Alckmin diz ser um "bom sinal" ser alvo do debate: "Perigo é ser esquecido"

Marcelo Osakabe
São Paulo

  • Mister Shadow/Estadão Conteúdo

    9.ago.2018 - Geraldo Alckmin (PSDB) no debate da Band

    9.ago.2018 - Geraldo Alckmin (PSDB) no debate da Band

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, avaliou que "ser alvo é bom, perigo é ser esquecido", ao considerar positiva sua participação no debate da noite desta quinta-feira (9) na TV Bandeirantes. Alckmin disse ser um bom sinal ter sido questionado por muitos dos seus adversários.

"Ser alvo é bom, o perigo é ser esquecido", disse o ex-governador a jornalistas após participar de sabatina na Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na zona sul da capital paulista.

"Uma vez fui candidato a prefeito e tive com Fabio Feldmann, que havia sido candidato na eleição anterior. Perguntei a ele como foi a campanha e ele disse que foi muito bem tratado, só elogios. Mas isso porque não tinha nenhuma chance de ganhar", brincou. "Então ser alvo é bom sinal."

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Ao longo de dois blocos de confrontos diretos entre os adversários, Alckmin foi o mais questionado, cinco vezes, seguido de Jair Bolsonaro (PSL), que respondeu três vezes. Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) foram escolhidos duas vezes cada um, e Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriota), uma vez cada um. Guilherme Boulos (PSOL) foi o único candidato ignorado nesta fase.

Marina, Meirelles e Ciro foram alguns dos que mais escolheram o tucano para dirigir suas perguntas.

Setor

Em um aceno à indústria de bens de capital, Alckmin afirmou ser possível conceder formas mais baratas de financiamento para o setor. "O nosso objetivo é baixar juros para todos. Mas é claro que setores estratégicos podem ser tratados de forma diferenciada", avaliou o tucano.

À plateia, o ex-governador procurou mostrar sintonia com as propostas que a Abimaq entrega a todos os presidenciáveis que convidou para melhorar a economia. Disse que é preciso trazer confiança de volta à economia para que o empresário possa voltar a investir, prometeu medidas para ajudar os exportadores e também avaliou que outras medidas são necessárias pra reduzir o patamar brasileiro de juros, como um melhor ambiente fiscal e maior competitividade no setor bancário.

O ex-governador, por outro lado, se esquivou de prometer rever a política para o setor de petróleo e gás, que deixou de exigir conteúdo nacional, uma demanda também levantada no evento. "Sempre que pudermos fortalecer emprego e renda no Brasil, vamos fazê-lo. Agora, o que temos que fazer é dar mais competitividade à indústria", disse. "Se mexermos nas origens do problema, vamos ter presença maior de conteúdo nacional."

Alckmin reiterou que vai aprovar quatro reformas - a tributária, política, previdenciária e do Estado - e criticou novamente a forma como o governo do presidente Michel Temer aprovou o teto dos gastos. "Do jeito que foi feito, sem reformas, é só uma mera intenção. Fez-se o mais fácil, mas as reformas da Previdência e tributária não aprovaram", criticou.

O ex-governador lembrou ainda que, sem as reformas, o teto significa que os investimentos acabam sacrificados para que os gastos com pessoal e custeio continuem aumentando.

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