Apae-SP trabalha no desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual

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    • Síndrome de Down [12505]; Deficiência [11817];
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28.fev.2018 - A Apae-SP (Associação de Pais e Amigos Excepcionais) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que foi fundada em 1961 por um grupo de pais da alta sociedade de São Paulo que tinham filhos com algum tipo de deficiência intelectual. Evelson de Freitas/BOL Mais

A missão da instituição é promover a prevenção e a inclusão da pessoa com deficiência intelectual produzindo e difundindo conhecimento, desde o diagnóstico no nascimento, por meio do Teste do Pezinho, até o envelhecimento, propiciando o desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade, a empregabilidade, a inclusão social e a defesa dos seus direitos Evelson de Freitas/BOL Mais

Jô Clemente, de 90 anos, foi uma das mães que fundaram a associação Mãe de Zequinha, um menino que nasceu com Síndrome de Down. Ela percebeu que seu filho tinha muitas chances de se desenvolver; só faltava informação nos anos 1960 Evelson de Freitas/BOL Mais

Ao contrariar as previsões do pediatra que, na época, disse que Zequinha seria como uma "planta", deveria viver em casa e que não passaria dos 18 anos de idade, dona Jô Clemente empenhou-se em conhecer mais sobre a síndrome e saber como fazer com que seu filho e outras crianças tivessem uma vida como qualquer outra pessoa Evelson de Freitas/BOL Mais

Zequinha (retratado na imagem ao lado da mãe) viveu até os 52 anos. Ele foi um dos primeiros membros da Apae-SP, onde realizou atividades para estimular seu desenvolvimento, estudou e trabalhou. Zeca era tratado pela mãe como qualquer outro filho, sem distinção por conta de sua deficiência Evelson de Freitas/BOL Mais

Jô Clemente, hoje com 90 anos, acompanha à distância o trabalho na Apae-SP. Ela é, atualmente, uma das conselheiras vitalícias e presidente de honra da instituição Evelson de Freitas/BOL Mais

Felipe Clemente Santos é neto de Jô Clemente e atua, hoje, como diretor-presidente voluntário da Apae-SP. O neto mais velho da fundadora da instituição teve contato ainda novo com a Feira da Bondade, projeto que angariava fundos para a Apae Evelson de Freitas/BOL Mais

Felipe Clemente dos Santos era bom de conta e ajudava a vender itens nacionais, com preço mais baixo, na Barraca da Pechincha. Ele mal sabia que estava ajudando a família a lutar por uma boa causa Evelson de Freitas/BOL Mais

"Nessa época eu não tinha a visão total. Eu entendia que meu tio era diferente, mas gostava e me dava muito bem com ele", afirma Felipe. Segundo o diretor-presidente voluntário da instituição, a experiência familiar fez com que ele fosse mais aberto à diversidade: "A gente é muito mais aberto a novas experiências e pessoas diferentes" Evelson de Freitas/BOL Mais

"O que eu mais aprendi é que o que mais trazia felicidade para ele é que as pessoas o tratassem de forma igual. Entendiam as dificuldades que ele tinha, adaptavam-se para falar com ele, mas não o tratavam como uma criança", comenta Felipe a respeito do tio, Zequinha Evelson de Freitas/BOL Mais

Felipe lembra que, na infância, adorava ver filmes de terror com o tio. "Eu passava a madrugada vendo, levava bronca da minha avó e da minha mãe também", conta Evelson de Freitas/BOL Mais

Hoje à frente da Apae-SP, Felipe explica que aprendeu com a avó que é importante que mais pessoas tratem quem tem deficiência intelectual com naturalidade, sem distinção. "Minha avó sempre tratou o Zeca do mesmo jeito. Ela dava mais suporte, mas ela cobrava do mesmo jeito. Não era porque ele tinha uma deficiência intelectual que ele não tinha que tomar banho, escovar os dentes, sair, trabalhar" Evelson de Freitas/BOL Mais

Segundo Felipe, o fato de dona Jô Clemente incentivar o convívio do filho Zequinha com todos o ajudou a viver muito mais do que o pediatra, ao nascer, previa. A expectativa dos 18 anos caiu por água e o tio de Felipe chegou aos 52 anos de idade Evelson de Freitas/BOL Mais

