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27/08/2007 - 14h26

Baltazar Garzón quer grupo luso-espanhol para investigar ETA

Madri, 27 Ago (Lusa) - O juiz espanhol Baltasar Garzón vai solicitar a criação de uma Equipe Conjunta de Investigação (ECI) com membros portugueses e espanhóis para investigar o atentado da última sexta-feira ao quartel da Guarda Civil em Durango, País Basco (norte da Espanha), atribuído ao grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade).

Fontes judiciárias informaram nesta segunda-feira que o próprio Garzón deve ir a Portugal com um procurador espanhol e uma equipe que investiga o atentado, para estudar uma colaboração com as autoridades portuguesas para o caso.

Garzón se notabilizou em 1998, ao pedir a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, que na época aguardava uma cirurgia em Londres. O juiz pretendia que Pinochet respondesse sobre assassinatos e desaparecimentos de cidadãos espanhóis sob seu governo.

A iniciativa do magistrado, que ainda depende de trâmites judiciais para ser colocada em prática, não está vinculada diretamente a outra medida anunciada domingo pelo ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, que pretende que Espanha e Portugal investiguem em conjunto a eventual existência uma estrutura lusa do ETA.

No atentado de sexta-feira, os autores usaram um carro alugado em Portugal em maio para fugir. O fato levou o principal responsável pela polícia espanhola, Joan Mesquida, a levantar a hipótese de existência de uma estrutura do ETA em Portugal.

Caso seja efetivamente formado, o grupo de investigação luso-espanhol será regulamentado pela legislação européia para esse tipo de matéria, semelhante a unidades idênticas criadas no passado pela Espanha com a França.

Em 2004 foi criado, por exemplo, uma ECI com Paris para investigar atentados contra interesses turísticos ocorridos no verão de 2003.

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