Mãe se recusa a enterrar filha dada como morta há dois dias

Do BOL, em São Paulo

Teresa Cristina Mendes, de 48 anos, se recusa a enterrar a filha dada como morta há dois dias. Mesmo com o atestado de óbito emitido e com a jovem dentro de um caixão, Teresa afirma que a filha não morreu. Caso acontece em Rio Largo, região metropolitana de Maceió (AL). As informações são do G1.

Débora Isis Mendes de Gouveia, 18 , deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 6 de novembro com infecção urinária. O quadro da jovem se agravou e ela teve uma infecção nos rins e precisou ser transferida. Dois dias depois, ela estava no Hospital Vida, em Jatiúca, e seu estado era grave. Às 14h10 do último domingo (12), Débora foi dada como morta.

Em entrevista ao G1, a mãe de Débora diz que a família tem histórico de catalepsia, um estado que pode ser confundido com a morte. "Esse problema acontece na família. Quando deu um ataque em mim eu tive uma dor muito forte na perna e eu fiquei assim, só retornei depois de quatro dias. Esse problema está se agravando e vem acontecendo na família", diz Teresa Cristina. "Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a temperatura de morto. Acredito que minha filha está viva", completa.

Os moradores da região concordam com Teresa e acreditam que Débora está viva. "Eu acredito em um Deus vivo. É uma menina evangélica. A mãe dela não é louca. Ela não está fedendo. É capaz dela se levantar dali para mostrar a muita gente que Deus existe", relata Ailton Gabriel dos Santos, 43. Ele esteve na casa da família na manhã de hoje (14) e afirma ter visto a jovem dada como morta chorar durante uma oração.

O delegado Manuel Wanderley Cavalcante pediu uma nova avaliação médica para confirmar a morte de Débora. A jovem será levada para o Instituto de Medicina Legal (IML) para ser submetido a uma necropsia. "Vamos verificar se está em óbito. E se for comprovado que o hospital liberou este corpo sem óbito, vamos responsabilizar o hospital. Vou instaurar procedimento de investigação", afirma ele.

O promotor de justiça Magno Alexandre Moura esteve na casa de Débora e disse acreditar que ela está morta. "Nós vamos conversar com a mãe da falecida para saber das dúvidas dela, pois aqui já podemos ver que a menina está falecida. A menina passará pelo exame de catalepsia e por um parecer médico do IML. Mas, aparentemente, a pessoa está morta e precisa ser enterrada", pontuou.

(Com informações do G1)

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