Alunos simulam em escola 'banca do tráfico' com imitações de fuzis e drogas no Dia do Carioca

Marcela Lemos
Colaboração para o UOL, no Rio

  • Reprodução

    Cinco alunos adolescentes representaram traficantes e o comércio ilegal de drogas do Rio

    Cinco alunos adolescentes representaram traficantes e o comércio ilegal de drogas do Rio

Um grupo de estudantes do Colégio Pedro II causou polêmica nas redes sociais ao divulgar fotos de um dia temático na escola, onde aparecem portando imitações de fuzis e embalagens que simulam sacos de cocaína e tabletes de maconha.

A atividade proposta na unidade de São Cristóvão do colégio, na zona norte carioca, era de um dia temático em que o estilo de vida do carioca deveria ser representado.

No entanto, cinco alunos entre 16 e 17 anos representaram traficantes e o comércio ilegal de drogas do Rio. A única menina a participar do grupo adotou a personagem de mulher do chefe do tráfico. A definição de comunidade carioca foi apresentada no pátio da escola durante o horário do recreio às 10h da última terça-feira (5).

Em uma nota pública, o diretor do Pedro II explicou que atividades temáticas são rotineiras na escola e que o grupo agiu sem consentimento dos professores. Oscar Halac minimizou o ocorrido.

"Todos os dias os cariocas se deparam em jornais e revistas, em telenovelas, com ações de traficantes com armas e drogas. Além disso, são vítimas cotidianamente da violência urbana, assassinatos e assaltos, e os alunos do Pedro II muitos residem em áreas risco e vulnerabilidade social."

Na nota, o diretor da escola criticou a divulgação das imagens por um blog. "Prestou-se a divulgar imagens de estudantes com foco totalmente descontextualizado", defendeu.

Preocupada com a postura dos alunos, uma comissão de pais pediu à diretoria providência sobre o caso. Uma mãe que pediu para não ser identificada se disse preocupada.

"A gente espera da escola atividades educacionais. Exemplos positivos. Como o colégio permitiu uma apresentação dessa? Esses alunos tinham que ter sido chamados atenção na hora e a exposição suspensa", avaliou a mãe.

De acordo com o Pedro II, os alunos foram identificados e medidas educacionais foram adotadas.

Nas redes sociais onde um vídeo da atividade foi divulgado, alguns internautas apoiaram a instituição.

"Uma escola de vida e cidadania, onde se discute de tudo. Está sempre à frente e na frente, oferece aos estudantes a liberdade de expressão e discussão. Caretas e reacionários: tirem as mãos do CPII", diz um dos comentários.

Outros criticaram o comportamento dos estudantes. "Isso não é didática nem educação. É ensino de bandidagem", disse um internauta.

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