnia exclusiva do Corolla 1. Novamente é marcante o desalinhamento das peças, fruto de um período em que a montagem de um carro era um processo quase artesanal Murilo Góes/UOL Mais

Manual deste Corolla 68 é preservado até hoje e está em espanhol, o que é intrigante, já que unidade veio importada por um dos Estados Unidos. Acredita-se que se trata de um veículo originalmente destinado originalmente à exportação para algum outro país da América Latina Murilo Góes/UOL Mais

nada de chaves pantográficas, canivete ou com sensor presencial... Na época do Corolla 68 os automóveis usavam chaves convencionais tipo Yale dupla Murilo Góes/UOL Mais

Elegância se faz presente na guarnição das portas através do acabamento cromado para maçanetas e manivela do vidro, bem como do estofamento em couro com faixas verticais costuradas. Estado impecável dos revestimentos é resultado de uma bela restauração Murilo Góes/UOL Mais

Bancos daquela época não costumavam oferecer encostos de cabeça, e no caso do Corolla 68 não é diferente. Revestimento em couro não é o original, já que para a pintura externa marrom o acabamento interno original é bege, ficando o tom escuro destinado somente à pintura externa branca Murilo Góes/UOL Mais

Corolla 68 prometia levar até cinco pessoas, mas fileira traseira era formada por uma peça única de assento e encosto de lombar para todos os ocupantes, que ainda tinham de se virar com a invasão das caixas de roda nas extremidades. Haja aperto Murilo Góes/UOL Mais

Caixas de roda também tiram um pouco do espaço do porta-malas, que expõe boa parte da lataria e cuja tampa é movida por braços simples, tipo "pescoço de ganso" Murilo Góes/UOL Mais

Chegamos ao motor: Corolla 1968 é equipado com um propulsor de 1,1 litro da série K, um 4-cilindros em linha longitudinal com 8 válvulas de comando simples e carburado, capaz de render 60 cv de potência. Parece pouco, mas é preciso mencionar que sedã pesa pouco mais de 700 kg. Conjunto foi todo reformado, com peças originais adquiridas pelo ex-proprietário diretamente dos EUA Murilo Góes/UOL Mais

Aqui a etiqueta com as especificações de capacidade cúbica (1.077 cm³) e deslocamento do propulsor. Curiosidade é que, originalmente, Toyota projetaria o Corolla para usar um propulsor 1.0, mas resolveu aumentar capacidade para deixar sedã mais forte do que o rival Datsun 1000 Murilo Góes/UOL Mais

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