Em decisão polêmica, revista feminina elege Bono como... mulher do ano

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Sam Jones/Glamour

    Bono, no centro, posa para a revista ao lado de ativistas e feministas Sue Lowe, Alicia Lowe, A?Driane Nieves, Jane Maynard, Diana Lamon, Mazelle Etessami e Carrie Cohen

    Bono, no centro, posa para a revista ao lado de ativistas e feministas Sue Lowe, Alicia Lowe, A?Driane Nieves, Jane Maynard, Diana Lamon, Mazelle Etessami e Carrie Cohen

O cantor Bono recebeu uma nova distinção esta semana: Ele é o único homem a figurar na lista de Mulheres do Ano, promovida pela revista "Glamour".

A publicação feminina norte-americana anunciou na terça-feira que o líder do U2 e ativista humanitário será o primeiro homem nos 36 anos de existência da receber a honra junto com outras mulheres.

A revista afirmou em seu site que há anos ela evita a inclusão de homens na premiação porque "a tribo que nos interessa celebrar é feminina".

Contudo, "quando uma grande estrela masculina do rock que pode fazer qualquer coisa com a sua vida decide prestar atenção nos direitos das mulheres e meninas em todo mundo – bem, tudo isso vale ser celebrado. Nós estamos orgulhosos de nomear a estrela do rock Bono o nosso primeiro Homem do Ano", disse a revista.

A cantora Gwen Stefani, a ginasta Simone Biles e a ativista iraniana Nadia Murad também receberam as honrarias, mas, a presença de Bono na lista não foi bem recebida por algumas feministas.

A jornalista Elle Hunt criticou a escolha em sua coluna no jornal britânico "The Guardian: "Ou os ativistas dos direitos dos homens são um grande mercado para revistas, ou eu estou perdendo alguma coisa".

"Defendo que deixemos de conceder esses prêmios e honras arbitrárias e ridículas, especialmente por "conquistas" no feminismo e na igualdade de gênero. Porque estas "vitórias" estão começando a parecer muito mais como perdas", escreveu Hunt.

No Twitter, mulheres também reclamaram do prêmio. "É tão importante que nossas filhas entendam que elas podem crescer para serem como o Bono", ironizou uma usuária.

Bono, de 56 anos, criou em 2015 a campanha "A Pobreza é Sexista" com o objetivo de ajudar as mulheres mais pobres do mundo a ter melhor acesso à educação, a serviços de saúde e a oportunidades de negócios.

A campanha é parte da organização ONE que ele ajudou a fundar em 2004 para combater a pobreza e doenças na África.

* Com informações da Reuters

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