General Luna: segurança no Brasil se tornou caso de urgência, está quase na UTI

Renan Truffi e Julia Lindner
Brasília

  • Ascom/Ministério da Defesa

    Os ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Joaquim Silva e Luna (Defesa)

    Os ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Joaquim Silva e Luna (Defesa)

O ministro da Defesa, general da reserva Joaquim Silva e Luna, disse nesta terça-feira (6) que a segurança pública brasileira está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A avaliação do militar foi feita durante participação em sessão de debates temáticos sobre o assunto, realizado pelo Senado Federal. Na opinião de Luna, a situação é de "urgência e emergência".

"O Brasil tem muitas prioridades. No entanto, na questão da segurança pública, estamos diante de um caso de urgência e emergência, praticamente uma UTI. Embora tenha havido a intervenção federal no Rio de Janeiro, isso se estende por todo o País de maneira terrível no próprio Nordeste", afirmou.

O general aproveitou seu discurso para defender a opção do governo federal de utilizar as Forças Armadas na intervenção feita no Estado. "A participação do Ministério da Defesa tem sido no sentido de garantir a lei e a ordem. Para as Forças Armadas, a garantia da lei e da ordem tem mesma prioridade que a Defesa Nacional", explicou.

O ministro ainda minimizou críticas de que as Forças Armadas não estariam preparadas para enfrentar o crime organizado em regiões periféricas.

"Achar que as Forças Armadas não estão preparadas para a intervenção é um equívoco. O investimento principal não é nessa área, mas, se eu posso combater uma ameaça maior, consigo combater ameaça menor. Quem pode mais, pode menos", disse.

Por fim, Luna disse que espera que a intervenção tenha "resultado" e defendeu que as forças policiais, como Polícia Federal e Polícia Militar, precisam se entender e juntar esforços. "Que se entregue resultado, esse é o principal entendimento, é reunir esforços, colocar essa gente, Polícia Federal, Polícia Rodoviária e Polícia Militar, para se entender, para juntar esforços", disse.

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