Bolsa do México tem seu pior dia em 7 anos com queda de ações de bancos

Cidade do México, 8 nov (EFE).- A Bolsa Mexicana de Valores sofreu nesta quinta-feira sua pior queda nos últimos sete anos, com seu principal indicador, o Índice de Preços e Cotações (IPC), retrocedendo 5,81%, depois que as ações dos bancos caíram devido à divulgação de uma iniciativa que procura eliminar as cobranças por comissões.

A iniciativa apresentada diante do Senado pelo Movimento de Regeneração Nacional (Morena), partido do presidente eleito Andrés Manuel López Obrador, fez com que as ações dos grupos financeiros despencassem, como aconteceu com o Grupo Financeiro Banorte, que liderou as perdas mais pronunciadas, com uma baixa de 11,9%.

A queda de hoje foi a pior do mercado de ações mexicano após a de 8 de agosto de 2011, quando retrocedeu 5,9% devido aos temores do começo de uma recessão em nível mundial.

Diante do impacto da iniciativa, o futuro secretário de Fazenda, Carlos Urzúa, enviou na noite desta quinta-feira uma mensagem a meios de comunicação para tentar "tranquilizar" o mercado financeiro.

"Ainda quando reconhecemos que a intenção delas (as iniciativas) é tentar melhorar a condição de vida dos mexicanos, este objetivo não necessariamente se alcança se não são levados em conta tantos os impactos nas finanças públicas como na estabilidade do setor financeiro", disse Urzúa ao ler um comunicado nos arredores do escritório do presidente eleito.

O futuro funcionário se comprometeu a revisar, com todos os envolvidos, as iniciativas apresentadas no Congresso para limitar a cobrança de comissões por parte dos bancos.

Meios de comunicação especializados assinalaram que a iniciativa do Morena fez com que os bancos perdessem hoje mais de 82 bilhões de pesos (US$ 4,071 bilhões).

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