Nasa descobre planeta que pode revelar sinais de vida

Do BOL, em São Paulo

  • Reprodução/PHL/UPR

    19.jan.2115 - Concepção artística de planeta ao redor de estrela anã vermelha, como o recém-descoberto

    19.jan.2115 - Concepção artística de planeta ao redor de estrela anã vermelha, como o recém-descoberto

A missão K2, a segunda fase de operações do satélite Kepler, da Nasa, acaba de fazer uma descoberta épica. Seria apenas mais um planeta potencialmente similar à Terra, como tantos que já foram anunciados nos últimos anos, não fosse por um detalhe: ele é o primeiro a ser encontrado que permitirá a busca efetiva por sinais de vida em sua atmosfera. A informação é do blog Mensageiro Sideral, da Folha de S.Paulo.

O novo planeta, que recebeu a designação EPIC 201367065 d, tem um diâmetro cerca de 50% maior que o da Terra e completa uma volta em torno de sua estrela-mãe a cada 44,6 dias terrestres. Os dados da missão K2 revelaram a presença de outros dois planetas, um com cerca de 2,1 vezes o diâmetro terrestre, completando uma volta em torno da estrela a cada 10 dias, e o outro com 1,7 vez o diâmetro da Terra e período orbital de 24,6 dias.
 
 A grande vantagem, contudo, é a distância que a estrela EPIC 201367065 guarda de nós - cerca de 150 anos-luz. Não é algo como "logo ali", mas é perto o suficiente para que a tecnologia atual estude diretamente a atmosfera desse mundo. E isso, por sua vez, pode carregar pistas da existência de vida.
 
Outros planetas descobertos estavam distantes demais para permitir o posterior estudo de suas atmosferas.
 
A estrela EPIC 201367065 é uma anã vermelha, um astro com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol. Menos quente e luminosa, portanto, o que significa que a chamada zona habitável fica bem mais perto dela do que acontece no Sistema Solar. Segundo os cálculos dos astrônomos, o terceiro planeta do sistema recebe aproximadamente 50% mais radiação de sua estrela que a Terra ganha do Sol. Se isso se traduz num planeta com temperatura amena, como o nosso, ou num inferno escaldante, como Vênus, depende basicamente da composição e da densidade da atmosfera desse mundo misterioso.
 
"Ao nos permitir medir as massas e as condições atmosféricas de três planetas pequenos num único sistema, a EPIC 201367065 representa uma oportunidade empolgante para o teste de teorias de formação e evolução planetária num único laboratório extra-solar", escrevem os cientistas encabeçados por Ian Crossfield, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
 
De acordo com o blog Mensageiro Sideral, os astrônomos já têm o caminho todo mapeado. A ideia é que o K2, assim como seu sucessor, o satélite TESS, que deve ser lançado em 2017, descubra mais alvos promissores, como os do sistema EPIC 201367065. Quando o Telescópio Espacial James Webb for ao espaço, em 2018, terá uma lista considerável de planetas para estudar - potencialmente centenas deles. Todos interessantes, mas obviamente nem todos tão bons para a vida quanto a Terra. 
 
Contudo, se, de toda essa amostra de mundos, apenas um tiver uma atmosfera rica em oxigênio sem que esse gás possa ter sido produzido em quantidade apreciável por processos não-biológicos (como é o caso do nosso planeta), já teremos a certeza de que não estamos sós no Universo.
 
(Com informações do blog Mensageiro Sideral)
 
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