O diretor-presidente voluntário da Apae-SP revela que Jô Clemente sempre quis que a Apae-SP fosse um suporte e não um ambiente para as pessoas com deficiência. "Muitas vezes a proteção pode impedir o desenvolvimento das pessoas. Você tem que suportar, mas não em ponto que sufoque aquela pessoa", explica Evelson de Freitas/BOL Mais

Há cerca de 15 anos, a Apae-SP, vendo a sociedade mais preparada para receber as pessoas com deficiência intelectual, resolveu fechar a escola especial que atuava dentro da instituição. Felipe afirma que a ação foi vista com preconceito, mas era necessária: "A ideia era a de que a gente preparasse escolas comuns para receber quem tinha deficiência. O ideal é que essas pessoas convivam desde cedo com outras que não tenham a deficiência para se desenvolverem mais rapidamente" Evelson de Freitas/BOL Mais

Juliana de Mello, de 37 anos, é funcionária da Apae-SP. Ela trabalha atualmente no setor de voluntariado da instituição. Segundo Juliana, o trabalho que é feito pela instituição a ajudou a aprender muita coisa. "Aprendi a viver, ser capaz de tudo, enfrentar meus medos, meus desafios, enfrentar todas as mudanças e quem sabe a próxima mudança, a gente não sabe como vai ser" Evelson de Freitas/BOL Mais

Juliana leva uma vida normal, utiliza transporte público e já conquistou independência dentro do ambiente de trabalho. Além de amigos, ela revela que já teve até uma "paquerinha" na Apae-SP. Juliana é exemplo de que o estudo e o trabalho auxiliam no desenvolvimento das pessoas com deficiência intelectual Evelson de Freitas/BOL Mais

Luciene Correia de Souza, de 40 anos, é mãe da pequena Sophia Victória, de 7. Há seis anos ela sai de Itaquaquecetuba, no interior de SP, todas as segundas-feiras, para levar a filha à Apae-SP. Na instituição, a menina é atendida por uma equipe de estimulação e reabilitação para crianças com Síndrome de Down. Evelson de Freitas/BOL Mais

Luciene afirma que sempre foi muito bem tratada na Apae-SP, que se sente como em sua casa. "O acolhimento deles me deixou em paz desde o início. Esse é o meu mundo. Fora daqui que eu fico meio preocupada", afirma. Luciene soube que sua filha tinha deficiência intelectual apenas depois do nascimento. Mas, na Apae, ficou mais tranquila em ver que outras mães compartilhavam dos mesmos medos e desafios. Evelson de Freitas/BOL Mais

A reabilitação com crianças que têm algum tipo de deficiência intelectual é realizada desde a infância na Apae-SP. O trabalho ajuda as crianças a se desenvolverem para, mais tarde, se socializarem e estudarem em escolas comuns, próximas às suas casas Evelson de Freitas/BOL Mais

Crianças com Síndrome de Down e outros tipos de deficiência intelectual recebem a ajuda de pais e profissionais para conseguir fazer tarefas do dia a dia desde a infância Evelson de Freitas/BOL Mais

Crianças com Síndrome de Down e outros tipos de deficiência intelectual recebem a ajuda de pais e profissionais para conseguir fazer tarefas do dia a dia desde a infância Evelson de Freitas/BOL Mais

A Apae-SP também possui um laboratório em que são analisados os testes do pezinho - exame que identifica diversas doenças e síndromes, entre elas a Síndrome de Down - de 77% das crianças da cidade de São Paulo. O laboratório que fica na sede da instituição, na Vila Clementino, também faz o estudo de 64% dos testes de todo o Estado Evelson de Freitas/BOL Mais

A Apae-SP foi pioneira no estudo de deficiências intelectuais. A instituição trouxe o teste do pezinho para o Brasil há cerca de 40 anos. Os testes são feitos ainda na maternidade, assim que a criança nasce. O teste básico, incluído no SUS (Sistema Único de Saúde), detecta até seis doenças. Evelson de Freitas/BOL Mais

Profissional trabalha na análise do teste do pezinho em laboratório dentro da sede da Apae-SP, na Vila Clementino Evelson de Freitas/BOL Mais

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