À frente do "Hora Um", Monalisa Perrone conta que toma café da manhã à 1h

Colunas - Flavio Ricco

  • Zé Paulo Cardeal/Globo

    Monalisa Perrone no cenário do "Hora Um"

    Monalisa Perrone no cenário do "Hora Um"

A partir de segunda-feira (1°), com a estreia do "Hora Um", noticiário da Globo exibido diariamente às 5h, no lugar do "Globo Rural", Monalisa Perrone vai deixar para trás mais de 20 anos dedicados à reportagem.

Com passagens por Jovem Pan e Grupo Band antes de chegar à Globo, no início de 1999, ela explica que seu foco passa a ser o telejornal feito para "um público que acorda cedo", e que também precisou mudar seus hábitos por causa do novo trabalho - agora, acorda à uma da manhã.

O 'Hora Um' surge em uma faixa horária na qual a Globo não possui liderança de audiência absoluta. Na média de outubro, por exemplo, ficou atrás do SBT. Além do compromisso de levar informação, o produto também terá a importante missão de alterar esse quadro e passar uma bola redondinha para o "Bom Dia" local.

Na entrevista a seguir, Monalisa passa a impressão de não estar preocupada com a concorrência, e se mostra bastante animada com o novo desafio em sua carreira. 
     
UOL - Como está sua expectativa e da equipe para a estreia do "Hora Um"?
Monalisa Perrone - Estou muito animada! Temos feito o jornal todos os dias, como se fosse ao ar, há algumas semanas. Estou gostando muito do resultado e espero que o público goste também.

Cinco da manhã. Um horário que o grande público ainda não está habituado a ver telejornal. Quais serão as armas de "sedução" do programa?
O "Hora Um" é para um público que acorda cedo. Nós começaremos às 5h com um telejornal dinâmico que oferece todas as principais notícias do país e do mundo. Teremos correspondentes internacionais, previsão do tempo bem completa, comentaristas... Tudo que as pessoas que acordam neste horário precisam saber antes de sair de casa. 

Vocês, contam, certamente com o público que acompanha noticiário via celular, tablets. Tem alguma coisa específica para internet?
Hoje as pessoas têm acesso à programação da TV por meio de diferentes plataformas, então quem estiver em trânsito neste horário poderá acompanhar as notícias do "Hora Um", por exemplo. Nós teremos um site bem dinâmico, mas ainda é surpresa o que vem por aí.

Quando de fato você ficou sabendo que iria ancorar o programa?
Há dois meses.

Quantos profissionais formam a equipe do "Hora Um"?
São muitas pessoas. Além da nossa produção na redação, tem a Maria Julia Coutinho cuidando do tempo, o Samy Dana falando sobre finanças, os correspondentes internacionais (em Tóquio e Jerusalém, por exemplo). Enfim, temos muitos profissionais envolvidos.

Você abandona as reportagens a partir de agora?
Meu foco agora é o "Hora Um", mas, com certeza, a reportagem deixará saudades. Foram 22 anos na função.

Passou a espiar o que a concorrência tem no horário de confronto?
O que eu acompanho, principalmente enquanto tomo o café da manhã, é a GloboNews.

Qual a maior vantagem do "Hora Um", começando nesse horário?  E a desvantagem?
Eu penso que só temos a ganhar, principalmente o público que acorda cedo e que poderá se informar antes de sair de casa.

O que muda na sua rotina, por causa do horário do programa?
Tudo! Eu levanto à uma da manhã para tomar um reforçado café: pão com manteiga, queijo, geleia, broinha de milho, café com leite e suco. Depois do telejornal, às seis e meia eu como um sanduíche e tomo uma vitamina. Às onze, onze e meia, eu almoço um bom prato de comida, que inclui arroz e feijão. Às três da tarde eu faço um lanchinho e antes de dormir, às seis da tarde, eu como uma fruta ou iogurte.

* Colaboração de José Carlos Nery

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