Quadrinista deixa heróis de lado e aborda ansiedade em estreia na CCXP

Rodolfo Vicentini
Do UOL, em São Paulo

  • Mariana Pekin/UOL

    Patologias humanas são o foco da HQ de Aline Zouvi

    Patologias humanas são o foco da HQ de Aline Zouvi

Um ano depois de ter distribuído seu trabalho por conta própria nos corredores da CCXP (Comic Con Experience), a quadrinista Aline Zouvi voltou este ano à feira geek em outra posição: ela conseguiu uma vaga e é uma das desenhistas do evento.

"Eu me inscrevi para a CCXP 2017 sem saber se eu seria aceita ou não, mas deu certo. Eu acho que a curadoria do evento vê vários fatores, e a maioria tem a ver com a cultura nerd", contou ela.

Mas esqueça Batman, Homem-Aranha e a companhia limitada das HQs: o trabalho de Aline é outro. "Eu não desenho super-herói. Eu não desenho Marvel nem DC nem mangá. É mais alternativo, porque tento levar para o lado mais experimental, e isso me assustou um pouco. Mas aqui parece bem tranquilo, tem bastante artista alternativo".

Divulgação
Quadrinista faz sua estreia na CCXP com a HQ "Síncope"
Aline arranjou um espaço entre os 489 artistas na maior feira geek do Brasil, começou a fazer cartuns para a "Folha de S.Paulo" e agora lançou a HQ "Síncope", uma descrição sobre como é viver com ansiedade.

"Meu novo trabalho narra um dia na vida de uma pessoa com ansiedade, eu colori tudo com giz pastel. Tentei aplicar algumas coisas que eu estava estudando, e eu tentei explorar isso, como a pessoa vê e lida com esse problema", contou.

Se os heróis não interessam, as patologias, sim. Mesmo não sendo tudo autobiográfico, Aline parte de experiências pessoais em seu trabalho. "Em um ano mudou muita coisa. Eu não esperava que estaria aqui, estou muito feliz, porque isso encoraja a gente a sempre melhora".

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