Com cultura de paz, diretora muda rotina de escola e ganha prêmios em SP

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5.out.2017 - A EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Nelson Mandela, localizada no Limão, zona norte de São Paulo, tornou-se referência em educação. Com o ensino baseado na cultura de paz, a instituição diminuiu fronteiras entre alunos, escola e família e mostrou que a diversidade só ajuda a melhorar o ambiente escolar. Evelson de Freitas/BOL Mais

A diretora da EMEI Nelson Mandela, Cibele Racy, de 57 anos, é o agente transformador da escola e dos princípios seguidos pela instituição nos últimos 12 anos. Os alunos, quando se encontram com a educadora, abraçam, beijam e fazem carinho nela imediatamente Evelson de Freitas/BOL Mais

Na escola, que atua no trabalho com crianças de 4 e 5 anos, há um projeto em que os estudantes se tornam diretores por um dia. Eles prestam atenção no que há de errado com a escola e, ao fim do dia, contam tudo para Cibele. Segundo a diretora, eles ajudam a enxergar detalhes que ela não perceberia no dia a dia Evelson de Freitas/BOL Mais

Para se tornar uma escola de referência em São Paulo, a EMEI Nelson Mandela criou, ao longo de sua trajetória, projetos que estimulam a diversidade, o respeito e o amor. Na imagem, a diretora Cibele Racy mostra os registros de algumas das ações Evelson de Freitas/BOL Mais

Cibele Racy teve, dentro de casa, o estímulo para virar professora. Filha de uma educadora, ela brincava de dar aula para a avó. Segundo Cibele, uma professora da pré-escola também fez toda a diferença para ela embarcar na profissão Evelson de Freitas/BOL Mais

Na escola Nelson Mandela, a questão do racismo é uma luta diária. Com vários projetos diferentes, a instituição incluiu uma festa afro-brasileira em um dos anos. Na imagem, uma das professoras atua como esposa de Nelson Mandela, que morreu em 2013. A festa foi uma homenagem ao Madiba, como também é conhecido. Ele virou uma espécie de avô para os estudantes Evelson de Freitas/BOL Mais

Em outro ano, foi a vez de os índios serem homenageados. A diversidade é uma bandeira da escola, que já sofreu com atos racistas e pichações por conta de sua atuação a favor da negritude e do respeito ao próximo Evelson de Freitas/BOL Mais

Figuras de afeto (ao fundo) foram sendo criadas para dar referência às crianças que estudam na EMEI Nelson Mandela. Uma família diversa, com um pai negro, sul-africano, uma mãe branca, brasileira, e dois filhos que também nasceram no Brasil, são a cara da instituição Evelson de Freitas/BOL Mais

Na imagem, a filha Dayo (esq.), ao lado da mãe, Sofia, do irmão, Henrique, e do pai, Azizi (dir.) Evelson de Freitas/BOL Mais

Nelson Mandela tornou-se o patrono da escola em 2016, após um pedido da instituição para mudar o nome do local, antes chamado de EMEI Guia Lopes. Assim, preceitos como a igualdade racial foram estampados em cartazes pela escola Evelson de Freitas/BOL Mais

Alunos organizam a casa da família Abayomi. O nome vem da cultura africana e tem relação direta com bonecos. Segundo a história, as mães africanas que vinham como escravas para o Brasil rasgavam retalhos de suas saias e, a partir deles, criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa "Encontro precioso", em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano Evelson de Freitas/BOL Mais

Chegou a hora do almoço na EMEI Nelson Mandela. Estudantes entre 4 e 5 anos brincam e organizam o momento em família. Evelson de Freitas/BOL Mais

Na escola, uma das ações a favor da diversidade é a não classificação e distinção de classes por idade. Lá, eles apostam em salas multisseriadas Evelson de Freitas/BOL Mais

Uma das alunas da EMEI Nelson Mandela apresenta a matriarca da família Abayomi: Sofia. Ela é uma brasileira fruto do casamento de dois espantalhos que viviam antigamente na escola Evelson de Freitas/BOL Mais

Dois alunos apresentam Azizi, o pai da família. Ele é sul-africano e, quando chegou ao Brasil, logo se apaixonou por Sofia Evelson de Freitas/BOL Mais

Nelson Mandela aparece em diversos itens pela escola. Na imagem, uma aluna segura um porta-estandarte com a imagem do líder sul-africano Evelson de Freitas/BOL Mais

A chegada de um boneco que representa um príncipe negro gerou uma certa estranheza na escola, a princípio. Mas, aos poucos, além de se acostumarem com a presença do sul-africano, as crianças - em sua maioria negras - viram-se representadas por uma das figuras de afeto Evelson de Freitas/BOL Mais

Olha quanto amor! Os estudantes da EMEI Nelson Mandela não apenas se acostumaram com as figuras de afeto, como também se apaixonaram por elas Evelson de Freitas/BOL Mais

Cibele Racy, diretora da escola, faz questão de estar presente na rotina dos alunos. E eles adoram. Prova disso são os encontros e carinhos que eles fazem toda vez que a encontram pelo pátio Evelson de Freitas/BOL Mais

Cibele tem 57 anos. Trinta e sete deles foram dedicados somente à rede pública de ensino. Nos últimos 12 anos, ela aceitou o desafio de gerir uma grande escola na zona norte de São Paulo Evelson de Freitas/BOL Mais

Para a educadora, a escolha por uma escola pública estava intimamente relacionada ao fato de ela pensar que, naquele contexto, poderia fazer uma grande diferença na vida das crianças Evelson de Freitas/BOL Mais

E não é que fez? Cibele já ganhou cinco prêmios por conta das metodologias de ensino utilizadas na EMEI Nelson Mandela. As principais bandeiras da instituição são a cultura de paz e a diversidade Evelson de Freitas/BOL Mais

Questionada sobre a prossibilidade de parar e se aposentar, Cibele é enfática: "Eu chego em casa e eu continuo trabalhando. É um prazer que eu encontro nisso. Eu me alimento da educação" Evelson de Freitas/BOL Mais

No sorriso de Cibele, dá para ver que a vida dela está diretamente atrelada ao trabalho com as crianças da EMEI Nelson Mandela Evelson de Freitas/BOL Mais

Além de projetos relativos à diversidade, a escola investe o grande espaço que possui para incluir atividades diferentes na rotina das crianças. Um redário, com diversas redes para descanso, é uma das áreas criadas pela diretora Cibele Evelson de Freitas/BOL Mais

Cibele lê um livro enquanto crianças observam a diretora da EMEI Nelson Mandela Evelson de Freitas/BOL Mais

Outro espaço criado pela diretora foi a brinquedoteca. Nos dias de chuva, quando não dá para brincar ao ar livre, é para lá que as crianças vão Evelson de Freitas/BOL Mais

Os bonecos da família Abayomi começaram a ser confeccionados pela própria diretora Cibele Racy. Ela cuida com carinho das figuras de afeto da escola Evelson de Freitas/BOL Mais

Cibele Racy aparece ao lado dos bonecos da família Abayomi. As figuras de afeto são parte importante da escola, que se tornou referência na cultura de paz Evelson de Freitas/BOL Mais

Abayomi, assim como Sofia, já foi espantalho e cuidava da horta da escola Evelson de Freitas/BOL Mais

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