Dólar fecha estável, abaixo de R$ 3,30

O dólar oscilou entre altas e quedas ao longo de toda esta segunda-feira, mas acabou fechando estável, cotado a R$ 3,2887.


Na máxima do dia, o dólar interbancário alcançou R$ 3,3148, amparado pelo movimento global da divisa após comentários do presidente do Fed de Nova York. William Dudley disse que o aperto no mercado de trabalho deve ajudar a elevar a inflação. Os comentários acabaram esfriando avaliações de que as baixas leituras de índices de preços divulgadas recentemente desestimulariam novos aumentos dos juros nos EUA.


Posteriormente, no entanto, as vendas de dólares prevaleceram, levando a moeda a uma mínima de R$ 3,2839.


No mercado futuro, a moeda mostra viés de baixa. A taxa do contrato com vencimento em julho cede 0,17%, a R$ 3,2995. O volume de negócios caminha para ser o mais fraco para uma segunda-feira desde 29 de maio.


Os investidores do mercado de câmbio seguem à espera de desdobramentos da crise política. Por ora, as atuações diárias do Banco Central, que têm feito rolagens de swaps cambiais, ajudam a amenizar riscos de pressões no câmbio.


Nesta segunda-feira, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reiterou que a autoridade monetária dispõe de instrumentos para garantir bom funcionamento do mercado de câmbio e suavizar choques. E mais uma vez lembrou o montante de reservas internacionais (US$ 377,852 bilhões) e o estoque de swaps cambiais, de US$ 27,763 bilhões - este último muito abaixo dos picos de mais de US$ 100 bilhões de anos recentes.

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