Mais de 60 mulheres consideram processar o Google por machismo no trabalho

do UOL, em São Paulo

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    A sede do Google em Mountain View, na Califórnia

    A sede do Google em Mountain View, na Califórnia

Depois de ver o manifesto "antifeminista" de um funcionário viralizar, o Google poderá responder a um processo de mais de 60 mulheres por sexismo no ambiente de trabalho. As informações são do jornal britânico "The Guardian". 

O advogado de direitos civis James Finberg, responsável pela ação, disse à publicação que suas clientes ganhavam menos do que homens em posições (e com qualificações) semelhantes às delas. Outras ainda tiveram dificuldades para avançar em suas carreiras dentro do Google devido à "cultura [da empresa] que é hostil às mulheres". 

Não é só a diferença de salários que incomodava às profissionais: elas afirmaram que teriam visto colegas do sexo masculino ganharem mais gratificações com o tempo, que também tinham subordinados ganhando mais do que elas e que, apesar de terem a mesma experiência e educação que os homens, eram contratadas em posições inferiores dentro da hierarquia da empresa.

"Há algo subconsciente que acontece quando você começa a questionar o valor que traz para a companhia. Tira energia emocional de você, algo que se acumula com o tempo", disse uma ex-gerente ao jornal.  

Além da polêmica provocada pelo engenheiro James Damore, responsável pelo texto que considerava as mulheres biologicamente incapazes para posições de liderança e que, por isso, acabou demitido, o Google ainda enfrenta uma investigação do Departamento de Trabalho do governo americano pelo mesmo motivo: o pay gap entre homens e mulheres.

Das mais de 60 mulheres com que o advogado tem mantido contato nas últimas três semanas, metade ainda trabalha no Google e a outra metade aponta a discriminação como fator decisivo para deixarem a empresa. 

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