KFC suspende compra de produtos de empresas investigadas na Carne Fraca

Do UOL, em São Paulo*

  • Jean Francois Monier/AFP

    Loja da rede KFC na França

    Loja da rede KFC na França

A operação Carne Fraca chegou ao fast food. Algumas redes internacionais começaram a anunciar medidas preventivas após as denúncias envolvendo a carne brasileira. No Brasil, a única que confirmou a decisão foi a rede KFC, especializada em frango frito.

O KFC disse que "deixou de comprar qualquer produto de quaisquer plantas [fábricas] que estejam sob investigação, e seguirá monitorando a situação", como medida de prevenção. A decisão vale para as lanchonetes da rede em todo o mundo. A empresa afirmou ainda, por meio de nota, "que segue processos globais rigorosos para garantir a excelência dos produtos vendidos em suas lojas".

A operação Carne Fraga foi deflagrada na última sexta-feira pela Polícia Federal e apura o envolvimento de frigoríficos em um esquema criminoso que subornava fiscais federais para que fosse autorizada a comercialização de produtos sem fiscalização, mesmo em condições impróprias para consumo.

A Pizza Hut informou ao UOL que não usa produtos dos frigoríficos que estão sendo investigados. "A Pizza Hut reforça que segue processos globais rigorosos para garantir a excelência dos produtos vendidos em suas lojas. A marca não compra produtos das plantas que estão sendo investigadas", esclareceu, por meio de nota.

Em outros países

Outras grandes redes também retiraram frango, carne bovina e de porco do Brasil de suas lojas em outros países.

Na Coreia do Sul, o Burger King parou de vender o sanduíche Chicken Crunch, que utiliza tanto frango local quanto brasileiro, como resposta aos temores dos consumidores. "Não sabemos ainda quando voltaremos a vender [o sanduíche] de novo e se o substituiremos por um novo cardápio", afirmou uma porta-voz da empresa à agência de notícias Reuters.

Também na Coreia do Sul, a Mom's Touch, rede de fast food e frango frito, deixou de oferecer nuggets de frango na quarta-feira (22), mesmo depois de o governo sul-coreano ter suspendido o embargo à carne brasileira da empresa BRF, uma das investigadas na operação da PF. "É um golpe para pequenas e médias empresas, como nós. Sentimos que poderíamos ficar marcados se não procedêssemos assim", afirmou um porta-voz da Mom's Touch.

A Coreia do Sul retirou a proibição um dia após tê-la colocado em prática, depois que o governo brasileiro assegurou que remessas destinadas ao país não continham produtos adulterados.

Em Hong Kong, para acalmar os clientes, a Cafe de Coral, principal rede de fast food local, tirou do cardápio alguns de seus itens mais vendidos --costeleta suína assada com arroz frito e asas de frango grelhadas. A rede não informou se os produtos usam carne brasileira.

A imprensa chinesa também noticiou que o McDonald's retirou de suas lojas em Hong Kong as BBQ McWings, que continham ingredientes brasileiros em alguns lotes. A empresa esclareceu que outros itens, como os sanduíches Grilled Chicken e McChicken, não utilizavam matéria-prima de empresas sob investigação. As restrições não atingem as lojas chinesas da rede, que utilizam principalmente carnes locais e australianas.

Questionado pela reportagem sobre se procedimentos semelhantes serão adotados no Brasil, o McDonald's não respondeu até a publicação deste texto.

(Com Reuters)

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