Padre que defende gays fez "escândalo" e cometeu "heresia", afirma diocese

do BOL, em São Paulo

  • Denise Guimarães/Futura Press

    Roberto Francisco Daniel, 48, conhecido como padre Beto, durante entrevista coletiva concedida neste sábado (27) em sua casa, em Bauru (SP), na qual anunciou seu afastamento da Igreja Católica

    Roberto Francisco Daniel, 48, conhecido como padre Beto, durante entrevista coletiva concedida neste sábado (27) em sua casa, em Bauru (SP), na qual anunciou seu afastamento da Igreja Católica

A Diocese de Bauru (SP) disse nesta segunda (29), em um comunicado, que todas as iniciativas de diálogo com o padre Beto foram esgotadas. A mensagem foi divulgada um dia após fiéis terem lotado as missas de despedida do religioso, que defendeu abertamente seu apoio aos homossexuais.

O texto diz que, "em nome da liberdade de expressão", o padre "traiu o compromisso de fidelidade à igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial". As informações são da "Folha de S. Paulo".

De acordo com a diocese, com as declarações divulgadas em vídeo na internet, o padre cometeu um "gravíssimo delito de heresia" cuja pena prescrita é a excomunhão.

Quem é excomungado não pode participar de nenhuma cerimônia do culto católico, celebrar ou receber sacramentos. Não pode batizar ou ser batizado, casar-se ou realizar um casamento, confessar-se ou ouvir confissões.

Como membro desligado da Igreja Católica, também não recebe mais os benefícios, como pensão, por cargos que tenha exercido.

Ainda na segunda-feira (29), ao lado de uma advogada, o padre Beto procurou um cartório para registrar seu pedido de afastamento logo após ser informado sobre a excomunhão.

(Com informações da "Folha de S. Paulo")

 

Últimas notícias Ver mais notícias