Sexo na água: respondemos às 10 dúvidas mais comuns para você praticar já

Claudia Dias
Colaboração para o UOL

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Sexo combina muito bem com altas temperaturas. Com o verão (já) dando as caras, a libido vai lá em cima e algumas fantasias tornam-se muito mais convidativas, como as experiências na água. E aí, minha gente, mar, piscina, rio, banheira, cachoeira e mesmo o chuveiro se transformam em convites interessantíssimos para dar uma chacoalhada na rotina sexual. Mas como a prática não é algo tão natural e frequente, é óbvio que surgem dúvidas. Buscamos respostas para algumas delas.

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Sexo na água é muito mais prazeroso?

Há quem ame, mas também tem muita gente que se decepciona ao colocar a fantasia em prática. A água remete ao romance aliado à ousadia, exaltando as emoções e as sensações do corpo. Mas do ponto de vista fisiológico, o contato da água com as genitais não favorece muito a penetração.

Pode doer?

Transar na água pode ser muito excitante e prazeroso, principalmente as preliminares, incluindo estimulação, sedução e o próprio fetiche da cena. Mas em alguns casos o atrito com o pênis pode causar uma experiência dolorosa.

A lubrificação da mulher diminui?

Sim, costuma acontecer -- mas não é regra absoluta.

Usar lubrificante facilita o sexo na água?

É muito recomendado recorrer a um lubrificante à base de silicone, que não é solúvel na água, tem maior durabilidade e pode ser usado com preservativo. O único porém é que algumas pessoas têm alergia ao silicone. Lubrificantes à base de água ou de óleo não são recomendados.

E o preservativo: o que fazer?

Preservativo e água não costumam ser a dupla mais perfeita mas, sem dúvida, seu uso é indispensável para prevenir doenças e evitar gravidez. A orientação principal é colocar o preservativo antes de entrar na água.

A camisinha pode estourar?

O uso da camisinha dentro da água, se feito corretamente, traz as mesmas garantias que teria fora do ambiente líquido. Por isso é importante colocar o preservativo antes, para que haja aderência correta. Outra questão: a água pode facilitar que o preservativo "escorregue" do pênis. Além disso, o cloro da piscina e o sal da água do mar prejudicam o látex da camisinha, acelerando o desgaste e diminuindo a durabilidade. Então melhor ter um preservativo reserva com fácil acesso, pois as chances de rasgar ou furar são grandes. Além disso, é bom optar por movimentos suaves para preservar a integridade e fixação do preservativo.

Entra água?

Por causa do bombeamento, a água pode ser levada para o canal vaginal, passando pelo útero, até chegar às trompas, possibilitando inflamação. Se isso acontecer, a mulher tende a sentir dor logo após ou alguns dias depois da relação na água -- é bom procurar um ginecologista.

Se transar no mar, a água salgada faz arder?

A água do mar, por si só, não provoca ardência na região genital feminina. Porém, logo após uma relação sexual, pela formação natural de fissuras bem pequenas, quase invisíveis, é possível sentir ardência. Para minimizar o desconforto, indica-se o uso de sabonete íntimo adequado, prevenindo problemas futuros. Importante: depois da relação, não fique muito tempo com o mesmo biquíni molhado para não causar inflamação ou infecção.

Transar na banheira ou na piscina do motel oferece risco à saúde?

Sim. A rotatividade de pessoas e a incerteza sobre a higienização completa do ambiente, com possível presença de fungos e bactérias, podem aumentar o risco de infecções.

É fetiche que atiça mais homens ou mulheres?

A ameaça de ser flagrado ao transar na praia e em piscinas costuma excitar tanto homens como mulheres. O risco de transar em público atrai bastante a turma masculina. As mulheres tendem a preferir banheiras e chuveiros.

 

FONTES: Flavia Tarabini, ginecologista da clínica Dr. André Braz; Gislene Teixeira, pós- graduanda em Sexologia; Márcia Regina Sando, sexóloga e psicoterapeuta; Patrícia Varella, ginecologista parceira da Vagisil; Poema Ribeiro, sexóloga e psicoterapeuta; Priscila Junqueira, sexóloga e psicóloga; Sirleide Stinguel, sexóloga; Virginia Gaia, sexóloga.

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