Futuro ministro da Ciência diz que ensino superior continuará no MEC

Luciana Amaral
Do UOL, em Brasília

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    Futuro ministro Marcos Pontes participa de entrevista coletiva

    Futuro ministro Marcos Pontes participa de entrevista coletiva

O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, astronauta Marcos Pontes, afirmou nesta quinta-feira (6) que o setor de ensino superior no governo federal continuará sob responsabilidade do MEC (Ministério da Educação), e não de sua pasta, como chegou a ser cogitado.

"O ensino superior permanece com o Ministério da Educação", afirmou Pontes, acrescentando que "a relação da ciência e tecnologia com a educação é primordial". "O primeiro deles [dos pilares a serem implementados pelo ministério] é ciência para os ensinos fundamental e médio para motivar jovens para a carreira. O segundo é a importância da pesquisa básica", declarou, enumerando ainda a inovação e as cooperações entre ministérios e internacionais.

Bolsonaro já havia sinalizado o recuo em relação à proposta inicial de transferir a gestão do ensino superior do MEC para a Ciência e Tecnologia.

A declaração foi dada após a primeira parte de reunião que acontece nesta quinta com representantes da área de ciência e tecnologia no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde a equipe de transição está instalada até a posse presidencial, marcada para 1º de janeiro de 2019.

Segundo Marcos Pontes, as demandas foram mais recursos para o ministério e a recuperação do prestígio do setor a fim de trazer investimentos para o país, produzir conhecimento e riquezas, além de melhorar a qualidade de vida da população com a aplicação das pesquisas em saneamento básico, por exemplo.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), participou rapidamente do encontro. De acordo com o futuro ministro, Bolsonaro citou visita ao Japão e entende que ciência é um ponto estratégico para o desenvolvimento.

No momento, Pontes disse trabalhar na definição de sua equipe no ministério. Questionado sobre a importância do meio ambiente, o futuro ministro falou que todas as informações sobre desenvolvimento sustentável produzidas pela pasta serão levadas a Bolsonaro, mas que a decisão cabe ao presidente. "A gente respeita as decisões", comentou.

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