Conheça alguns dos mortos e desaparecidos durante o regime militar

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    • Golpe de 1964 [74193]; Ditadura militar brasileira [28025]; História do Brasil [52600];
Fotos

A ditadura militar no Brasil (1964-1985) fez inúmeras vítimas fatais. Entre os mortos, há militantes da esquerda mortos por policiais e militares em confrontos, em ataques ou dentro das dependências do regime em longas sessões de tortura. A esquerda armada fez também vítimas entre militares, empresários e estrangeiros. A foto tirada em 1995 mostra Helena dos Santos Pereira, mãe de Miguel Santos Pereira, preso político desaparecido Evelson de Freitas/Folhapress Mais

Ainda não se sabe ao certo quantas foram as vítimas da ditadura. Até o momento, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos, tem uma lista oficial de 362 nomes. Sendo que entre eles, há mais de uma centena de desaparecidos. Grupos indígenas e camponeses já pediram à Comissão Nacional da Verdade a inclusão de mais de 2.000 nomes à lista de vítimas. Na foto, manifestação do MST em 2010 Pedro Ladeira/Folhapress Mais

Entre as vítimas conhecidas está o estudante de geologia da USP (Universidade de São Paulo) Alexandre Vannucchi Leme. Vannucchi foi morto em 1973, aos 22 anos, nas dependências do DOI-Codi em São Paulo, após ser preso por agentes do órgão de repressão do governo militar Reprodução Mais

O jornalista Vladimir Herzog apresentou-se na sede do DOI-Codi em 24 de outubro de 1975 para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro). No dia seguinte, foi morto aos 38 anos. A versão oficial é de que ele teria se enforcado, mas na verdade o jornalista não resistiu às torturas que sofreu Divulgação Mais

O ex-deputado federal Rubens Paiva foi preso em casa na manhã do dia 20 de janeiro de 1971. Torturado, morreu no dia seguinte. A versão está no relatório preliminar da Comissão Nacional da Verdade, apresentado em fevereiro de 2014. A versão oficial do Exército é que Paiva foi resgatado por guerrilheiros quando estaria sendo transferido Arquivo Pessoal Mais

Ana Rosa Kucinski e seu marido, Wilson Silva, eram ativistas políticos que lutaram contra o regime militar. Os dois tinham 32 anos de idade e quatro anos de casado quando desapareceram em 1974. Seus corpos nunca foram encontrados. Ana Rosa Kucinski (foto) era professora do Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) Reprodução/Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Mais

Os grupos da esquerda armada também fizeram vítimas durante o regime militar (1964-1985). Em 1968, o capitão do Exército norte-americano EUA Charles Rodney Chandler foi morto em São Paulo. Ele cursava sociologia na capital paulista. Segundo os guerrilheiros, ele trabalharia para a CIA (agência de inteligência dos EUA) Cícero O. Neto/Folhapress Mais

O empresário dinamarquês radicado no Brasil Henning Albert Boilesen (centro) era presidente do grupo Ultragás. Foi um dos financiadores da Oban (Operação Bandeirante), em São Paulo. O empresário foi morto em 1971 na alameda Casa Branca (zona oeste de São Paulo) por militantes de esquerda acusado de financiar as torturas do regime militar Reprodução do filme "Cidadão Boilensen" Mais

Integrante da organização VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), o oficial do Exército Carlos Lamarca (à esq.) foi morto em 1971 no município de Pintada, na Bahia. Sua companheira, Iara Iavelberg, morreu no mesmo ano em Salvador. Oficialmente, ela teria se suicidado após ter sido cercada pela Polícia Federal. A versão, no entanto, foi rejeitada em 2003 após exumação do corpo, que apresentava várias marcas de tiros Arquivo Folhapress Mais

Em 1976, uma casa no bairro da Lapa, em São Paulo, que era usada para reuniões do PC do B (Partido Comunista do Brasil), foi invadida pelo Exército Brasileiro. No episódio morreram os militantes Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, executados dentro da casa. Um dia antes, João Batista Franco Drummont havia sido preso quando saía do imóvel e levado para as dependências do DOI-Codi, onde foi morto Folhapress Mais

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