Ação na Cracolândia quer resgatar autoestima de usuárias

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Rebeca Mondonato, 37: pintou as unhas de vermelho durante ação dos voluntários no espaço do programa De Braços Abertos, na região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo. Disse que ficou com a autoestima "lá em cima". "A gente é drogado e se sente um lixo. Eu já estou há 10 anos usando crack. Isso aqui é um lixo. Essa ação é muito importante para resgatar a autoestima da gente", contou Bruno Santos/ UOL Mais

Larissa Costa, 25: grávida de sete meses, a ex-recepcionista capixaba disse que não usa mais drogas. Há seis meses ela não mora mais na Cracolândia. Hoje vive em um abrigo da Prefeitura de São Paulo, no Belém (zona leste de São Paulo). "Acho que essa ação é muito importante, faz com que a gente veja que somos lindos de qualquer forma. Eu estou me sentindo linda, capa de revista", disse Bruno Santos/UOL Mais

Elisângela Alves, 39: ex-cozinheira, mãe de seis filhos e com dois netos, a paulista de Itapevi tem a Cracolândia como endereço há dois meses. Mora com o marido. Estava grávida, mas perdeu o bebê. "Pode me marcar no Face para minha família saber que eu estou aqui, que estou bem", disse para uma das voluntárias, depois de posar para um selfie Bruno Santos/UOL Mais

Maria José da Silva, 31: Pernambucana de Vicência, mora há 15 anos em São Paulo, e há sete usa drogas. Mas o vício não a impede de trabalhar. "Saio todos os dias as 8h da manhã para vender minhas bijuterias pelo centro e trabalho três horas por dia como voluntária varrendo as ruas", conta Bruno Santos/UOL Mais

Maria José fez tudo o que tinha direito durante a ação das voluntárias no espaço do programa De Braços Abertos. Ela se diz vaidosa, mas afirma que isso gera "recalque" nas mulheres que também moram na região da Cracolândia Bruno Santos/UOL Mais

"Eu vou escrever um livro [com tudo o que eu já passei], vocês ainda vão ver nas lojas. Vai se chamar 'Tudo aquilo que me venceu'", disse à reportagem do UOL Bruno Santos/UOL Mais

Daiana Cristine Padilha, 26: faz um mês que a paranaense deu à luz uma menina, a única mulher dos cinco filhos que tem. "Ela está em um abrigo da prefeitura. Meu sonho é pegar a minha filha e conseguir largar a droga", disse ao UOL depois de ter as unhas pintadas e ser maquiada pelas voluntárias da 2ª Semana da Diversidade da Beleza na Cracolândia Bruno Santos/UOL Mais

Há sete anos Daiana é usuária de crack. Ao ser fotografada, confidenciou que quando era criança tinha o sonho de ser modelo. "Eu sempre gostei de tirar foto. Adoro me maquiar, mas não tenho maquiagem aqui. Eu estou com outra aparência", disse Bruno Santos/UOL Mais

Eugênio Martins Goulart, 31: ele anda pela Cracolândia com uma foto montado em um touro feita na época em que trabalhava em rodeios na cidade onde morava, no interior de Minas Gerais, e que ainda não usava crack. Levou-a à ação no espaço do De Braços Abertos, onde teve as unhas feitas pelas voluntárias. Disse que a droga o prende em São Paulo. "Uma vez eu fui para a reabilitação, passei um ano sem usar, mas quando eu saí de lá voltei direto para cá. Não tinha para onde ir", relatou Bruno Santos/UOL Mais

Andreza dos Santos Augusto, 31: disse que não mora na Cracolândia, mas em Embu-Guaçu (SP) com a família. Vai para a região no centro de São Paulo quando quer fumar crack, "para não fumar lá" perto dos três filhos, que moram com a mãe dela. "Estou me sentido bonita. Já para dar uns beijos nos 'novinhos'", brincou Bruno Santos/UOL Mais

Mariana Rosa, 26: "Estou me adorando. Fazia muito tempo que não me maquiava", disse a piauiense após ser cuidada pelas voluntárias no espaço do De Braços Abertos. Mariana leva uma grande cicatriz na lateral do rosto. "Foi uma facada que eu levei do meu ex-marido", resumiu, sem entrar em detalhes sobre a violência sofrida Bruno Santos/UOL Mais

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