Idade mínima para aposentadoria perde apoio no novo Congresso, diz pesquisa

Do UOL, em São Paulo

A proposta de idade mínima na reforma da Previdência, defendida na quarta-feira (5) pelo futuro presidente, Jair Bolsonaro (PSL), deve perder apoio no novo Congresso, segundo pesquisa com deputados federais e senadores atuais e eleitos.

Segundo levantamento da XP Investimentos divulgado nesta quinta-feira (6), 79% dos deputados que integrarão a Câmara no ano que vem acreditam na necessidade de se reformar a Previdência, contra 80% dos deputados atuais. Entre os senadores, o índice é de 73% tanto entre os parlamentares atuais quanto entre os eleitos. 

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Em relação à idade mínima, porém, a pesquisa mostra que o tema perde apoio no novo Congresso. Enquanto 54% dos atuais deputados se declaram a favor manutenção ou elevação da idade mínima que consta da proposta atual (62 anos para mulheres e 65 para homens), o apoio cai para 42% entre a equipe que assumirá a Casa a partir do ano que vem. 

Outros 26% apoiam a redução da idade mínima ou defendem que nem sequer exista uma idade exigida para a concessão de certos benefícios, e 33% dos deputados eleitos entrevistados não souberam ou não quiseram responder, de acordo com a XP.

Entre os senadores, o número dos que se declaram a favor da proposta atual de idade mínima cai de 73% para 53% na pesquisa com os eleitos. 

Bolsonaro quer começar reforma pela idade mínima

Na quarta-feira (5), Bolsonaro reafirmou a intenção de se fatiar o envio da reforma da Previdência para o Congresso Nacional começando pela idade mínima nos primeiros seis meses de governo. Ele toma posse em 1º de janeiro de 2019.

"O que mais interessa no primeiro momento é a idade mínima, então vamos começar com essa ideia. Pode mudar até lá. Isso não quer dizer que houve recuo. É sinal de que houve mais negociação, mas a ideia é começarmos pela idade e, depois, apresentar outras propostas", disse.

Segundo ele, a intenção é votar a Previdência "o mais rápido possível". "No primeiro mês é impossível. Nos primeiros seis meses, com toda certeza, o Congresso começará a votar essas propostas", declarou.

O presidente eleito abriu a possibilidade de isso ser feito por meio da atual proposta de reforma da Previdência que já tramita no Congresso, apresentada pelo governo Temer. 

(Com Reuters)

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