Você enrola no trabalho? 5 dicas para você se animar e se organizar melhor

Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli
Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Andrew Testa/The New York Times

Assim como a dieta que deveria começar na segunda-feira, mas é ignorada no primeiro café da manhã da semana, a procrastinação no trabalho também faz parte da vida de muita gente (quem nunca?). Por que fazer hoje aquilo que pode ser feito amanhã? A resposta é simples: enrolar compromete a sua vida profissional. Entregar um relatório feito às pressas, porque foi muito otimista com relação ao tempo, prejudica sua performance. Mas temos uma ótima notícia: ninguém nasce procrastinador. Isso pode acontecer por motivos que vão além da desorganização, como insegurança e falta de interesse no trabalho. Que resolver isso? Não deixe para ler depois!

1) Se livre da insegurança e o perfeccionismo: vamos ao primeiro passo
Se você enrola para começar uma tarefa, a culpa pode ser da insegurança e do perfeccionismo, que aparecem, especialmente, quando você precisa executar uma tarefa pela primeira vez – como quando o seu chefe te passa uma atribuição nova. Nesse caso, a dica é agir independentemente das dúvidas: conversar com pessoas que entendem do assunto, pedir conselhos ou mesmo fazer a atividade em grupo. 
 
2) O problema é tédio? Quebre as tarefas em pequenas atividades
Agora, se você sofre para começar uma tarefa que faz sempre, é bem provável que esteja entediada. Mas tem como tornar um dever mais atrativo: em vez de pensar na tarefa como um todo (exemplo: entregar a apresentação em ppt), quebre-a em pequenas atividades (pesquisar dados, escolher imagens, montar slides...) e recompense a si mesma ao finalizar cada uma – você pode tomar um café com um colega ou entrar rapidinho no Facebook, por exemplo. 
 
3) Separe os navegadores para tarefas pessoas e profissionais
Estava tudo indo bem na execução da tarefa, mas você se lembrou de que a sua TV está com defeito, que precisa ligar para o dentista e que seus amigos vão almoçar na sua casa amanhã. Então, liga para assistência técnica, pesquisa o preço do quilo da carne e o telefone do dentista. Obviamente, o que deveria ter feito se perde no tempo. O que pode estar por trás deste comportamento é a dificuldade de concentração. Especialmente, quem trabalha em frente ao computador fica exposto a muitos estímulos. Algumas táticas ajudam, como usar um navegador para cada coisa: Google Chrome para assuntos profissionais e Internet Explorer para assuntos pessoais. Com o tempo, a mente reconhece qual ambiente é de trabalho e para de atrapalhar. Também vale deixar o celular no modo avião durante algumas horas do dia, para não receber notificações e mensagens do WhatsApp. 
 
4) Prazo maior não significa mais tempo para fazer nada
Seu deadline não é o "para ontem" e ninguém está pressionando você. Dessa sensação confortável pode nascer a procrastinadora que vai colocar as coisas que lhe dão prazer na frente da obrigação. O problema é que coisas que dão prazer existem aos montes. E quando menos esperamos, aquele prazo de três meses virou uma semana e o desespero bate. Tenha em mente que prazo maior não significa mais tempo para fazer nada e, sim, para trabalhar com mais eficiência. Ajuda mentir um pouco para si mesma – é a mesma lógica de quem levanta coloca o relógio para tocar uma hora antes, porque saber que vai enrolar na cama. Você estabelece um prazo falso de entrega para manter-se motivada. 
 
5) Vai levar 5 minutos... Só que não!
Tudo vai dar certo. Eu faço rapidinho. Isso aí é moleza. São todas desculpas da procrastinadora que crê demais na própria eficiência. A culpa, geralmente, é da falta de conhecimento de quanto tempo precisa para realizar cada demanda, o que é bem fácil de resolver: você pode cronometrar a execução de algumas tarefas, para descobrir o tempo real que cada coisa leva. Com esse número em mente, preveja eventuais percalços – a internet pifar, o ônibus não passar na hora certa, você descobrir que falta informação para concluir o trabalho... Use a regra de considerar 30 minutos para tarefas simples, como fazer ligações ou pagar contas; uma hora para tarefas médias, como responder e-mails e duas horas para tarefas complexas, montar uma apresentação, por exemplo.
 
Fontes pesquisadas para a matéria:
Andrea Murrer, formada em administração de empresas pela FGV, coach pela Sociedade Latinoamericana de Coaching, pós-graduada em Coaching e Liderança Pessoal na Universidade de Barcelona. José Roberto Marques, Master Coach Senior, presidente do IBC. Sulivan França, especialista em comportamento humano e presidente da SLAC® Coaching - Sociedade Latino Americana de Coaching. Maria Fernanda Lorenzini, psicóloga pela UFSCar e coach. Gisele Gengo, Master Coach com formação em Gestão Financeira e especialização em Gestão Tributária, com MBAs em Gestão Estratégica de Negócios e também em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.
 
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