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ANSA

26/10/2009 - 10h51

Uruguai-Eleições: Vice-presidente lamenta continuidade de Lei de Anistia

BUENOS AIRES, 26 OUT (ANSA) - O vice-presidente do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, considerou hoje como "muito dura" a não aprovação da anulação Lei de Caducidade, que anistiou agentes da ditadura militar, o que demonstra que o passado uruguaio "não foi bem resolvido".

De acordo com Novoa, o resultado da consulta -- realizada ontem simultaneamente às eleições presidenciais e legislativas do país, em que menos de 50% dos uruguaios votaram pelo fim da Lei da Caducidade, aponta que a "sociedade uruguaia se nega a enterrar o passado".

O vice-presidente, no entanto, recordou que há uma decisão da Corte Suprema que possibilitará abrir processos contra repressores que foram anistiados por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura que governou o país entre 1973 e 1985.

O dispositivo foi submetido a um referendo ontem, mesmo dia em que os uruguaios compareceram às urnas para eleger um novo presidente e um novo vice-presidente, 30 senadores, 99 deputados e cinco membros para cada Junta Eleitoral.

Eles também se pronunciaram sobre outra reforma constitucional, referente à possibilidade de compatriotas poderem participar das eleições por meio do Voto Epistolar, por correspondência. Medida que também não foi aprovada, segundo as projeções parciais da votação.

Sobre os resultados preliminares do pleito, Novoa disse que sua legenda, a coalizão Frente Ampla e que postula o senador José Mujica ao cargo de presidente, esperava obter maioria no Parlamento.

Por outro lado, ele destacou a alta popularidade do presidente Tabaré Vázquez, que conta com mais de 60% de aprovação popular a menos de cinco meses do término de seu mandato.

"O amargo é que nós não conseguimos ganhar em primeiro turno", disse Novoa, segundo publicou hoje a agência argentina Télam.

De acordo com os últimos resultados da Corte Eleitoral, com mais de 96% das urnas apuradas, Mujica detém 48,13% dos votos. Seu principal adversário, o ex-presidente Luis Lacalle, candidato do Partido Nacional, está com 28,96%. Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, aparece com 16,93%, enquanto Pablo Mieres, do Partido Independente, registra 2,47% dos votos.

Já sobre as consultas populares, dos cerca de 2,5 milhões de uruguaios que votaram ontem, 47% disseram ser a favor da anulação da Lei de Caducidade, enquanto 36,9% apoiaram o Voto Epistolar.

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