Instituição em Brasília é referência no apoio a crianças com câncer

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    • Leucemia [52984]; Câncer [11573];
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5.jun.2018 - Aos 66 anos, Maria Ângela Marini se orgulha dos rumos que sua vida tomou. Mãe de Joanna, uma mulher de 38 anos que superou a leucemia, diagnosticada quando ela tinha 5 anos, Maria usou sua experiência pessoal para lutar pela causa das crianças com câncer. Há 32 anos ela e outras mães e pais fundaram a Abrace, uma instituição de Brasília que apoia famílias de vítimas da doença Sérgio Dutti/BOL Mais

A filha Joanna e o marido Roberto Marini se orgulham do trabalho de Maria Ângela à frente da instituição. Desde a criação, em 1986, mais de 4.250 famílias já foram assistidas pela Abrace, sendo 900 delas só em 2017 Sérgio Dutti/BOL Mais

Joanna Marini, hoje com 38 anos, tem vagas memórias sobre a luta contra o câncer. Mas adianta que, quando criança, achava que estava passando por uma gripe Sérgio Dutti/BOL Mais

O grande orgulho da Abrace é o fato de ter contribuído para que o número de cura no Distrito Federal aumentasse de 50% para 70% e de ter revertido o índice de abandono do tratamento de 28% para zero, segundo dados da equipe de oncologia do Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Sérgio Dutti/BOL Mais

"Quando o destino nos surpreende, temos que surpreendê-lo também. A doença surgiu na nossa vida, não é mesmo? Uma vez que aconteceu, vamos fazer alguma coisa boa. E Abrace tem vários significados. O principal mesmo é o abraço. Ele é importante em qualquer situação. Desde que seja sincero. É uma das coisas mais importantes. Só não supera o amor", diz Roberto Marini Sérgio Dutti/BOL Mais

"Considero minha missão mesmo, entende? Ninguém vem para esse mundo por acaso, para brincar. Pelo contrário, temos que trabalhar. A gente se apega a cada família, cada criança. Algumas já viraram anjos e sofremos juntos. Mas o trabalho me gratifica, gosto muito e não me pesa. É prazeroso", diz, emocionada, Maria Ângela Sérgio Dutti/BOL Mais

Vanuza de Jesus Araújo, de 42 anos, largou tudo o que tinha em Mato Grosso para tentar um tratamento para a filha Osvaldina Ana, de cinco anos, na capital do país. A menina foi diagnosticada com talassemia, uma doença genética que causa anemia profunda. Por não conhecer ninguém na cidade, foi orientada a procurar a Abrace. Há três meses, mãe e filha moram na Casa de Apoio Sérgio Dutti/BOL Mais

A forma com que Maria Ângela lidou com a doença da filha fez com que Joanna repassasse, atualmente, o que sentiu na época para as mães que estão hospedadas na sede da Abrace. "Sempre reforço: naquele tempo era 50% de chance. Hoje o número já pula para 70%. Quero ajudar essas famílias. Quero mostrar que as mães têm que se tranquilizar e não demonstrar medo, tristeza ou algo ruim para os pequenos", aconselha Sérgio Dutti/BOL Mais

Quando chegou à cidade, Vanuza e a filha dependiam de transporte público. Utilizavam dois ônibus para ir e dois para voltar do hospital. Hoje, contam com a van da instituição, que faz o trajeto diariamente. "Além de ser desconfortável, era perigoso para a nossa vida mesmo. Já tive até celular roubado no trajeto, já que saíamos muito tarde. Graças a Deus, conhecemos a Abrace, que hoje é o nosso lar." Sérgio Dutti/BOL Mais

"Aqui tem muito amor, carinho e dedicação. Coisas que eu não encontraria em nenhum lugar. Nem na minha casa eu tinha. O pai dela [Osvaldina] largou a gente porque, segundo ele, passamos muito tempo no hospital", diz Vanuza Sérgio Dutti/BOL Mais

Osvaldina Ana, de cinco anos, mora há três meses, com a mãe, na Casa de Apoio. Sérgio Dutti/BOL Mais

A menina foi diagnosticada com talassemia, uma doença genética que causa anemia profunda Sérgio Dutti/BOL Mais

Agel, de 10 anos, tem um tumor maligno nas glândulas renais. Ele veio de Minas Gerais e faz tratamento no Hospital das Forças Armadas (HFA) Sérgio Dutti/BOL Mais

"Quando descobri que o Agel, meu único filho, tinha câncer, meu mundo caiu. Abriu um buraco e entrei dentro dele. Mas, agora, meu coração está mais tranquilo. Foi amparado por todos esses anjos da Abrace", conta, emocionada, Rute Pereira, de 33 anos Sérgio Dutti/BOL Mais

Mãe da pequena Anna Clara, de oito anos, Vanessa Costa, de 27 anos, diz que ficou tranquila ao saber que havia outras crianças morando na casa. Segundo ela, o contato com pessoas da mesma idade faz a diferença no tratamento da filha, que enfrenta a leucemia, mas não vai precisar de transplante de medula óssea Sérgio Dutti/BOL Mais

"Aqui, os pequenos passam pela mesma situação que a Anna. Ela não se sente excluída, pelo contrário. Fez fortes laços com os amiguinhos. Isso é incrível, sabe? Não parou de estudar, de brincar, de ser criança", diz a mãe de Anna Clara, Vanessa Costa Sérgio Dutti/BOL Mais

Mãe e filha demonstram o carinho e o companheirismo diário na luta contra a leucemia Sérgio Dutti/BOL Mais

Crianças e mães são companhias umas para as outras na Casa de Apoio da Abrace, em Brasília Sérgio Dutti/BOL Mais

Funcionária presta acolhimento em trabalho diário na Abrace. A instituição oferece alojamentos na Casa de Apoio para crianças que não residem no DF e pequenas reformas nas casas das que moram na cidade, mas vivem em condições precárias, que colocam em risco a saúde do paciente. A instituição fornece ainda alimentação, medicamentos, transporte, assistência odontológica, palestras sobre a doença e apoio logístico domiciliar para os pacientes em cuidados paliativos. Sérgio Dutti/BOL Mais

Cozinheiras preparam a alimentação de crianças e mães que são acolhidas na Abrace. A instituição foi fundada há 32 anos. Sérgio Dutti/BOL Mais

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