Brasileiros transformam realidade virtual e games em ferramentas para reabilitação física

do BOL, em São Paulo

  • Reprodução/Brainn

    Tecnologias usadas em terapias estão associadas ao entretenimento e aos jogos eletrônicos

    Tecnologias usadas em terapias estão associadas ao entretenimento e aos jogos eletrônicos

Pesquisadores brasileiros apresentaram novas técnicas voltadas à reabilitação motora e neurofuncional baseadas em tecnologias ligadas ao mundo do entretenimento, como os videogames, sensores de movimento e óculos de realidade virtual.

Além de deixar as sessões de tratamento mais divertidas, o uso da tecnologia torna a reabilitação mais segura e eficaz, segundo dois pesquisadores que apresentaram seus projetos no congresso BRAINN, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Diferentemente do uso nos jogos eletrônicos, onde a interação está geralmente limitada ao passeio virtual e às possibilidades oferecidas por um controle de videogame, o aplicativo desenvolvido pelo pesquisador Alexandre Brandão permite caminhar livremente sem sair do lugar, com o uso de sensores que detectam o movimento das pernas.

O projeto de Brandão, batizado de e-Street, foi pensado para beneficiar pacientes em reabilitação física, como os que tiveram um acidente vascular cerebral (AVC), mas pode ser utilizado também para treinar idosos e outros pacientes com limitações motoras, em tratamentos de fisioterapia e/ou terapia ocupacional.

Outro projeto apresentado no congresso foi o de Glauco Caurin, da Universidade de São Paulo (USP), que utiliza membros robóticos para auxiliar na fisioterapia.

Desenvolvido para a ajudar na reabilitação de punhos e tornozelos, um equipamento especial é acoplado ao corpo do paciente, que precisa realizar movimentos simples, como pegar um objeto, propostos por um jogo eletrônico. Caso o paciente não consiga fazer a ação, o robô pode ajudá-lo, respeitando o grau de auxílio definido pelo fisioterapeuta responsável.

"Com o robô é possível realizar quase dez vezes mais movimentos em uma sessão do que com a ajuda de um fisioterapeuta, pois o profissional também entra em fadiga", disse o pesquisador, que destacou que o equipamento não substitui os profissionais de saúde.

(Com informações da FAPESP)

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