"Nem os mais otimistas" acreditavam na reforma trabalhista, diz Temer em vídeo

Luciana Amaral
Do UOL, em Brasília

Em vídeo divulgado nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (17), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), declarou que nem as pessoas "mais otimistas" esperavam que a reforma trabalhista fosse aprovada e que o governo pudesse "recuperar o tempo perdido" de forma tão rápida.

"Eu tenho muito orgulho em dizer que vencemos a maior recessão de nossa história e temos de celebrar, volto a dizer, a reforma trabalhista", disse. "Nem os mais otimistas acreditavam que fosse possível recuperar o tempo perdido tão rapidamente. A nova lei coloca o Brasil no século 21 nas relações trabalhistas". O vídeo foi gravado nesta segunda no Planalto, de onde Temer despacha diariamente.

A reforma trabalhista foi sancionada pelo presidente na última quinta-feira (13), em evento no Planalto.

Na avaliação de Michel Temer, "muito ainda se falará" sobre a nova legislação e o quanto ela ajudou a criar novas vagas de emprego. Para ele, pessoas que hoje vivem na informalidade conseguirão trabalhar de carteira assinada com os estímulos da reforma.

No mesmo dia em que lei foi sancionada, o relatório favorável ao prosseguimento da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer elaborado pelo deputado federal Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) foi reprovado pela maioria da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. O parecer que recomenda a rejeição da denúncia, do deputado Paulo Abi-ackel (PSDB-MG), por sua vez, foi aprovado.

Agora, o parecer de Abi-ackel tem de ser lido em plenário para ser publicado no Diário Oficial da Câmara e, então, a denúncia ser incluída na pauta de votações pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nesta segunda, como não houve quórum para a leitura do relatório, ficou decidido que o ato se dará em 1º de agosto, na primeira sessão após a volta do recesso parlamentar.

Segundo Maia, a votação será no dia 2 de agosto, mas é preciso que exista um quórum de 342 deputados presentes para dar início ao pleito.

Sem citar a análise da denúncia pela CCJ, Temer afirmou no vídeo publicado nesta segunda-feira que o governo teve dias "desafiadores", mas de "muito trabalho e de excelentes resultados para o país". Entre os pontos que exaltou estão os bons resultados na safra deste ano, a queda da inflação e dos juros e a regularização fundiária, além do aumento no crédito para pessoas físicas. Ainda segundo o presidente, a renda média do trabalhador está subindo e a indústria dá sinal de melhoras.

Em seguida, Michel Temer falou que a mesma "revolução" promovida na relação empregado-empregador com a reforma trabalhista será aplicada no que o Planalto chama de "simplificação do sistema tributário".

A reforma tributária, afirmou, será levada "adiante em brevíssimo tempo". A questão, porém, está emperrada desde março deste ano. Na época, Temer disse que até o final daquele mês editaria uma Medida Provisória para simplificar regras do PIS (Programa de Integração Social) e, até o final deste primeiro semestre, editaria outra MP para simplificar o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Mas nada disso aconteceu.

O presidente Michel Temer também reforçou a necessidade de "salvar", segundo ele, a Previdência Social por meio da reforma proposta pelo Planalto para "salvar as nossas futuras gerações". A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma previdenciária está pronta para ser votada no plenário da Câmara. No entanto, diante do agravamento da crise política, está parada na Casa desde o dia 9 de maio.

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