Estudo mostra que 'sonhar acordado' é sinal de inteligência e criatividade

Do BOL, em São Paulo

  • Reprodução/davismiles

    Um cérebro eficiente tem propensão a ficar no "mundo da lua" durante tarefas rotineiras ou chatas

    Um cérebro eficiente tem propensão a ficar no "mundo da lua" durante tarefas rotineiras ou chatas

Alguém já falou que você vive no mundo da lua e sonhando acordado? Isso pode ser bom! Um novo estudo mostra que esse comportamento, muitas vezes definido como falta de atenção ou desinteresse, pode ser um sinal de maior capacidade intelectual e criativa.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Georgia, nos Estados Unidos, mediram os padrões cerebrais de mais de 100 pessoas enquanto estavam em uma máquina de ressonância magnética. Os voluntários foram instruídos a se concentrarem em um ponto de fixação por cinco minutos. Neste momento, a equipe de pesquisadores analisou quais partes do cérebro trabalharam juntas quando o corpo está em repouso.
 
Em seguida, os participantes realizaram alguns testes de inteligência e criatividade. Os resultados indicaram que as pessoas que sonharam acordadas tiveram as melhores pontuações. 
 
Sendo assim, de acordo com o estudo, um cérebro eficiente tem propensão a ficar no "mundo da lua" durante tarefas rotineiras ou chatas. Isso acontece porque a maior eficiência do cérebro dá mais espaço para os pensamentos e raciocínio. 
 
"As pessoas tendem a pensar na mente vagando como algo ruim. Você tenta prestar atenção mas você não consegue. Nossas descobertas lembram aqueles professores de mente distraída que são brilhantes, mas que ficam concentrados em seus mundos e às vezes ficam alheios as redondezas", afirmou o professor Eric Schumacher, um dos responsáveis pelo estudo.
 
"Ou também crianças que são intelectualmente avançadas para suas classes. Enquanto a maioria leva cinco minutos para aprender algo novo, os de cérebro eficiente conseguem entender o conteúdo em um minuto, e então ficam desligados e sonham acordados", completou Schumacher.
 
A pesquisa foi publicada no periódico Neuropsychologia.

(Com informações da Revista Galileu)
 
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