Recompensa de R$ 50 mil oferecida por pistas de Rogério 157 não será paga a ninguém

Marina Lang
Colaboração para o UOL, no Rio

A recompensa de R$ 50 mil oferecida pelo Disque Denúncia do Rio de Janeiro para quem desse informações que levassem ao paradeiro do traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, não será paga a nenhum delator anônimo, segundo informou o Estado nesta quarta-feira (6).

Rogério 157 foi preso na manhã de hoje no complexo do Arará, zona norte do Rio. O pagamento da recompensa, uma das maiores oferecidas pelo Disque Denúncia, só seria feito caso o paradeiro do traficante tivesse sido informado por intermédio do serviço.

No entanto, segundo a assessoria do Disque Denúncia, não houve ligação indicando onde Rogério 157 estava. A prisão ocorreu em numa operação coordenada entre 2.900 oficiais das Forças Armadas, da Polícia Civil e da Polícia Militar na região. Rogério foi encontrado em uma residência na comunidade da Mangueira e não resistiu à prisão.

Segundo o delegado Gabriel Ferrando, que comandou a ação, a polícia possuía "informação de inteligência muito precisa" sobre a localização de Rogério 157.

"Destacamos um grupo pequeno de policiais para não chamar atenção. Foi uma estratégia da operação. Levamos policiais que tinham condições de reconhecê-lo pessoalmente", declarou.

O Disque Denúncia recebeu 434 ligações informando o paradeiro do traficante em 2017 –a maior parte delas durante o mês de setembro, quando o conflito entre facções rivais pelo controle do tráfico na favela da Rocinha se intensificou.

Foram quase três meses de operação até a captura de criminoso. Contra o traficante havia ao menos 13 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Rio, por crimes como homicídio, assalto a mão armada e tráfico de drogas. Ele era um dos suspeitos na lista de mais procurados pelas polícias do Estado. 

O Disque Denúncia é uma parceria entre o Instituto MovRio, gestor do serviço, e a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, através da Subsecretaria de Inteligência e da Assessoria de Comunicação.

Rogério 157 prestou depoimento na Cidade da Polícia, na zona norte da capital fluminense, até por volta das 12h40. De lá, foi ao IML (Instituto Médico Legal) e, na sequência, será levado à penitenciária de segurança máxima Bangu 1. Autoridades policiais e do governo do Rio avaliam que o melhor é que ele seja transferido a um presídio federal.

O traficante permaneceu em silêncio durante depoimento à polícia, segundo a sua defesa. "Não teve depoimento. Ele só vai falar em juízo. Vai manter o silêncio até lá. É uma estratégia da defesa", disse uma advogada do traficante que pediu para não ser identificada.

Rogério 157 chefiava o tráfico de drogas na favela da Rocinha, zona sul da capital. O local é estratégico porque se fica entre vias que ligam as zonas sul e oeste da capital. A comunidade fica próxima das praias mais badaladas da cidade, como Copacabana e Ipanema, com comércio de drogas, principalmente maconha e cocaína, sempre em alta.

Após a prisão de 157, o secretário de Segurança, Roberto Sá, informou que traficantes ligados à facção rival do traficante deram tiros na favela como forma de comemoração.

Veja o momento da prisão de Rogério 157

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