Campanha da Barbie contra o preconceito incentiva meninas a realizar sonhos

Renato Pezzotti
Colaboração para o UOL, em São Paulo

A partir dos cinco anos, as meninas deixam de acreditar que podem se tornar presidentes da República, CEOs e cientistas, segundo a Barbie, marca de bonecas da Mattel. 

De acordo com a companhia, um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Nova York, Illinois e Princeton, nos Estados Unidos, descobriu que, a partir dessa idade, muitas meninas passam a se enxergar menos inteligentes do que os meninos e começam a perder a confiança em sua própria competência.

A falta de confiança em si mesmas cria uma lacuna que impede as meninas de atingir seu potencial e de realizar seus sonhos. Essa lacuna foi chamada de "The Dream Gap" (A Brecha do Sonho, em inglês). 

Para tentar combatê-la, a Barbie lançou o projeto Dream Gap, uma iniciativa de contra o preconceito de gênero. O vídeo-manifesto foi criado pela agência norte-americana BBDO San Francisco.

"Desde 1959, a Barbie inspira o potencial ilimitado de todas as meninas. Acreditamos que capacitá-las ainda jovens é um catalisador para liberar todo o seu potencial", disse Lisa McKnight, gerente-geral e vice-presidente sênior da Barbie.

"O objetivo do projeto 'The Dream Gap' é alavancar as plataformas globais da Barbie para educar a sociedade sobre preconceitos de gênero e inspirar qualquer apoiador de meninas a se juntar a nós. Não podemos fazer isso sozinhos", declarou a executiva.

Barbie já abordou o tema antes

Não é a primeira vez que a Barbie cria campanhas e produtos relacionados à capacidade das mulheres. 

A empresa já lançou versões "empoderadas" de suas bonecas, representando mulheres marcantes da história, como a artista Frida Kahlo, a cientista espacial Katherine Johnson e a aviadora Amelia Earhart.

Em 2015, o vídeo "Imagine as possibilidades" fez sucesso nas redes sociais, com mais de 25 milhões de visualizações, ao mostrar cinco meninas agindo como se fossem uma veterinária, uma guia de museu, uma empresária, uma professora universitária e uma treinadora de futebol.

A ideia era mostrar que, ao brincar de Barbie, as garotas imaginam o que querem ser no futuro.

Foram as atrizes mirins que escolheram os papéis que desempenharia no vídeo, e o comercial foi gravado sem roteiro fixo. 

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