Você sabe como é feito o macarrão? Confira o processo de fabricação da massa

Bárbara Forte,
Do BOL, em Sumaré (SP)

A receita do macarrão é de origem chinesa, mas há muito tempo a boa e tradicional macarronada já entrou para o cardápio do Brasil. Prova disto são os dados mais recentes da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Bolos Industrializados), que revelam que os consumidores do país gastaram, somente em 2014, mais de R$ 8 bilhões com o alimento.

O que muita gente não sabe é que a massa "coringa" dos almoços de domingo passa por um longo preparo antes de chegar às prateleiras. Para mostrar esse processo, o BOL visitou a Selmi, responsável pela fabricação dos produtos das marcas Renata e Galo, na cidade de Sumaré (SP).

Seiscentas toneladas de farinha são usadas, diariamente, na fábrica. O ingrediente chega em caminhões e é levado por grandes guindastes até uma tubulação. Os canos sugam toda a farinha, que passa por controle de qualidade e é separada para equilibrar as substâncias antes de fazer a mistura. Ao todo, nove tanques armazenam e enviam a matéria-prima para o local em onde são adicionados água e ovo.



Segundo o gerente industrial Isaías Almeida, que acompanhou a visita, toda essa massa produz, por mês, 12 milhões de quilos dos mais variados produtos. "O processo completo tem duração de cerca de sete horas. Depois de misturar os ingredientes, a massa passa por moldes", explica.

Oito máquinas instaladas lado a lado são responsáveis pela fabricação de espaguete, ninho, pene, parafuso, macarrão instantâneo, além de outros cortes artesanais. O espaguete, que concentra a maior parte da produção, pode ser feito em até quatro aparelhos ao mesmo tempo.

Misturados os ingredientes, o resultado surpreende. Ao passar por moldes de diversos tamanhos e tipos, dá para ver o macarrão tomando forma, ainda macio e cheio de vapor. Quase todo o processo é mecanizado. Segundo Isaías, 190 funcionários trabalham no local em três jornadas diferentes. Outros 42 são responsáveis pela manutenção das máquinas, que não param quase nunca.

Descarte

Às vezes, a máquina também mostra falhas e, quando isso acontece, trabalhadores agem rapidamente para retirar a massa que entope as fôrmas ou um produto que saiu dos trilhos de fabricação.

De acordo com o gerente industrial Isaías Almeida, 1,6% da produção faz parte do descarte. Parte disso vira farinha novamente e é reaproveitada em novos produtos. O restante – 0,33% da produção – vai para o lixo.

Desidratação e embalagem

Depois de passar pelo corte, para seguir um padrão, a massa fica cerca de seis horas (a maior parte do tempo de produção) em um processo de desidratação para ser empacotada durinha.

Passada esta etapa, esteiras levam o macarrão para ser empacotado e pesado antes de ir para as caixas de papelão.

Macarrão instantâneo

Sabia que o Brasil é um dos dez maiores consumidores de macarrão instantâneo do mundo? Segundo últimos dados da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Bolos Industrializados), o brasileiro gastou, no ano de 2014, mais de R$ 2,5 bilhões com o produto.

Uma das produções mais interessantes de toda a fábrica Selmi, em Sumaré (SP), é a de macarrão instantâneo. O processo é bastante parecido com os demais. No entanto, em vez de sete horas, tudo é feito em apenas sete minutos e meio.

Diferentemente dos outros macarrões, que desidratam por um logo período, neste caso, a massa é frita em um barril de banha que fica a uma temperatura de 150º C. Quando sai, o macarrão já está durinho e bem sequinho para se juntar ao tempero e ser embalado.

Prontinho! Depois de empacotados, os produtos Renata e Galo vão para um centro de armazenamento que fica com os produtos por até 13 dias antes de viajar para mercados de todo o Brasil e também do exterior. O macarrão tradicional possui validade de dois anos. Já o instantâneo pode ser consumido em até nove meses. 

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