Depois de emagrecer 10 kg, ex-cliente compra franquia onde fez tratamento

Márcia Rodrigues
Colaboração para o UOL, em São Paulo

A empresária Rosemeire Alves, 46, ficou tão satisfeita com os resultados de uma clínica de emagrecimento que acabou comprando uma franquia da empresa ao final de seu tratamento. 

Ela diz que resolveu fazer um tratamento estético e, ao conseguir diminuir em três meses as suas medidas e o peso de 70 kg para 60 kg, interessou-se pelo negócio e decidiu comprar a unidade da franquia Emagrecentro na Vila Matilde (zona leste de São Paulo), onde foi atendida.

Outra empresária, Andressa Galindo dos Passos, 29, fez o caminho inverso. Comprou a franquia primeiro e diz que, depois emagreceu 15 kg em três meses. Ela notou que faltavam opções de clínicas de estética em Mauá (27 km a sudeste de São Paulo) e decidiu abrir uma unidade em abril de 2008. 

Empreendedora tinha empresa de eventos

Rosemeire Alves é administradora de empresas e começou a sua vida empreendedora com uma empresa de decoração, que comandou durante sete anos. Quando procurou o tratamento estético para emagrecer, já estava pensando em mudar de área. "O empresário estava querendo vender, e eu resolvi comprar a unidade."

A empresária diz que investiu R$ 75 mil para comprar a clínica, em outubro do ano passado. Na época, ela afirma que a unidade tinha 60 cliente e hoje têm 180. "Eu consegui aumentar a clientela fazendo parceria com outras empresas e ações promocionais, como aula de maquiagem, por exemplo."

Segundo Alves, o faturamento médio mensal da unidade é de R$ 20 mil. O lucro não foi revelado.

Esteticista abriu segunda unidade em julho

Andressa Passos diz que investiu R$ 50 mil para adquirir uma unidade da Emagrecentro em Mauá. "Eu e a minha mãe tínhamos uma distribuidora de roupas. Eu estava querendo mudar de área e, por ser esteticista, soube sobre a franquia, fui pesquisar e resolvi abrir uma unidade na cidade."

Em julho deste ano, a empresária inaugurou mais uma clínica da rede, desta vez em Santo André (24 km ao sul de São Paulo). O investimento foi de R$ 100 mil. O dinheiro foi usado para a compra da clínica de outro empresário e a reforma do local.

O faturamento médio mensal da unidade de Mauá é de R$ 80 mil. O lucro não foi revelado.

Franquia exige investimento inicial de R$ 74,5 mil

A primeira clínica da Emagrecentro foi aberta em 1986, em São Paulo. A empresa virou franquia em 1994 e, atualmente, tem cem unidades espalhadas em 19 Estados e no Distrito Federal: Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

No ano passado, a marca faturou R$ 30 milhões. O lucro não foi revelado. Confira os dados fornecidos pela rede para abrir uma unidade.

  • Investimento inicial - R$ 74,5 mil (inclui custo de instalação e capital de giro. A rede não cobra taxa de franquia)
  • Faturamento médio mensal: R$ 30 mil
  • Lucro médio mensal: de R$ 12 mil a R$ 15 mil (40% a 50% do valor do faturamento)
  • Prazo de retorno do investimento: em 12 meses

O serviço mais barato oferecido na rede é a sessão de radiofrequência (tratamento para flacidez, rejuvenescimento facial e celulite, segundo a franquia), que custa R$ 132. O mais caro é a sessão de criolipolise, tratamento para reduzir a gordura localizada, que sai por R$ 299.

Inadimplência pode prejudicar o negócio

Para Ana Vecchi, diretora da Vecchi Ancona - Inteligência Estratégica, é comum ex-clientes se interessarem pelo negócio e abrirem uma unidade de uma franquia que utilizava o produto ou o serviço. "A maioria dos franqueados das redes é ex-cliente."

Vecchi também diz que o mercado de estética é muito aquecido, mesmo em períodos de crise. "É cultural do brasileiro expor muito o corpo por causa do clima mais tropical e, por isso, procurar todos os cuidados que estão a seu alcance. É um setor que sempre registra crescimento."

A especialista afirma, no entanto, que a abertura de opções de tratamento com preços mais acessíveis, de olho na classe C, pode ser um risco do negócio. "No primeiro problema financeiro, esse público vai priorizar os pagamentos que julgam mais importantes para, depois, quitar dívidas com esse tipo de serviço, por exemplo."

Onde encontrar:

Emagrecentro: http://www.emagrecentro.com.br/

Jhenny Andrade acaba com a celulite usando borra de café

Últimas notícias Ver mais notícias