Funcionários do MAM são agredidos em protesto contra performance acusada de pedofilia

do BOL, em São Paulo

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    Vídeo de performance no MAM, em São Paulo, provocou polêmica ao mostrar uma criança com a mãe tocando o pé de um homem nu

    Vídeo de performance no MAM, em São Paulo, provocou polêmica ao mostrar uma criança com a mãe tocando o pé de um homem nu

Funcionários do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), localizado no parque do Ibirapuera, foram agredidos neste sábado (30), durante manifestação contra a performance do bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz.

De acordo com informações da Veja, a assessora de imprensa do museu, Roberta Montanari, levou um soco de uma manifestante e foi xingada de "pedófila". A revista afirma ainda que outros funcionários também foram agredidos, física e verbalmente, por 20 pessoas que se reuniram em frente à sede do museu para protestar contra a performance de Schwartz, que causou polêmica na última terça-feira (26), durante a abertura da 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira.

Na performance "La Bête", o artista Wagner Schwartz deita-se completamente nu sobre um tablado imitando uma das obras de arte da série Bichos, de Lygia Clark. A intenção é que a obra de arte saia do quadro e provoque interação com o público. Um vídeo que circulou pelas redes sociais mostra uma criança, que estava na plateia acompanhada da mãe, tocando o pé do homem. A cena resultou em acusações de pedofilia ao museu, lideradas por integrantes do grupo Movimento Brasil Livre (MBL), e ameaças ao curador da mostra, Luiz Camilo Osório.

Antes do protesto deste sábado (30), um grupo de manifestantes já havia feito um protesto em frente ao museu na sexta-feira (29), usando cartazes com dizeres como "Estão erotizando os teus filhos". Além disso, o museu tem sido atacado nas redes sociais. O Ministério Público de São Paulo investiga se houve crime ou violações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pelo MAM, pelo artista ou pela mãe da criança. O órgão solicita que YouTube e Facebook retirem vídeos da performance do ar, inclusive aqueles que estiverem atrelados a notícias sobre a exposição.

Também na sexta-feira (29), o MAM divulgou uma nota defendendo que o trabalho do artista "não tem conteúdo erótico ou erotizante" e que a performance foi realizada em evento para convidados. "A sala estava sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez do artista", diz o texto.

Museus como o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) e o MAR (Museu de Arte do Rio) usaram as redes sociais para manifestar apoio ao MAM. A artista Adriana Varejão e a atriz Maria Ribeiro também defenderam o museu na web.

(Com informações de Veja e Folha de S.Paulo)

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