Tafner: não faz sentido aprovar reforma atual e depois tentar fazer outra

Altamiro Silva Junior
São Paulo

O economista Paulo Tafner, um dos autores de proposta de reforma da Previdência entregue ao novo governo, defende que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), use seu empenho para aprovar uma única reforma para mudar o sistema previdenciário. Não faz sentido, disse ele durante evento no Insper, buscar aprovar parte do texto que está atualmente no Congresso e depois tentar fazer mais mudanças pela frente.

Na avaliação de Tafner, faria sentido aprovar o texto atual se o novo governo avaliar que não tem chances de avançar nas medidas para a Previdência.

Leia também:

"Se não conseguir avançar em nada, é melhor aprovar a reforma que está aí", disse ele. "O que não tenho aceitado bem é a ideia de fazer essa reforma e depois fazer outra. Tem que dar um tiro só."

A proposta de Temer, observa Tafner, já foi desidratada em seu caminho pelo Congresso e a economia fiscal em dez anos se reduziu de R$ 800 bilhões para R$ 480 bilhões. A proposta escrita por ele e outros, como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, traz economia fiscal de R$ 1,3 trilhão em dez anos.

Bolsonaro já declarou que quer tentar aprovar ao menos parte do texto que está no Congresso.

Aposentado que trabalha pode sacar FGTS todo mês?

Últimas notícias Ver mais notícias