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01/02/2010 - 16h01

Embaixador dos EUA admite erros em perseguição a aliados de Saddam

As consequências dos erros cometidos em 2003 durante a ação contra os aliados do ex-ditador Saddam Husein são sentidas no Iraque, enquanto se aproximam as eleições do dia 7 de março, admitiu o embaixador dos Estados Unidos em Bagdá, Christopher Hill.

"Acho que não há ninguém capaz de afirmar que não foram cometidos erros no início do processo de exclusão de dezenas de milhares de funcionários do partido Baath, que foram proibidos de voltar à política e à vida pública após a invasão americana", disse Hill.

É a primeira vez que um alto representante americano ainda no posto reconhece que o processo de desmantelamento do partido do ex-presidente iraquiano, derrubado em 2003.

A polêmica medida, primeira decisão tomada pelo pró-cônsul americano Paul Bremer imediatamente após a invasão do Iraque, deu origem à adesão dos chefes sunitas e de ex-oficiais do Exército iraquiano à insurreição.

"Sabíamos que a 'desbaathificação' representaria um problema (antes das eleições). O processo suscitou comoção entre os iraquianos (...) e muita preocupação", afirmou Hill, a cinco semanas do pleito.

Mais de 500 candidatos às eleições legislativas de 7 de março foram eliminados por suspeitas de pertencerem ao Baath.

Bremer havia ignorado o fato de que, na época de Saddam, todos os funcionários eram obrigados a jurar fidelidade ao partido oficial para progredir na carreira.

Hill, que está em Bagdá desde abril de 2009, também criticou a composição, em 2003, do Conselho de Desbaathificação, dirigido por Ahmed Chalabi, um político xiita que teria incentivado os Estados Unidos para intervir no Iraque, com base em informações falsas.

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