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Sábado, 24 de agosto de 2019

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Países do G20 concentram 80% do comércio mundial

Redação Central, 9 nov (EFE).- O Grupo dos 20 (G20), criado em 1999, concentra 80% do comércio global (incluindo o comércio dentro da União Europeia) e dois terços da população do planeta.

O grupo é integrado pelos países do Grupo dos Oito (G8: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia), União Europeia, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia.

Surgiu como resposta à crise financeira do fim dos anos 90 e para dar voz aos países emergentes.

O G20 não conta com uma secretaria permanente e sua Presidência funciona anualmente em sistema de rodízio entre seus membros, segundo grupos regionais. O país que o preside faz parte de uma comissão junto com o presidente anterior e o seguinte.

Em 2010, integram a comissão presidencial o Reino Unido (anterior presidente), Coreia do Sul (atual) e França (próximo).

Das reuniões, de caráter anual, também participam o presidente do Banco Mundial e o diretor do FMI. Além disso, são convidados representantes de instituições como o Fórum de Estabilidade Financeira e especialistas do setor privado.

Desde seu nascimento, o G20 realizou 11 cúpulas anuais de ministros de Finanças e quatro extraordinárias: em Washington em novembro de 2008, Londres (abril de 2009), Pittsburgh (setembro de 2009) e Toronto (junho de 2010).

PRINCIPAIS CÚPULAS ORDINÁRIAS DO G20

As cúpulas anuais do G20 são realizadas no país que ocupa a Presidência rotativa, e delas participam os ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países-membros.

- Cúpula de Berlim (Alemanha).- Em 16 de dezembro de 1999, o Grupo dos 20 se reuniu pela primeira vez em Berlim.

Em suas conclusões, o G20 enfatizou que é essencial dispor de taxas de câmbio e de uma política monetária consistentes para evitar a vulnerabilidade das economias.

- Cúpula de Montreal (Canadá).- Em sua reunião de outubro de 2000, o G20 reconheceu que os Governos têm um papel importante na formulação e execução de políticas para promover a estabilidade financeira e econômica e aproveitar os benefícios da globalização".

- Cúpula de Ottawa.- Em 17 de novembro de 2001, o G20 analisou a situação mundial agravada pela desaceleração, após os atentados de 11 de setembro nos EUA. Foi acordado um plano de ação contra o financiamento do terrorismo, para impedir que os terroristas tenham acesso aos sistemas financeiros.

- Cúpula de Nova Délhi.- Nos dias 22 e 23 de novembro de 2002, o G20 se comprometeu a reduzir as barreiras que prejudicam o comércio e concordou em eliminar em fases os subsídios. Além disso, chegou a um acordo para tomar as medidas necessárias para acabar com o financiamento do terrorismo.

- Cúpula do México.- Nos dias 27 e 28 outubro de 2003, na Cúpula do G20 do México, foram analisados os procedimentos para combater os delitos financeiros.

- Cúpula de Berlim.- Na cúpula do G20 realizada nos dias 19 e 20 de novembro de 2004 na capital alemã, foi adotado o Acordo para o Crescimento Sustentável, que propõe linhas mestras aplicáveis em níveis nacional e global, e uma Agenda de Reforma, com as medidas sugeridas por cada país.

- Cúpula de Pequim.- Em 15 e 16 outubro de 2005 foi realizada a sexta cúpula do G20, na qual os países-membros pediram por uma rápida liberalização do comércio internacional e criticaram as medidas protecionistas.

- Cúpula de Melbourne.- Na cúpula dos dias 18 e 19 de novembro de 2006, os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais concordaram sobre a necessidade de adequar o FMI, o Banco Mundial (BM) e outras instituições multilaterais ao mundo atual, e destacaram o então positivo panorama da economia mundial.

- Cúpula da Cidade do Cabo.- Realizada em 17 e 18 de novembro de 2007, a reunião do G20 analisou a definição do conceito de "espaço fiscal" para favorecer o desenvolvimento; uma possível reforma das estruturas do FMI e o Banco Mundial e como tratar os ciclos dos mercados de matérias-primas.

- Cúpula de São Paulo (Brasil).- Na reunião realizada em 8 e 9 de novembro de 2008, o Brasil defendeu uma reforma do sistema financeiro internacional que desse aos países emergentes maior participação nas organizações multilaterais e mais controle aos Governos sobre os mercados.

- Cúpula de Saint Andrews (Reino Unido).- Realizada em 6 e 7 de novembro de 2009 sob a Presidência do Reino Unido, debateu medidas contra a recessão econômica e a mudança climática. Não aceitou a proposta do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, de criar uma taxa sobre transações financeiras internacionais.

CÚPULAS EXTRAORDINÁRIAS:.

- Cúpula de Washington.- Em 14 e 15 de novembro de 2008, foi realizada em Washington uma cúpula extraordinária convocada pela Casa Branca a fim de redesenhar o sistema financeiro mundial, imerso em uma grave crise desencadeada principalmente pelas hipotecas de alto risco ("subprime") americanas.

- Cúpula de Londres.- Na cúpula do abril de 2009, que contou pela primeira vez com a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, os líderes dos países desenvolvidos e emergentes chegaram a um acordo para tentar superar a crise econômica, que inclui uma reforma do sistema financeiro e um fundo de US$ 1 trilhão para os organismos multilaterais.

- Cúpula de Pittsburgh (EUA).- Realizada nos dias 24 e 25 de setembro de 2009 e presidida por Barack Obama. O G20 saiu dela como o grande fórum econômico que sucederá o G8 na tomada de decisões globais.

Os governantes apoiaram a supressão paulatina das subvenções aos combustíveis fósseis, a luta contra o protecionismo e a transferência de 5% dos votos dos países ricos no Fundo Monetário Internacional (FMI) aos menos desenvolvidos.

- Cúpula de Toronto.- Realizada em 26 e 27 de junho de 2010, seu comunicado final estabelece que os países desenvolvidos terão que reduzir os déficits "pelo menos à metade" até 2013, assim como estabilizar ou reduzir o peso da dívida para 2016. No entanto, limita este compromisso ao grupo dos países avançados, o que deixa aos emergentes a possibilidade de manter o crescimento com gasto públicos durante um período.

- Cúpula de Seul (Coreia do Sul).- A cúpula de 11 e 12 de novembro estará centrada na aprovação do acordo denominado Basileia III, que se refere ao conjunto de medidas estipuladas em setembro de 2010 pelos governadores dos bancos centrais e as autoridades monetárias dos 27 países-membros do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia para reforçar a solvência e liquidez de entidades de crédito.
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