Servidores do STF aderem à greve do Poder Judiciário, mas mensalão e serviços essenciais serão mantidos

Heloisa Cristaldo
Da Agência Brasil, em Brasília

Os servidores do STF (Supremo Tribunal Federal) aderiram hoje (23) à greve que ocorre em órgãos do Judiciário, por tempo indeterminado. A paralisação não deve afetar os serviços essenciais da Corte e do julgamento do mensalão, segundo informações da representante do movimento grevista, Mônica Villarino.

De acordo com Mônica Villarino, os servidores do STF rejeitaram proposta do Poder Executivo, de reajuste de 15,8% dividido em três anos, em assembleia realizada ontem. "Somando o tempo que estamos sem reajuste, já serão nove anos [o último aumento salarial da categoria foi em 2006]. É um valor inviável, não cobre sequer a inflação", argumentou.

A reivindicação da categoria é a aprovação do Projeto de Lei 6.613, em tramitação desde 2009, que prevê reajustes de 56% na folha salarial dos servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União.

Greve de servidores públicos
Greve de servidores públicos

Pelo projeto, enviado ao Congresso Nacional pelo STF, o vencimento básico do analista judiciário no início de carreira será R$ 6.855,73 e, no fim de carreira, R$ 10.883,07. A esse valor é acrescida a Gratificação Judiciária (GAJ), que corresponde a 50% do vencimento básico do servidor, além de vantagens pecuniárias. Somadas as gratificações, a remuneração inicial do analista judiciário passará dos atuais R$ 6 mil para cerca de R$ 10 mil. O salário do mesmo cargo no final da carreira vai de R$ 10 mil para cerca de R$ 16 mil.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), a greve conta com a adesão dos tribunais de Justiça dos Estados de São Paulo, Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, da Bahia, de Santa Catarina, Minas Gerais, Alagoas, do Piauí, Maranhão e do Distrito Federal. Além deles, também estão em greve o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) e o Ministério Público da União (MPU).

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