Príncipe-herdeiro saudita foi o comprador do quadro de Da Vinci

Nova York, 8 dez 2017 (AFP) - O príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, seria o comprador do quadro do artista italiano Leonardo Da Vinci, arrematado por 450 milhões de dólares em meados de novembro, noticiou nesta quinta-feira o jornal Wall Street Journal.

Conhecido como "MBS", o príncipe teria recorrido a um intermediário para comprar o quadro de Cristo intitulado "Salvator mundi" (Salvador do mundo), segundo o site na internet do jornal econômico.

O filho do rei Salman vem consolidando seu poder progressivamente e simboliza a evolução recente deste reino ultraconservador que está a caminho de uma crescente abertura.

O príncipe é visto como o principal artífice de um expurgo sem precedentes, apresentado como uma operação anticorrupção, realizada no começo de novembro no país e se traduziu na prisão de dezenas de personalidades do mundo político e dos negócios.

Segundo o jornal, o intermediário do príncipe-herdeiro para a compra da obra foi o príncipe Bader Bin Abdullah bin Mohammed bin Farhan Al Saud, citado nesta quarta-feira pelo New York Times, e que teria dado as instruções para a casa de leilões Christie's, que organizou a venda.

Nesta quarta-feira, o recém-inaugurado museu Louvre de Abu Dhabi, que abriu as portas no começo de novembro, anunciou que exporia o quadro.

O "Salvator Mundi" é a última tela conhecido de Leonardo Da Vinci nas mãos de um colecionador privado. Após ter sido atribuída durante anos a um contemporâneo do artista, foi finalmente autentificada em 2005.
 

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