Prefeito de Não-Me-Toque é denunciado por assédio sexual após divulgação de vídeo

Luciano Nagel
Colaboração para o UOL

  • Reprodução / YouTube

    O prefeito de Não-Me-Toque (RS), Armando Carlos Roos (PP), em imagem de vídeo gravado por funcionária

    O prefeito de Não-Me-Toque (RS), Armando Carlos Roos (PP), em imagem de vídeo gravado por funcionária

O prefeito do município de Não-Me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público pelos crimes de assédio sexual, abuso de autoridade, importunação ofensiva e contravenção penal de perturbação do sossego. O procurador responsável pela denúncia pediu ainda o afastamento do cargo pelos mesmos crimes, que estão sendo investigados pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

Armando Carlos Roos (PP), de 74 anos, virou alvo de investigação pela primeira vez na Delegacia de Polícia do município no segundo semestre de 2017. Uma servidora da prefeitura disse ter tido seu cargo rebaixado após negar "cantadas" com conotação sexual do prefeito. A Polícia Civil instaurou um inquérito e o processo foi encaminhado para o Tribunal de Justiça e ao Ministério Público.

Meses depois, uma segunda mulher, que havia sido nomeada para um cargo de confiança durante o mandato do prefeito, divulgou um vídeo em que ele prometia contratá-la em troca de um encontro. Além do vídeo, conversas via Whatsapp entre o prefeito e a funcionária, que acabou sendo exonerada, serviram como prova para a instauração de um novo inquérito policial.

A reportagem do UOL tentou contato com o prefeito de Não-Me-Toque e seu advogado, mas ainda não obteve resposta.

Responsável pelo caso, o delegado de Não-Me-Toque, Gerri Adriani Mendes, afirma que, desde o início das investigações, pelo menos quatro mulheres registraram queixas contra prefeito por assédio sexual e abuso de autoridade. Roos é viúvo e está no terceiro mandato como prefeito. 

A denúncia feita pelo MP é por assédio sexual contra duas vítimas, importunação ofensiva contra uma terceira e outros crimes. Também foi ajuizada uma ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o prefeito. Além disso, a Câmara de Vereadores da cidade instaurou em maio uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os atos de Roos. 

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