Justiça mantém investigação de homicídio contra cunhado de Ana Hickmann

Carlos Eduardo Cherem
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Edu Moraes / Record

    Ana Hickmann foi vítima de um atentado em hotel em Belo Horizonte

    Ana Hickmann foi vítima de um atentado em hotel em Belo Horizonte

A Justiça de Minas Gerais determinou o prosseguimento do processo que investiga o homicídio doloso de Gustavo Henrique Bello Correa, cunhado da apresentadora Ana Hickmann, contra Rodrigo Augusto de Pádua.

Pádua atentou contra Hickmann num um hotel na região sul de Belo Horizonte, em 21 de maio de 2016, e acabou sendo morto pelo cunhado da apresentadora.

A defesa alega legítima defesa, mas as alegações não foram acatadas pela juíza Âmalin Aziz Sant'ana, responsável pelo processo, que determinou o prosseguimento das investigações do caso. As audiências de instrução do processo ainda não foram marcadas.

Reprodução/Instagram
Rodrigo Augusto de Pádua invadiu quarto de Ana Hickmann
Pela decisão, publicada no Diário do Judiciário desta segunda-feira (17), a juíza determinou o prosseguimento do processo. "Afasto, nesse momento, as alegações da Defesa, ratifico o recebimento da denúncia e dou prosseguimento ao feito".

A argumentação dos advogados de Correa foi de que ele agiu em legítima defesa. Na peça de defesa de Correa, os advogados alegam que "quem age em legítima defesa não comete crime. Então, não tem por que ser condenado. E por isso, teria o arquivamento do caso".


O cunhado da apresentadora foi enquadrado pelo MP (Ministério Público) no Artigo 121 do Código Penal, que prevê reclusão de 12 a 30 anos por homicídio qualificado. A denúncia é contrária ao que a PC (Polícia Civil) apontou em investigação. Em 17 de junho, o delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi, pediu o arquivamento do inquérito alegando que o cunhado da apresentadora teria agido em legítima defesa.

Grossi sustentou ainda que o atentado sofrido pela apresentadora foi planejado por Pádua em todos os detalhes, dos locais de abordagem até a escolha da arma do crime. Pádua foi morto com três tiros na nuca, depois de luta corporal que teria durado cerca de 8 minutos, de acordo com o promotor.

Manuela Scarpa/Brazil News
Ana Hickmann com a família, incluindo o cunhado Gustavo (à direita)
Na denúncia, o promotor Francisco Assis Santiago diz que Correa, ao iniciar embate corporal com Pádua, agiu em legítima defesa, mas excedeu essa condição e praticou homicídio doloso.

A principal prova disso, para o promotor, são os três tiros dados na nuca do fã que atentou contra a apresentadora. O agressor chegou ao quarto depois de render Correa e o obrigar a levá-lo até o apartamento Hickmann, que estava com uma assessora. Os três foram mantidos sob a mira de um revólver.

"Decisão já era esperada"

O advogado de defesa de Correa afirmou nesta segunda-feira que não está "surpreso" e que a "decisão da Justiça já era esperada".
 
"Não houve surpresa. Embora a juíza pudesse ter ratificado o pedido da defesa e arquivado o inquérito, o mais comum é que ela dê cumprimento à instrução do processo, de acordo com o Código Penal, e dê prosseguimento à ação nessa fase", afirmou Bomfim.
 
De acordo com o advogado, caso a Justiça, após a instrução, determine a continuidade da ação enviando o caso para o júri popular, é que haverá surpresa. "Já esperávamos a instrução do processo. Contudo, será uma surpresa para a defesa, caso o processo seja enviado para o júri popular", disse o defensor.
 
A assessoria de imprensa de Hickmann informou que a apresentadora não iria comentar a decisão da juíza.
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